As mudanças introduzidas na legislação eleitoral ao que tudo indica não produziram os efeitos esperados pela população, no tocante ao tempo de propagandas nas rádios e nas TVs, extremamente reduzidos. Os candidatos à Presidência da República ficam praticamente impedidos de apresentar com clareza, as suas idéias e propostas. Pior, não chamam a atenção do eleitor.
Infelizmente, o que temos assistido nos debates realizados nas rádios, TVs e jornais, com raras exceções, são bate-bocas, acusações, ofensas pessoais, onde nem mesmo os familiares dos candidatos estão imunes aos ataques por desvios de comportamentos, privilégios e mal uso de recursos públicos. Os brasileiros que esperam por um debate de alto nível, o que a esta altura, parece impossível.
Um sentimento de indignação, de tristeza e de intensa preocupação, é cada vez maior no cidadão brasileiro, ante a visível ausência de espírito cívico e de estadismo notado nos discursos e nos debates dos candidatos, que apenas se limitam em apontar os erros e equívocos do atual governo e dos antecessores, sem indicar de maneira clara e positiva, como resolverão os enormes e inúmeros problemas que afetam a população.
A nossa Constituição promulgada em 1988, assegura a todos os brasileiros e brasileiras, os direitos básicos, como a garantia da vida, da liberdade, da igualdade, do acesso a justiça e à educação, independentemente de suas crenças ou etnias. Pergunta-se: será que todos os brasileiros situados na base de pirâmide social têm acesso a esses direitos básicos? A envergadura do cargo de presidente da república, requer antes de mais nada, de desprendimento e de altruísmo, onde o interesse do povo deve estar em primeiro lugar.
O que mais preocupa a classe trabalhadora, além do desemprego, é a previdência social, onde os privilégios concedidos à classe dominante, provoca um abismo de solução impossível, execrando o cidadão contribuinte do INSS que, após a sua aposentadoria vê seu benefício sendo reduzido ano a ano, perdendo inexoravelmente seu poder aquisitivo, empurrando-o à uma situação de mendicância irremediável e implacável.
Assistindo aos debates, podemos observar que a peça mais importante para a administração do país, ou seja, o Orçamento Geral da União, raramente é citado. Não se houve falar em reformas políticas que possam diminuir o tamanho da máquina pública, do congresso nacional, do judiciário etc... temas que poderiam dar um alento ao sofrido povo brasileiro.
Não se houve falar por exemplo, qual a proposta para reduzir o custo dos combustíveis no país, onde o monopólio se constitui na maior fonte de geração de impostos ao governo federal, em detrimento do crescimento econômico que ocorreria, se a carga tributária fosse reduzida. Falta criatividade, falta ouvir quem entende de geração de trabalho e renda, para que o povo seja mais feliz.