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Confira o editorial desta sexta-feira: "O Exército como aliado"

Confira o editorial desta sexta-feira: <br>"O Exército como aliado"

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Plano que prevê parceria entre o Exército Brasileiro e as polícias militares dos estados é positivo, mas ainda pequeno diante da atual necessidade.

Acordo entre ministérios da Defesa e Segurança Pública foi assinado ontem com o objetivo de firmar uma parceria entre o Exército e as polícias militares dos estados brasileiros. O plano de ação é válido e, ao menos na teoria, deverá colaborar para a redução da criminalidade nas unidades federativas. Mas ainda é pouco diante da realidade de Mato Grosso do Sul. 

Esse acordo foi assinado quase três meses depois de anunciada a intervenção federal no Rio de Janeiro e, até o momento, poucos resultados foram, de fato, apresentados. Também chegou no momento em que o presidente Michel Temer tenta melhorar a popularidade do seu governo, bastante arranhada pela reunião em que, em vez de ajuda financeira, ofereceu aos estados – ainda desequilibrados pela crise – a chance de se endividarem ainda mais. Quem não se lembra dos R$ 42 bilhões oferecidos como empréstimo para os governadores custearem melhorias na segurança pública? Mato Grosso do Sul recusou de imediato. Mas quais estados conseguiram, de verdade, ter acesso a essa linha de crédito?

O que se espera dessa parceria é que ela consiga sair do papel assinado e não fique apenas no campo das ideias, com o único objetivo de melhorar a imagem da União. O governo federal já anunciou que não se tratará de soldados do Exército nas ruas. A ação tem outro foco: visa dar suporte à Polícia Militar, principalmente nas áreas de logística, inteligência e treinamento. A medida, como mostrou reportagem do Correio do Estado de ontem, foi elogiada pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Antônio Carlos Videira, especialmente pelo fato de Mato Grosso do Sul fazer fronteira com países como a Bolívia e o Paraguai, principais produtores de cocaína e maconha, respectivamente.

Por MS ser uma porteira para a entrada de drogas e armas para todo o Brasil, a ajuda do Exército à Polícia Militar foi um importante primeiro passo, mas não pode ser o único.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido no combate ao tráfico de drogas e armas em Mato Grosso do Sul, e já passou da hora de o governo federal entender que ele precisa ajudar a pagar a conta dessa caminhada. Se a maioria esmagadora das drogas ou armas só passam pelo Estado rumo a grandes centros, hoje tomados pela violência, por que o seu combate tem que ser financiado somente por Mato Grosso do Sul?

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