Amar é e será eternamente atributo de quem gera vida, cultiva valores e constrói esperanças. Em toda parte, acontecem manifestações de carinho, de gratidão e de elogios àquela que denominamos mãe e mestra da vida:nossa mãe.
Não importa a classe, a cor da pele e os títulos. Ela é e será sempre mãe para quem tem um coração marcado pelo amor e pela delicadeza de suas mãos que acolhem, que afagam, que acariciam e que apontam caminhos possíveis. Mãos que afastam perigos. Mãos que superam dificuldades. Mãos que abrem clareiras para os sonhos tão valiosos a quem estiver em busca de algum valor.
Nossa homenagem não fica apenas em elogios a essa figura. É também manifestação de alerta quanto à situação em que se encontram tantas mulheres que, além de gerarem vidas, assumem a responsabilidade de conduzir e sustentar uma família.
São pessoas heroicas, que não medem sacrifícios em favor dos seres humanos que não tiveram como scolher onde e como nascer. E não têm como sobreviver. Essas mulheres certamente não recebem elogios por seus atos corajosos. Possivelmente, são questionadas pelo número elevado de filhos, pelas condições de vida e pelos problemas que causam à sociedade hipócrita.
Sociedade essa que busca, a cada dia, se isolar e se fechar em condomínios para não ser importunada em seu esconderijo de conforto e bem-estar. Assim mesmo, queremos deixar claro nosso carinho e nossa gratidão àquela que nos gerou, nos educou e nos encaminhou nos valores morais e espirituais. Colo de
mãe é colo sagrado. Colo de mãe é livro de aprendizado e de sabedoria. Colo de mãe é altar de acolhida e de oferenda. Colo de mãe é caminho que leva a Deus. Colo de mãe é mesa sagrada de comunhão com o mundo e com Deus.
Ser mãe é tão importante que o próprio Deus quis uma para si. E escolheu alguém, não pelos títulos, mas pela generosidade em acolher e pela humildade em servir. Escolheu alguém que colocou seu coração à disposição daquele que a chamou: “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a sua palavra”. Ao ser solicitada para ser mãe, recolheu-se no silêncio e na meditação. Ao gerar o Salvador da humanidade, o fez com generosa disponibilidade e desprendimento.
Ao ver o filho crescer em idade e estatura, guardava tudo meditando em seu coração. Ao presenciar milagres, louvava o Pai no recolhimento. Ao perceber as calúnias e os insultos dos inimigos, perdoava, não se queixando com a espada trespassando seu coração
Quando contempla o Filho com a cruz às costas e crucificado, imaginamos que ela poderia dizer que sua missão fora realizada. Porém, recebe uma outra missão: ser mãe da humanidade: “Mulher, eis aí teu filho”. A partir daquele momento, tornou-se mãe de todos nós. Mas teve a glória estampada em seu semblante ao
reencontrar o Filho ressuscitado. Ninguém faloudisso. Ninguém mencionou, porque sabemos que o verdadeiro e sumo prazer é celebrado no íntimo do coração de quem tudo doou na gratuidade e na humildade. Ser mãe é ser Maria.