É muito frequente a divulgação pela mídia do crescimento constante da dívida dos cidadãos com bancos e instituições financeiras, estendendo-se, é claro, aos estabelecimentos comerciais, às instituições de ensino, às taxas de condomínio, aos cartões de crédito etc., comprometendo a totalidade de seus rendimentos, até porque são obrigados a recorrer aos empréstimos consignados e, por fim, aos agiotas.
Trata-se evidentemente de uma prática hedionda, na tentativa de resolver suas pendências financeiras, que apenas crescem, como se uma bola de neve fora. Nada que possa resolver uma situação de insolvência, cuja origem foi a irresponsável abertura de crédito de forma populesca, que no primeiro momento empolgou a população que está situada na base da pirâmide social, pela melhoria de condições de vida que vislumbrava.
A crise para esses milhões de brasileiros chegou ao auge, sem solução, pois, trata-se de uma conta que jamais fechará, ante uma dívida crescente pela gigantesca taxa de juros praticadas no País, excedendo os 300% a.a., e onde o rendimento dos trabalhadores raramente chegam ao patamar de 5% a.a.; o cidadão vai ao fundo do poço sem entender o que está acontecendo com o seu dinheiro, passando a viver um pesadelo, um inferno astral que massacra a família, que passa a viver em constante constrangimentos.
Esse grave problema enfrentado pela população deveria merecer atenção especial do governo, pois é para o povo que se governa. Se por um lado a população está sendo triturada financeiramente, na outra ponta, há as organizações bancárias, que ostentam em seus balanços periódicos lucros fabulosos, atraindo cada vez mais capitais estrangeiros. Está passando a hora de o governo Temer, que está chegando ao fim, estabelecer regras/normas mais claras, para que os cidadãos possam respirar e viver dignamente, e isso é possível, basta vontade política.