Temos dificuldade para julgamento, somos naturalmente impulsivos. A educação, em especial a religiosa, contribui para que tenhamos o cuidado de refletir para fazer juízo de algo. Quando nos deparamos com um dano em um pertence, por exemplo, prontamente atribuímos o “crime” a alguém, comumente a um(a) não simpático(a), adiantando: “Isso é coisa daquele(a)”. A precipitação de juízo, sem detida reflexão, à luz de conceito já incorporado pelo convívio social, nos é comum. Assim, em grupo, sofremos pressão do mesmo e podemos nos identificar com ele, a ponto de não mais analisar dados, não refletir.
A multidão composta em maioria por compatriotas de Jesus escolheu libertar Barrabás. Entrou na “onda” de que Ele desrespeitava leis judaicas (não guardar o sábado) e costumes reinantes (livrar prostituta de apedrejamento, aceitar ajuda de samaritana, além não reagir à dominação romana –com a resposta: “A César o que é de César... a Deus o que é de Deus”). Os “crimes” admitidos pela “turba” suprimiram da lembrança valores que continuam sendo nosso maior legado, os ensinamentos e as curas. Onda essa bem urdida, como hoje se pode fazer via internet.
Escolher desconsiderar crimes, atribuir invenção a fatos tomados para acusação, classificar como inexistentes provas arroladas e constantes dos autos, tudo por mecanismo de defesa de douta e numerosa equipe de defesa, a qual esgota recurso sobre recurso, segue no argumento de que a delação é infundada, sendo os delatores partícipes confessos dos mesmos crimes (e pagam por eles), alegar perseguição política em um processo que é penal e tentar anular condenação é um conjunto de coisas que, de tão ridículas, parecem urdidas pelo “inimigo”, a quem não tememos nós, seguidores de Cristo. Se assim não fora, só nos restaria reagir com as forças próprias da suprema indignação.
Das forças aludidas não necessitamos. A solidez da justiça e a voz da urna que logo se fará ouvir, resultante da reflexão que aprendeu fazer, na dor, a coletividade (não massa) eleitoral brasileira, confirmarão a evolução que se processa. A César será dado o que é de César. Debalde bradam cegos ideológicos, invocando costume da era romana: Barrabás... Barrabás.