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Leia editorial deste sábado/domingo: 'Convênio desnecessário'

Leia editorial deste <br>sábado/domingo: 'Convênio desnecessário'

Redação

10/02/2018 - 03h00
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Ao Exército cabe continuar realizando sua missão, que sempre executou de forma exemplar: é zelar pela soberania nacional e proteger nosso território.

A saída do Exército Brasileiro da obra do Corredor Sudoeste, em que estava previsto o recapeamento de todo o complexo viário rumo à saída para Sidrolândia, em Campo Grande, é a confirmação de que a entrada desta instituição, tão respeitada pela população, na execução de obras urbanas, foi um equívoco.

O projeto previa a requalificação das ruas Guia Lopes e Brilhante, e das avenidas Marechal Deodoro, Gunter Hans e Bandeirantes. Não há o que se questionar sobre o benefício que esta obra, orçada em R$ 24 milhões, trará para esta importante região de Campo Grande.

O grande problema na execução do trabalho em todas estas vias foi a forma como foi conduzido no início, além de um orçamento apertado, tanto da União, como do município.

O convênio entre a prefeitura da Capital e o Exército Brasileiro foi firmado no fim da administração de Alcides Bernal, em um momento político conturbado não somente em Campo Grande, mas também no governo federal. A consequência desta pressa em estabelecer o acordo foram as sucessivas falhas na liberação dos recursos necessários à obra, sem contar a falta de precisão do projeto.

Nas ruas Guia Lopes e Brilhante foram encontradas incontáveis ligações subterrâneas: fios, tubos, infiltrações, objetos que comprometeriam toda a obra, e não estavam previstos no projeto inicial.

Os militares tiveram de lidar com todos esses problemas inesperados, que comprometeram os prazos de entrega da obra. Fora isso, houve várias licitações desertas para compra de materiais e massa asfáltica.

O Exército Brasileiro é nacionalmente admirado por executar obras de qualidade, basta lembrar-se do trecho da BR-262 em Mato Grosso do Sul, na região de Miranda, toda a Ferrovia Ferroeste, no oeste do Paraná e, mais recentemente, a duplicação do trecho norte da BR-101, entre Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Estes exemplos, vale frisar, são de construções e vias abertas fora de áreas urbanas. Para os engenheiros militares, executar um projeto complexo, como o do Corredor Sudoeste em uma área urbana, mais que um desafio pode ter sido uma aventura. 

Agora, mais uma vez, os transtornos para a população que passa todos os dias pelas ruas Brilhante e Guia Lopes serão prolongados. Até novembro, conforme previsão da prefeitura e dos militares. Conforme reportagem publicada na edição de quinta, serão 21 meses para restaurar pouco mais de 5 quilômetros. Lentidão absoluta.

Assumir esta obra em Campo Grande, na gestão de Alcides Bernal, não era necessário, nem tampouco urgente para a instituição militar. Ao Exército Brasileiro cabe continuar realizando sua missão, que sempre executou de forma exemplar, que é zelar pela soberania de nosso território e de nosso povo, guardar nossas fronteiras, e defender, em qualquer circunstância, nosso País, nossos valores, nossa gente e nossos símbolos.

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