No primeiro ano em que o prefeito Marcos Trad trabalhará com seu próprio orçamento, será preciso cobrar muito empenho do secretariado.
O ano de 2018 será um dos mais importantes e decisivos não somente para o mandato do prefeito Marcos Trad (PSD), mas também para o município de Campo Grande. Será a oportunidade de a cidade voltar aos trilhos, depois de um longo período abandonada, sem a execução de qualquer plano com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos cidadãos no presente e no futuro.
O ano que se aproxima do fim foi especialmente desafiador para Marcos Trad. Em 2017, início de seu mandato, ele teve de trabalhar com o orçamento aprovado no ano passado, ainda assinado por seu antecessor, Alcides Bernal. Os planos e projeto, se é que eles estavam consistentes ou existiram, eram do gestor passado. Agora, o orçamento será executado por ele.
Falando em administrações anteriores, tem origem nelas a maioria dos problemas que a população de Campo Grande enfrenta até hoje, a exemplo do excesso de buracos nas ruas e da ameaça de colapso estrutural em várias obras importantes da cidade, como algumas canalizações, como a do Córrego Segredo. Sobre a péssima manutenção das vias públicas de Campo Grande, o problema teve início ainda no último mandato do ex-prefeito Nelson Trad Filho, quando o trabalho de tapa-buraco passou a ser feito sem a aplicação de lama asfáltica no leito das vias públicas. Neste período, somente os buracos eram fechados, prática que se mantém até hoje.
É evidente que nos últimos quatro anos, nos mandatos de Alcides Bernal e Gilmar Olarte, o problema foi agravado. Houve muita turbulência na execução dos contratos de manutenção de vias, todos firmados em 2012. A consequência negativa do que ocorreu neste período está nas ruas e também nos defeitos mecânicos em veículos e nos acidentes que os buracos provocam.
Para que os erros do passado não se repitam, Marcos Trad precisará cobrar muito empenho de sua equipe. As duas palavras mágicas para o futuro da cidade são planejamento e execução. O município precisará de uma postura mais objetiva no enfrentamento dos problemas.
Um dos exemplos é o paisagismo das ruas do Centro da cidade e o combate aos formigueiros. O trabalho para firmar parceria com a iniciativa privada para a manutenção dos logradouros tem sido realizado, com muito empenho, pela Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb); porém, outro órgão, a Secretaria de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur), falha ao combater pragas e insetos nos canteiros e ao podar e manter árvores em locais impróprios.
Para Campo Grande, a perspectiva para 2018 é boa. A possibilidade de o município conseguir mais alívio financeiro é concreta, por causa do excelente trabalho realizado na Secretaria de Finanças e Planejamento. Certamente, a Capital terá muito mais crédito para viabilizar bons projetos. O que não poderá ocorrer no próximo ano é a perda de foco dos que ocupam cargos de primeiro escalão.