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OPINIÃO

Benedito Rodrigues da Costa: "O brasileiro e a Constituição"

Economista

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Toda pessoa tem o direito de ser amada, de ter amigos, de ter liberdade, de poder sonhar, porque entendemos que liberdade é poder sonhar. Neste início de ano e de governo, as discussões mostram-se mais acirradas, principalmente pelo fato do campo ideológico antagônico representado pelo resultado do processo eleitoral, onde a corrente autodenominada progressista, ceder lugar à ideologia conservadora, tradicional e nacionalista.

Todos os países civilizados têm suas constituições, construídas em função principalmente da cultura do povo, da religião e do sistema político de governo; em nações subdesenvolvidas, o que prevalecem são os usos e costumes, ainda que tribais, entretanto, já existe aí uma ideia do que seja uma estrutura social servindo de uma direção a ser seguida e de um sistema de hierarquia que é reconhecido pela comunidade e que subsiste por séculos sendo aceitas por gerações.

Em nosso País, acirradas discussões focando a educação em que a ideologia de gênero deve ou não ser tema de debates nas  escolas, a partir do ensino fundamental, que não mais encontra guarida na filosofia do atual governo. Muitos tratam o assunto como retrocesso, porém, tal ideia é rechaçada pelos atuais gestores, que tratam o assunto como uma questão de valores e que devem ser tratado no âmbito familiar.

Difícil seria entender um país sem esse importante diploma legal, que rege a vida da nação e regula as relações entre governantes e governados, direitos e deveres etc... fazendo uso da liberdade de expressão e de pensamento, eu optaria, por exemplo, pelo ensino da constituição nas escolas de todos os níveis, com ênfase, é claro, nos cursos de nível superior, pois, dessa maneira, com toda certeza, teremos cidadãos e cidadãs conscientes acerca de seus direitos e obrigações, podendo  ter a oportunidade de interagir na política de sua cidade, do seu estado e do País.

Permito-me a citar um dos maiores pensadores da humanidade em todos os tempos: Sócrates, filósofo grego nascido no século 5, que teve outro famoso pensador como discípulo, o não menos famoso Platão. Juntos, eles desenvolveram estudos, criaram escolas destinadas à formação política dos alunos, para que pudessem se tornar futuros administradores de suas cidades. Platão tinha o hábito da meditação e sua preocupação maior situava quase sempre na aplicação da justiça, de onde ele questionava quais as condições de um homem ou de uma cidade justos?

Estamos falando de tempos atuais, nas relações do homem com a política, e daí, o ensino da Constituição nas escolas, e com as esperanças depositadas em nossa juventude, preparada com o esmero necessário na condução do País em que nascemos e vivemos, livres da nefasta corrupção, capacitados para entender os problemas reclamados pela população.

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