Além do espírito de renovação, comum nesta época, a análise do mercado financeiro aponta retomada dos índices, de forma mais gradual.
É difícil manter otimismo intacto no Brasil depois de anos de turbulência, com escândalos políticos, denúncias de corrupção e indicadores econômicos oscilantes. Porém, a análise feita no início de 2017 tem se confirmado, o que indica que ventos melhores devem soprar em 2018.
Evidentemente, não se pode fechar os olhos para os componentes negativos que ainda perduram, como a massa de desempregados, que ultrapassa os 10 milhões no País. Porém, além do espírito de renovação, comum nesta época, a análise do mercado financeiro aponta retomada dos índices, de forma mais gradual.
O ano de 2017 deve terminar com inflação em cerca de 3%, abaixo da estimativa anterior para o período, que era de 4,5%. Conforme Boletim Focus do Banco Central, que reúne avaliação de economistas das instituições bancárias, a previsão inflacionária caiu de 2,83% para 2,78%.
Para os próximos 12 meses, o porcentual calculado caiu de 7,5% para 6,75%, com abertura para novo corte da taxa logo no início do ano. O resultado final da balança comercial (total de exportações menos importações) também teve incremento de US$ 65 bilhões para US$ 65,5 bilhões, e a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) é de 3% para este ano.
É uma salada de números que, na prática, significam estabilização econômica, apesar de demanda de produção claudicante, mas com fortalecimento do mercado internacional. Baseado no PIB, o Ministério do Trabalho calcula a reabertura de 1,78 milhão de vagas formais, podendo chegar a 2 milhões de carteiras assinadas, caso o índice chegue a 3,5%.
Vale destacar que será tempo de Copa do Mundo, com aumento expressivo no consumo, pesando de forma significativa no resultado do varejo.
Os pontos sensíveis dessa recuperação para 2018 são as eleições e a reforma previdenciária. Regularmente, a disputa eleitoral causa um estancamento econômico, à espera do resultado e suas consequências.
Atualmente, o cenário é extremamente nebuloso para traçar um caminho do que está por vir. Paralelo a isso, a votação do projeto que altera as normas previdenciárias passa por disputa acirrada entre oposição e situação, porém, é matéria de suma importância de análise, sendo imprescindível a mudança dos termos em vigor. Nisso, não há quem não concorde.
Em Mato Grosso do Sul, a exemplo da conjuntura nacional, há melhorias gradativas. Na edição do fim de semana do Correio do Estado, os números do agronegócio evidenciam setor que gera emprego, renda e certeza de resultados expressivos e positivos.
Muito disso se deve aos profissionais da área, que souberam dançar conforme a música, buscando qualificação e implementando tecnologias de produção. Em Campo Grande, a projeção para 2018 também está otimista, com investimento de R$ 800 milhões no setor industrial, com foco especial para desenvolvimento de parque tecnológico voltado para empresas de software e startups.
Na Capital, há desafios evidentes, como a recuperação das vias, atualmente, tomadas por buracos, e o equilíbrio financeiro, tarefas hercúleas que vão depender de eficiência na gestão. Fica aqui o voto de confiança para que 2018 seja ano de colher os frutos, depois de a população amargar anos de incertezas e dissabores.