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Confira o editorial desta terça-feira: "MS precisa voltar a crescer"

Confira o editorial desta terça-feira: <br>"MS precisa voltar a crescer"

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O governador Reinaldo Azambuja, terá de percorrer longo caminho e em curto tempo para retomar crescimento do Estado.

O governador Reinaldo Azambuja, reeleito para os próximos quatro anos, terá pouco tempo para comemorar o resultado das urnas. Diante de um cenário de projeções pessimistas de retomada de crescimento no País, o governador tucano terá de correr contra o tempo para colocar Mato Grosso do Sul de volta nos trilhos do desenvolvimento. Azambuja afirmou ao Correio do Estado que o pior já passou, referência à uma das piores crises econômicas de toda a história, o que não quer dizer, no entanto, que a bonança está próxima.

A reação da economia brasileira deve começar no ano que vem, porém, em ritmo muito aquém do esperado e, principalmente, do necessário. Por aqui, os desafios são muitos. Embora o Estado tenha conseguido frear o impacto causado pela crise econômica, usando o agronegócio como principal ponto de apoio, ela chegou e desestabilizou o mercado. O que se viu depois disso foi instabilidade na geração de empregos. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados apontam para esta montanha-russa do mercado. Em agosto, como mostrou reportagem do Correio do Estado, Mato Grosso do Sul havia encerrado com 1,2 mil novas vagas, um dos melhores resultados para o período depois da recessão. Porém todo e qualquer otimismo minguou quando divulgado o levantamento de setembro. No mês passado, o Estado extinguiu 2,6 mil postos de trabalho, boa parte deles do segmento de serviços, que, contraditoriamente, vinha apresentando bons resultados neste ano.

E não basta somente estabilizar a economia. Caberá ao governo do Estado fazer com que o Estado recuperar os indicadores do passado. A crise fez com que Estado retrocedesse quatro anos. Agora, ele terá o mesmo período para reerguê-los. E este é apenas um dos desafios do próximo governo. Azambuja também terá, já para o próximo ano concluir o plano para garantir a arrecadação do Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) do gás natural importado da Bolívia, que tanta falta fez nos anos de crise.

Saindo do setor econômico, há também há outros e, tão importantes quanto, setores que precisam de atenção. Azambuja encerra o mandato com um hospital regional em construção, em Três Lagoas. Pronto, vem o desafio de conseguir os recursos necessários para colocá-lo em operação. Exemplo recente sobre a diferença entre construir e colocar em operação está no Hospital do Trauma, de Campo Grande, que ficou fechado por anos aguardando recursos do Ministério da Saúde.

A segurança também terá de ser prioridade. O governo encerra o primeiro mandato com série de concursos para as polícias Militar e Civil e Corpo de Bombeiros. Porém, caberá ao governador realizar a convocação desses aprovados e, para que o Estado possa contratar, é necessário que a arrecadação também melhore, seja a de recursos próprios ou a com receitas do governo federal. Resumindo, enquanto no primeiro mandado a luta foi para a máquina em pé. Agora, o governador terá de fazer a máquina, que vinha sendo mantida em stand-by para não sobrecarregar, volte a operar.

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