Artigos e Opinião

CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial de sábado e domingo: "Paciência tem limite"

Confira o editorial de sábado e<br> domingo: "Paciência tem limite"

Aline Oliveira

22/09/2018 - 03h00
Notícia sem imagem

Em uma região que, em duas décadas, recebeu pouco investimento de infraestrutura urbana e paisagismo, seja qual fosse a obra promovida, mereceria comemoração. No caso da região central de Campo Grande, a iniciativa de revitalizar o “coração” da cidade foi digna de aplausos quando foi lançada, em 2012.

Instituições respeitadas em todo o mundo, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), estão entre os que foram convencidos pelo projeto apresentado pela prefeitura da Capital, tanto que este banco emprestou US$ 56 milhões para financiar a transformação da área.

Na época em que o projeto foi aprovado, os festejos foram muitos; os elogios, quase unânimes; e as expectativas, as melhores possíveis. Nesta trajetória, houve o comprometimento dos comerciantes, que fizeram a parte que lhes cabia e, diga-se de passagem, bem antes do poder público.

Foram eles que retiraram os escandalosos letreiros gigantes (de muito mau gosto) e reformaram suas fachadas para mostrar a verdadeira cara da região. Houve um custo para isso, e ele não foi baixo. O dinheiro saiu do bolso dos empresários.

No longo hiato compreendido entre os anos de 2013 e 2018, nada foi feito, até mesmo porque era a vez de a prefeitura cumprir seus termos no acordo e, como quase todos sabem, eficiência é algo muito raro em alguma administração pública. A esperança, porém, sempre foi mantida.

Até mesmo os comerciantes do Centro – que neste período perderam mercado para a concorrência nos bairros e em centros comerciais, como os shoppings – estavam ávidos por mudanças. No ano passado, quando os milhões de dólares do BID foram, enfim, liberados, não só os lojistas, mas praticamente todo os moradores de Campo Grande viram com otimismo a transformação, ainda que tardia, da região.

Em maio, quando as obras do Reviva tiveram início, os outrora esperançosos e animados empresários passaram a ficar em alerta. Perceberam que os impactos negativos durante o período de execução das obras seriam inevitáveis. Cientes de que perderiam dinheiro, cobraram ações de mitigação de danos por parte do município e, muito mais importante do que isso, celeridade na execução do projeto.

Porém, quase cinco meses depois de o início dos trabalhos na Rua 14 de Julho, nenhum trecho de pista foi liberado, a circulação de consumidores na via continua comprometida e não há uma data confiável para a conclusão das obras, inclusive porque os adiamentos no cronograma são frequentes. Na quinta-feira (20), os comerciantes da região, já sem paciência, protestaram, e com razão.

Cabe ao município atender à reivindicação dos lojistas e, consequentemente, acelerar os trabalhos no canteiro de obras. 

Artigos

Entre a estabilidade e o crescimento: o dilema dos juros no Brasil

O diagnóstico merece debate, mas reduzir a Selic por decreto ou a submeter a um conselho político não elimina os riscos de inflação, fuga de capitais e desvalorização cambial

05/11/2026 07h35

Artigo Correio do Estado

Artigo Correio do Estado

Continue Lendo...

Editorial

Chega de caixa-preta nos cofres estaduais

A estagnação no faturamento estadual ocorreu em um período em que as autoridades locais se vangloriavam do crescimento em ritmo chinês do Produto Interno Bruto (PIB) local

05/11/2026 07h20

Artigo Correio do Estado

Artigo Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).