O superavit fiscal da prefeitura da Capital não veio naturalmente. É consequência do trabalho de uma equipe competente e preparada.
Em um ano marcado de dificuldades em quase todas as esferas da administração pública do Brasil: União, estados e uma enorme quantidade de municípios, a cidade de Campo Grande mostra que tem força suficiente para ajudar todo o Estado de Mato Grosso do Sul a superar os problemas causados pela crise econômica desde 2014.
A Secretaria de Finanças e Planejamento da Capital atingiu, neste fim de ano, feito que nem muitos otimistas que trabalham na prefeitura haviam previsto no início da atual administração, em janeiro: o superavit fiscal. O ano de 2017 deve fechar com receitas maiores que as despesas, fato a ser comemorado.
Números detalhados em reportagem publicada nesta edição indicam que o peso do 22º maior Produto Interno Bruto (PIB) entre os municípios brasileiros e o excelente trabalho das autoridades do setor fiscal para extrair o máximo de recursos desta forte economia fizeram a diferença.
Os resultados só não foram melhores porque parte dos recursos arrecadados neste exercício foi utilizada para cobrir despesas de 2016 que a administração passada deixou pendente, como por exemplo a folha salarial do mês de dezembro e parte do 13º salário dos servidores, além das dívidas milionárias com fornecedores.
Neste fim de ano, por causa dos bons resultados financeiros verificados, o panorama no município é outro. Pela primeira vez em dois anos, os servidores públicos deverão receber o 13º salário em dia, benefício pago com recursos arrecadados neste ano orçamentário (diferentemente do que ocorreu em outras épocas). Tal feito, além de ajudar a movimentar a economia em dezembro, impulsionando ainda mais a arrecadação, eleva o otimismo para 2018.
Ao contrário dos primeiros meses de 2017, quando quase todas as energias das autoridades municipais estavam voltadas para honrar compromissos anteriores e tentar organizar as finanças, no início do próximo ano, esse maior conforto financeiro deverá gerar bons resultados para o cidadão.
O município terá sobras para investir na recuperação da infraestrutura – ainda muito castigada pelo descaso dos anos anteriores – e em atividades importantíssimas das áreas de saúde e educação. Ao menos é isso que esperamos que ocorra.
Esse resultado positivo não veio sozinho. Não foi por acaso. É consequência do trabalho de uma equipe competente e preparada, liderada pelo secretário de Finanças e Planejamento, Pedro Pedrossian Neto, a surpresa mais agradável da atual administração municipal.
Ao que tudo indica, o trabalho para otimizar as despesas e buscar sempre alternativas de receita para equilibrar as finanças deve continuar no próximo exercício orçamentário. Os desafios serão muitos, mas, a julgar pelo que foi visto neste ano, certamente, serão superados.
Que o trabalho executado no setor de arrecadação da Prefeitura de Campo Grande sirva de exemplo para outros municípios e até mesmo para outras esferas da administração pública. Todos que vivem em Mato Grosso do Sul ganhariam com ações como esta.