Artigos e Opinião

ARTIGO

Gilberto Verardo: "O princípio da saúde"

Psicólogo

Izabela Jornada

14/05/2018 - 01h00
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O protocolo médico para atestar o obtido de uma pessoa, necessariamente tem que ser constatado à morte cerebral. Isso sugere que o cérebro esconde um último desejo – viver ou morrer.

A renovação celular, fundamental para o corpo e independentemente da idade, está sempre presente quando há vontade de viver. É como se fosse uma coisa lógica. Quando a vontade de viver diminui ou cessa totalmente, por alguma alquimia celular, a defesa imunológica é a primeira a cair, para logo em seguida estranhos mensageiros da morte, vírus e bactérias rebeldes, tomarem de assalto à saúde corpo.

A interação, necessária e ininterrupta, entre ser humano e meio ambiente ocorre com uma determinada intenção de ação e isso vai determinar a maneira como nosso corpo vai funcionar em beneficio próprio para manter seu estado de prontidão para manter-se vivo. Essa intenção de ação foi denominada de “Principio interior de ação” por Immanuel Kant (1804) principal filosofo da era moderna. O corpo vivo está sujeito à ação de influencias variadas oriundas das coisas e dos seres e que tendem a destruí-lo. Para resistir a esta ação é preciso um “Principio de reação”. A vida é exatamente este principio de luta contra a destruição. O corpo vivo é o teatro dessa luta e a saúde e a doença reflete suas peripécias. Se as propriedades vitais ganham, o ser vivo reencontra sua harmonia e se cura. Se, ao contrário, as propriedades físicas são mais fortes, ele morre completa Kant.

Por algum “mistério” se não existir VONTADE e um principio de reação o sistema imunológico fica sem inspiração para realizar sua tarefa. Nesse sentido, pensamento, ideias e ação compõe a tríade necessária para manter a vida e o que se quer dela. Para nutrir essa tríade o conhecimento e a informação constante se tornam o alimento necessário como combustível ao “Principio interior de ação”. Foi nesse principio que a Organização Mundial da Saúde estabeleceu para conceituar o estado de saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afeções e enfermidades”.

Num mundo conturbado e com valores confusos, a pessoa, sem direção certa para seu futuro, fragiliza-se, deprime-se e adoece com mais facilidade às investidas de um meio ambiente em profundas mudanças climáticas, tendo consequências avassaladoras na organização social.

Os neurocientistas recomendam fugir de hábitos que viram rotina. A rotina, além de trazer acomodação, em nada contribui para a criação de novos caminhos neuronais. São centenas de bilhões de neurônios disponíveis. Não usamos, com uma rotina adotada, nem 20% deles. Por isso a saúde começa em ter consciência que ela depende da capacidade de ação.

Tá na hora de deixar de “paciente” e começar a ser “gerente” do seu corpo e da saúde dele. 

 

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