O presidente norte-americano Donald Trump surpreendeu o mundo ao reconhecer a cidade de Jerusalém como a capital política de Israel. A ação presidencial foi um desastre.
Os levantes dos países árabes contra a decisão terão consequências imprevisíveis. Rússia, China, Inglaterra, Itália, França, Japão e a diplomacia europeia não acompanharão a decisão do governo norte-americano. A polêmica está instalada.
Essas ações para serem viabilizadas precisam sempre estar acompanhadas de intensas discussões políticas. Sem a diplomacia não se avança em questões delicadas.
A grande verdade dessa desastrada decisão está centrada na dinheirama rotunda proveniente da comunidade judaica internacional que financiou a campanha presidencial de Trump. Em troca receberia dele o compromisso que o mundo inteiro assustado tomou conhecimento. A grande imprensa internacional confirmou essa verdade. O dinheiro não respeita nada. Compra, inclusive, a honra das pessoas desonestas.
Nesse contexto que estamos vivendo não respeitou a origem histórica, cultural e sagrada da cidade de Jerusalém para os judeus, cristãos e muçulmanos. Essa herança milenar não valeu nada.
A decisão presidencial não poderia ser anunciada dessa forma. Houve uma falha gritante da diplomacia. Na principal pauta das decisões precisava estar a busca incansável pela criação do Estado da Palestina. A sua conquista histórica colocaria fim às convulsões sociais, políticas e até mesmo aos atos de beligerância naquele pedaço precioso do Oriente Médio. Seria uma preciosa conquista de Trump.
Outros temas igualmente importantes poderiam ocupar a agenda presidencial. O incentivo à pesquisa para descobrir a cura do câncer. Seria um tento louvável.
Ganharia o respeito das principais lideranças no mundo inteiro. Outros tantos avanços científicos e tecnológicos que poderiam melhorar a qualidade de vida da população mundial exaltaria a respeitabilidade do seu cargo. Nesse diapasão a ganância cederia o seu espaço para o aparecimento do altruísmo como indicador de grandes propósitos.
A simplicidade das grandes decisões receberia o beneplácito de todos para ser a grande timoneira na condução segura da população mundial. Nada disso resultou escolhido. Optou-se pelo caminho tortuoso. Privilegiou a discórdia. Recrudesceram as ações terroristas.
Nesse contexto vidas preciosas continuarão sendo ceifadas sem a permissão de Deus. Não existe local determinado para a concretização desses atos de brutalidades. As pessoas de bem ficam reféns dos insanos.
Trump ofereceu um presente amargo para Jerusalém e para o mundo cristão na véspera da maior festa da cristandade, o Natal. Não poderia existir nada pior. O Cristo, durante a sua peregrinação terrena, chorou ao contemplar a cidade de Jerusalém. Sentiu pena do seu povo que não soube avaliar a importância da paz para a consolidação de uma nação justa e respeitada. Daí a razão de tanta angustia; de tanta dor e de tanto sofrimento.
Essas razões, que levaram o filho do Deus vivo às lágrimas, continuam presentes em nossos dias. Somos protagonistas dessa verdade. A humanidade não pode mais continuar assistindo, incauta, aos atos de barbáries praticados com respaldo no furor religioso.
Mas tudo isso é um desafio constante para os homens de bons propósitos e que desejam abraçar a paz pelos mecanismos ditados pelo bom senso, pela inteligência e pela razoabilidade das ações. Não se trata de nenhum mal que não possa ser enfrentado e vencido. Tudo depende de como as lideranças internacionais tratam e interpretam esses temas.
Somos todos filhos de um mesmo Deus. Somos também viajantes de dias contados. Precisamos apenas estabelecer com a nossa consciência as regras para um bom viver diário. Aqui reside o grande segredo da paz. Não existe outro caminho. A violência não se enfrenta com violência.
Os princípios da Física mostram isso. Tudo o que se produzir nesse contexto será estéril. Uma única ação divina pode mandar para o inferno todo o arsenal bélico das maiores potências. Com toda arrogância e prepotência dos seus líderes. Os faraós protagonizaram isso em épocas recuadas.
Os fatos históricos se sucedem. Precisamos apenas estar atentos aos seus aparecimentos. Assim poderemos melhor preservar a tão sonhada e decantada paz.