Empresa responsável vai ter que correr contra o tempo para dar conta de ponto crítico do Reviva Centro.
Depois da correria para as compras de fim de ano, o comércio já espera a paradeira do mês de janeiro. A queda no consumo não é em vão. Além das compras de Natal, as famílias brasileiras ainda precisam se preparar para as contas e impostos do início do ano: IPTU, IPVA, material escolar, mensalidade e assim por diante. Este período, em que há queda do movimento no consumo, será ideal para que as obras do Reviva Centro atinjam seu ponto mais crítico, a Avenida Afonso Pena. Esse trecho da 14 de Julho é um dos mais movimentados de Campo Grande e também com maior número de lojas.
Por isso, há esperança de que a empresa responsável pelo projeto, a Engepar, já tenha aprendido com erros do passado e consiga correr contra o tempo. Uma coisa é tentar fazer uma intervenção deste porte no coração de Campo Grande por algumas semanas. Outra, bem diferente, será se a obra se estender por meses. A 14 de Julho será interditada novamente já nos primeiros dias de 2019 e o trabalho avançará em ritmo acelerado, se não chover.
A obra, para quem não se lembra, segue em duas frentes de trabalho e começa a caminhar para o ponto com mais movimento. Porém, independentemente das condições climáticas, a Prefeitura de Campo Grande tem de cumprir seu papel para reduzir danos. O que faltou na primeira etapa da obra e que será essencial para as próximas é a elaboração e a divulgação de um plano de vias de acesso para condutores. O município precisa traçar vias alternativas para os pontos que estão interditados e divulgar isso à população – ir além das placas fixadas.
Fora isso, é essencial que agentes de trânsito deem suporte principalmente nas primeiras semanas da interdição. Mais uma vez, trata-se de aprender com os erros. No início da primeira etapa do Reviva Centro, condutores viram o trecho da 14 com a Avenida Fernando Corrêa da Costa se transformar em um caos, e não foram poucas as vezes em que funcionários da empresa ajudaram a organizar o trânsito caótico. Esta não é a função deles. A prefeitura tem em suas mãos a Polícia Municipal e agentes de trânsito para auxiliar condutores e tentar minimizar os impactos dessa obra, deixando, assim, os funcionários da empresa contratada livres para cumprir com o que foram contratados.
Com um orçamento expressivo, de R$ 50 milhões, o Reviva Centro tem como objetivo transformar a cara do Centro de Campo Grande e, consequentemente, fortalecer o comércio local. Tem tudo para ser um sucesso, assim como pode ser um grande fracasso na mesma proporção. As chances são de 50% para os dois lados e dependem de empresa e prefeitura fazerem com que se concretize a primeira opção.