Artigos e Opinião

OPINIÃO

Gilson Cavalcanti Ricci: "Os italianos"

Advogado

Notícia sem imagem

A Itália, antes do “Risorgimento”, reunia na Península Itálica várias cidades-estado interindependentes entre elas, cada uma com suas próprias leis e seu próprio rei. Na verdade, a Itália nada mais era do que um protetorado das potências europeias, como França e a Áustria. Gênova, Nápoles, Veneza, Roma, Milão e outras importantes cidades-estado peninsulares tinham em comum a língua italiana, que constituía o elo de sustentação da nação itálica. O referido movimento revolucionário supracitado culminou em 1870, com a junção de Roma à soberania italiana, pois foi a última cidade-estado a juntar-se ao resto da Itália, graças à vitória de Giuseppe Garibaldi à frente dos “carbonários”, que ungiram Rei da Itália o monarca Victor Emanuel 2º.

Entretanto, a Itália sempre foi uma nação forte, cujo território, retalhado em cidades-estado, fora palco de muitas sanguinolentas guerras, como a primeira e a segunda guerras mundiais. Seu território foi sede do maior e mais poderoso império do mundo, o Império Romano, que dominou quase a totalidade do mundo inteiro durante mais de mil anos. A conversão de Roma ao cristianismo, no terceiro século depois de Cristo, enfraqueceu o poderoso Império, culminando com sua queda definitiva. A nova situação jurídica de Roma modificou radicalmente a lei romana e a arte da guerra, mas permaneceu íntegra a supremacia do Direito Romano, inspirando-se nesse cânone a maioria dos dispositivos do novo ordenamento jurídico italiano. Posteriormente à queda do Império Romano, e antes da unificação italiana, aventureiros italianos revolucionaram a geopolítica mundial, fazendo surgir um novo mundo admirável, graças à saga dos italianos Cristóvão Colombo e Américo Vespúcio, os quais, quase na mesma época, atiraram-se afoitamente pelos oceanos afora a serviço da Espanha e de Portugal, e assim o primeiro, Colombo, descobriu o imenso continente americano, e o segundo foi homenageado com seu nome dado ao “Novo Mundo” – América.

Na verdade, há uma consagrada galeria de honra de italianos intrépidos, os quais, além de expandir o mundo de forma grandiosa – e extremamente arriscada, diante da pobreza dos instrumentos navais da época –, foram responsáveis diretos pela grandeza militar e naval da França, da Espanha e de Portugal, países para os quais estavam a serviço em suas epopeias pelo mundo. Aperfeiçoaram as artes e se tornaram mestres de todas as ciências. Desbravaram oceanos bravios e desconhecidos e destacaram-se na guerra como exímios generais estrategistas. Cabe aqui relembrá-los, para que o leitor faça ideia do quanto eles fizeram de bom para a humanidade. Destarte, a sagacidade do gênio italiano, que enalteceu a glória da França na guerra por meio do italiano Napoleão Bonaparte; e da Espanha e de Portugal por meio de Cristovão Colombo a serviço da Espanha; e Américo Vespúcio a serviço de Portugal, pelo domínio absoluto de mares e oceanos desconhecidos. Graças a eles, o orgulho patriótico de franceses, espanhóis e portugueses é comemorado todos os anos nesses países, nas respectivas datas histórias de suas grandes conquistas.

O panteão de honra da Itália não finda aí. Outros nomes de grande valor na história da humanidade enaltecem o gênio italiano: Júlio César, conquista do Egito, e sua formosa rainha Cleópatra; Antônio Caboto, que rodeou a América do Norte pelos oceanos, iniciando as viagens de “cabotagem”; Leonardo da Vinci, inteligência célebre; Miguel Ângelo e Caravaggio, célebres escultor e pintor;  Dante Alghieri e Nicolau Maquiavel, escritores; Volta e Marconi, célebres inventores; Marco Polo, navegador e comerciante. Sem dúvida, um círculo de honra de italianos que eternizaram seus nomes na história do mundo. Da mesma forma, Verdi e Vivaldi, clássicos; Caruso, Gigli, Pavarotti, tenores líricos; Pepino de Capri e Chigliola Ciquetti, entre outros notáveis cantores da bela música italiana.   

Artigo

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Segundo o proprietário, algumas tinham aproximadamente 500 anos, acompanhando gerações, mudanças de governo e sucessivas estações

03/11/2026 07h35

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Continue Lendo...

Editorial

Segurança pública exige inteligência

O crime organizado não respeita limites estaduais, calendários eleitorais ou diferenças partidárias, por isso, seu enfrentamento não pode ficar limitado a iniciativas isoladas

03/11/2026 07h25

Segurança pública exige inteligência

Segurança pública exige inteligência

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).