Um dos mais importantes teóricos da Psicologia no século passado, Abraham Maslow defendia a tese de que a motivação do comportamento humano é influenciada por cinco necessidades fundamentais: 1) Necessidades fisiológicas – fome, sede, sono, sexo; 2) Necessidade de segurança – sentir-se protegido; 3) Necessidade de pertencer a grupos – ser aceito, aliar-se a outros; 4)Necessidade de estima – ser reconhecido como pessoa; 5) Necessidade de autorrealização – desenvolvimento pessoal diante de seu grupo social.
Por trás das ações humanas, elas se apresentam de forma hierarquizada – da 1ª a 5ª necessidade, de tal modo que, somente ao satisfazer uma delas, a pessoa estaria apta para obter a satisfação da seguinte.
Ao atingir a 5ª necessidade (autorrealização), a pessoa tem condições de desenvolver uma aguda percepção da realidade, aceitar a si mesma e aos outros e desenvolver sensibilidade estética e espírito solidário. Como psicólogo humanista, Maslow acreditava no potencial do ser humano, mesmo desenvolvendo sua teoria após a 2ª Guerra Mundial.
Do nascimento à morte, o ser humano encontra no seu meio social os instrumentos bem como os desafios necessários para galgar, no decorrer da sua vida, da 1ª à 5ª necessidade. Sociedades bem desenvolvidas, com bom índice de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), costuma nortear suas políticas públicas observando, senão todas, no mínimo, as três primeiras necessidades descritas acima.
Não só a produção e a segurança alimentar, com todos os aparatos de manejo necessários de produção e consumo são sinônimos de desenvolvimento.
É apenas o primeiro degrau de um bom IDH. A observação dessas necessidades fundamentais é um bom instrumento para inspirar o planejamento de conquista de um bom IDH como políticas de estado.
Humanista convicto, Maslow acreditava piamente que pessoas que conseguem, por meio de uma sociedade planejada e estável, alcançar, sem sacrifícios excessivos, a necessidade de autorrealização, que não se resume a um curso universitário, se tornam, por regra, pessoas espontâneas, críticas e autodirigidas, além de serem boas na resolução de problemas, se identificam com os outros e estabelecem relacionamentos satisfatórios e produtivos, desenvolvendo um forte senso de valores morais e éticos.
Costuma responder às experiências com apreciação renovada e rica em emoções. Estamos falando de pessoas reais ou idealizadas?
Será que nossos candidatos teriam tempo de conhecer esta proposta teórica para ajudar a inspirar suas propostas sonolentas?
Ainda guardamos uma ambição escondida desta confusa realidade que só pode ser revelada pela sensibilidade daqueles que se desprenderam de seus desejos meramente pessoais. O ser humano é, ainda, o instrumento mais viável para transformar a realidade de que hoje reclama.