O projeto Reviva Centro, que prevê uma série de intervenções físicas no quadrilátero central formado pela Avenida Fernando Corrêa da Costa, Rua Padre João Cripa, Avenida Mato Grosso e Avenida Calógeras, também abre a possibilidade de aproveitar a oportunidade para agregar os conceitos de cidades inteligentes, humanas e sustentáveis, por meio de um projeto-piloto na região, que pode servir de modelo para toda a cidade.
Para tanto, a Prefeitura Municipal, por meio da Unidade Central de Projetos com apoio do BID, com o Pacto Juntos por Campo Grande, por intermédio das universidades, empresários, empreendedores e da sociedade civil, abre essa interessante discussão.
Uma cidade inteligente, de acordo com a pesquisa do BID, é aquela que coloca as pessoas no centro do desenvolvimento, incorpora tecnologias da informação e comunicação na gestão urbana e utiliza esses elementos como ferramentas que estimulam a formação de um governo eficiente, que engloba o planejamento colaborativo e a participação cidadã.
As principais áreas de atuação desses projetos são segurança, mobilidade, iluminação pública, administração municipal, resíduos, saúde, educação, conectividade, participação cidadã, centros integrados de operação e controle, entre outros.
Segundo estudos feitos para o Pacto, os principais custos desse projeto referem-se à implantação de uma rede pública de fibra ótica ou à contratação desses serviços por meio de uma operadora privada.
Como Campo Grande se encontra na região de fronteira, identificamos que o Sistema Nacional de Comunicações Críticas (Sisnacc) do Ministério da Defesa, pode disponibilizar espaço em sua banda 4G, praticamente resolvendo a questão dos maiores custos. Ainda segundo nossas pesquisas, um Termo de Cooperação entre o Exército Brasileiro e a Prefeitura de Campo Grande foi assinado em 2016, com a proposta de ampla parceria, de forma a diluir os custos de implantação dessa nova rede 4G, com a utilização de torres de terceiros, existentes e passíveis de uso comum.
Considerando que o pacto Juntos por Campo Grande é o espaço de participação, cooperação e ação de instituições e organizações da cidade, trabalhando em conjunto para construir uma Campo Grande mais desenvolvida, sustentável e de maior qualidade de vida para todas as pessoas, ou seja, é o espaço para articulação e trabalho em parceria entre o governo municipal e a sociedade civil.
Considerando que o objetivo do pacto é aumentar o capital social da cidade, isto é, sua capacidade de organização e ação conjunta.
Uma vez resolvida a questão mais difícil e cara, que é a estrada para tráfego dos dados, será possível partir para os projetos setoriais e, aí, surge o pacto com a proposta de parceria com as universidades, cujos reitores já estão engajados, utilizando a vasta capacidade de pesquisar e buscar o que já tem pronto e funcionando mundo afora ou para desenvolver e implantar projetos inovadores, que poderiam ser ofertados para outras cidades.
Nesse aspecto, Campo Grande pode vir a ser um centro de estudos, pesquisas e desenvolvimento de projetos inovadores para “Smart Cities”.
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