A pecuária é a fonte principal e geradora de impostos que alimenta a arrecadação para o cofre de nosso estado, seguida pela agricultura, que vem seguidamente batendo recordes de produção. Contudo, esses dois segmentos mais importantes de nossa economia têm enfrentado problemas de comercialização, motivo de preocupação para os produtores, como também para o governo do Estado pela queda nos volumes de arrecadação.
Além da concorrência internacional, a qualidade de nossa carne têm sido com muita frequência questionada pelos compradores, causando sobressaltos aos nossos produtores, preocupados com a falta de regularidade na venda de seus produtos. A agricultura também enfrenta problemas de concorrências, em que países com tradição no agronegócio também apresentam superprodução; o preço dos insumos sobe muito, e nossos produtos encontram dificuldades para vencer essa difícil barreira.
Estamos enfrentando uma recessão prolongada, aliada a uma crise política com forte impacto na economia como um todo; os investimentos internacionais foram interrompidos, a volatilidade das aplicações no mercado financeiro se faz sentir de imediato, fazendo com que os dólares sejam enxugados e retornados às suas origens, com isso, afetando o setor cambial negativamente, em que as importações sofrem duros impactos, tudo isso reflete o nosso mercado de trabalho, cujo nível de desemprego é alarmante e muito preocupante.
As forças representadas pelos segmentos empresariais e suas respectivas entidades oficiais, notadamente a indústria brasileira, neste momento de crise, poderiam apresentar sugestões para que pudessem ser apreciadas pelos executivos do setor governamental para análises e viabilidades. Aqui no Estado de Mato Grosso do Sul, por exemplo, poderia ser sugerido pelo Crea/MS, junto da Federação das Indústrias do Estado, a implantação de uma indústria automobilística, com modelos de veículos que tivessem boa aceitação nos países andinos, portanto, voltados às exportações, aproveitando o corredor ferroviário existente e o mais importante, a mão de obra que se encontra ociosa, que são os engenheiros mecânicos. Sonhar não custa nada, e o momento exige ousadia para que possamos ter esperanças em relação ao futuro do desenvolvimento de nosso estado.