A intervenção do governo na economia sempre foi motivo de discordância entre as diversas correntes de economistas, desde o início do século 20, quando a indústria da Inglaterra, por exemplo, começava a dar sinais evidentes de que a economia de mercado seria a solução para o grave problema do desemprego e do desenvolvimento regional.
Um dos objetivos da atividade econômica é a satisfação das necessidades humanas e, para isso, o homem produz uma série de bens e serviços. Estes são produzidos pela combinação dos esforços dos fatores de produção (terra, trabalho e capital), os quais são organizados em unidades de produção – as empresas. Estas podem ser públicas como privadas.
Após esse breve relato, vamos tratar da combalida economia de Corumbá, que foi até a metade do século 20 um exemplo de desenvolvimento econômico, tendo como base a sua localização geográfica, que lhe garantia uma posição invejável no cenário político e econômico da Região Centro-Oeste, aproveitando a logística proporcionada pela ferrovia interligada à hidrovia. Navios mercantis de grande calado e de diversos países da Europa chegavam ao porto fluvial de Corumbá.
Com a mudança da capital do País para Brasília, que teve como consequência a construção de rodovias, a malha ferroviária começou a ser desmantelada e todo o tipo de equipamento pesado passou a ser descarregado no Porto de Santos em direção ao Centro-Oeste. Dezenas de empresas estrangeiras estabelecidas no Porto Geral de Corumbá foram desativadas, iniciando assim, o processo de abandono do casario, hoje tombado como patrimônio histórico, portanto, intocável.
É muito bonito falar em riqueza cultural, porém, em termos de economia, a geração de receita e emprego pode ser considerada tímida e sem perspectivas, até porque a comercialização de seus imóveis se torna difícil, haja vista que, sendo antigas demais, não possuem espaço para guarda de veículos e não podem ser alteradas, pois ferem a lei que rege esse tipo de patrimônio.
Contudo, algo deve ser feito para o reaquecimento da economia da região oeste do Estado, onde a população não cresce, como não cresce também a receita do município. Creio que a saída seria a modernização urbanística da cidade, preservando apenas o essencial; os nossos candidatos ao governo do Estado, ao Senado, à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa vão encontrar na Cidade Branca vasto material para suas promessas de campanha, que serão bem-aceitas pela população esperançosa.