A ponte sobre o Rio Paraguai virou prioridade para o Estado. A expectativa é de que o projeto seja iniciado no segundo semestre do lado paraguaio. Por aqui, sem prazos.
Três projetos foram definidos como prioritários pela bancada federal sul-mato-grossense para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Entre eles, está a construção da ponte sobre o Rio Paraguai, que integra o projeto do Corredor Bioceânico, lançado no passado.
Projeto ousado, que visa encurtar a distância para o escoamento da produção brasileira para o continente asiático, prevê , somente com a construção da ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, um investimento de R$ 116 milhões, aproximadamente.
Os benefícios com a implantação do corredor são muitos e, mesmo assim, parecem não ser suficientes para garantir que agilidade dos investimentos pelo lado brasileiro. A expectativa é que, do lado paraguaio, a obra seja iniciada no segundo semestre. Do lado brasileiro, a definição do projeto como prioridade não significa, necessariamente, liberação rápida de recursos. É quase certa a aprovação das emendas para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo ano. A liberação do recurso em si, é outra etapa - geralmente mais demorada.
Esse iato entre ter um projeto aprovado pelo governo e vê-lo de fato sair do papel é um dos mais graves defeitos do poder público brasileiro. São raras as exceções em que a obra é entregue dentro do prazo. Na outra ponta sobram obras inacabadas ou que nem deixaram de sair do papel. Como as obras ainda da Copa do Mundo. Não só o 7 a 1 ficou na memória, quatro anos depois do Mundial no Brasil, 11 das 12 cidades -sede ainda tem obras por terminar. Eram projetos mobilidade urbana e ampliação de aeroportos, que, mesmo hoje, são apenas esqueletos. Um dos exemplos mais emblemáticos é o da construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VTL) em Cuibá (MT). Dos 22 quilômetros previstos, só seis foram executados e a obra que era para facilitar a vida dos moradores depois da copa se tornou em um estorvo para a capital mato-grossense.
Levando em consideração o timing do governo federal em executar grandes obras é possível estimar que, embora importantes para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, é bem provável que esses projetos definidos pela bancada levem bom tempo para se concretizarem, ainda mais pela situação política do País, com um presidente isolado e só cumprindo agenda até o término do mandato, e também ao fato de este ano ser ano de eleições, quando o País para, literalmente.