Artigos e Opinião

opinião

Ruben Figueiró: 'Concordo, profº Fausto'

Ex-senador da República

Redação

07/05/2018 - 02h00
Notícia sem imagem

No passado, este já de priscas eras – mas já saudosas, o profº Fausto Mato Grosso Pereira e eu perfilávamos em campos doutrinários opostos; com o decorrer dos tempos, ultrapassamos barreiras e, com a coragem que nossas ideias cristalinas impulsionava-nos, alcançamos, com  altivez e acendrado sentimento democrático, uma perfeita consciência dessa quadra de tantas controvérsias.

O profº Fausto, mestre emérito da Universidade Federal, consultor econômico consagrado, cientista político com aguda sensibilidade para análise destes momentos de política desvairada, deu-nos na edição do dia 26 de abril, do jornal Correio do Estado, com o título “De transição em transição”, a oportunidade de sedimentar a opinião de quão difícil é a oportunidade de se construir um movimento renovador para as próximas eleições, pois tudo indica que as cores turvas da velha política prevalecerão – uma vez mais.

“Quem espera grandes mudanças nas eleições de 2018, pode ir tirando o cavalinho da chuva”, afirma o profº Fausto, que segue: “Hoje existem cerca de 15 pré-candidatos presidenciais para o primeiro turno e, até agora, nenhuma boa ideia capaz de entusiasmar, unir e mobilizar a sociedade. A sociedade está cética e fragmentada.”

E, no seio dessas considerações bem alicerçadas, o profº Fausto seguiu, inclusive tocando num ponto pouco comentado pelos especialistas,  qual  seja dos reais objetivos da minirreforma maquiavelicamente elaborada pelo Congresso, para, por meio do “impúblico” Fundo Eleitoral, concentrar recursos financeiros aos atuais parlamentares, impedindo pelas ações ardilosas das cúpulas partidárias que tais recursos também tenham igual trato para os candidatos novatos, pretensos oxigenadores das casas legislativas.

Como o profº Fausto, estranho o contorno e o fulcro da política atual ou, melhor, da politicagem denominante em todas as correntes políticas que assumiram o controle dos partidos registrados pela Justiça Eleitoral. Na realidade, não existem mais partidos com estamentos doutrinários definidos para valer, o que há neles é a conciliação de interesses viciados, quase sempre, por vocações maculadas pelo espúrio.

Há muitos anos, quando acreditava na prevalência da boa política do dar de si, sem pensar em si, li do pensador norte-americano, Frank Crane, que “não se envelhece com o passar dos anos e, sim, pelo abandono dos ideais”.

Conscientizei-me das palavras norteadoras de Crane, que constituíram um fanal para minha caminhada pela vida pública e agora, quando no ócio com dignidade octogenário, observo, assim como o idealista Fausto Mato Grosso, um Brasil sem horizontes para o seu futuro próximo, pois está dominado por uma disputa entre radicalismos raivosos, famélicos de esquerda versus direita e sob vistas estrábicas de um centro anódino, incensitivo e irreverente.

Só me permito discordar do profº Fausto num ponto: o resultado das eleições de 2018 não será de transição, mas de perpetuação do mesmo.

Artigo

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Segundo o proprietário, algumas tinham aproximadamente 500 anos, acompanhando gerações, mudanças de governo e sucessivas estações

03/11/2026 07h35

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Continue Lendo...

Editorial

Segurança pública exige inteligência

O crime organizado não respeita limites estaduais, calendários eleitorais ou diferenças partidárias, por isso, seu enfrentamento não pode ficar limitado a iniciativas isoladas

03/11/2026 07h25

Segurança pública exige inteligência

Segurança pública exige inteligência

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).