Não sou adepto de falar sobre temas políticos, muito menos de política internacional - não é minha praia, como diria o Barão de Drumond, o célebre criador do jogo do bicho no Rio de Janeiro -. Entretanto, assistindo diariamente pela TV o drama infindável de milhões de venezuelanos desesperados, fugindo com a família e seus míseros pertences para os países vizinhos, inclusive para o Brasil, não resisto à vontade de externar minha humílima opinião sobre a tragédia desses nossos pobres irmãos. Ocorre que o debochado ditador “bolivariano”, Maduro, chegou a fechar a fronteira no intuito criminoso de impedir a entrada de ajuda humanitária constituída de medicamentos e produtos alimentícios e, num gesto de odioso rampante, mandou seus esbirros queimarem vários caminhões carregados com esses produtos, os quais haviam conseguido entrar naquele país antes do bloqueio. Tenho o desprazer de observar a ideologia política do tirano: esquerda marxista-leninista herdada do antecessor falecido Hugo Chaves, um dos mais ávidos títeres dos irmãos Castro, ex-ditadores comunistas de Cuba.
Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional, agiu imediatamente após o golpe de estado de Maduro em se autoempossar para um novo mandato presidencial, e assim, com a autoridade constitucional de que está investido, declarou-se presidente interino da Venezuela. A partir de então Maduro engrossou a arrogância, praticando atos insanos tal como um ditador ensandecido: queima comida, enquanto milhões de venezuelanos passam fome; prende e mata adversários políticos e jornalistas; temerariamente corta relações diplomáticas com vários países e expulsa seus embaixadores; e muitas outras barbaridades mostradas diariamente na TV mundial. Com o peito estufado, faz pose ao lado de Puttin, confiado no apoio da Rússia a seus atos hostis. Certamente, o presidente russo age unicamente com o interesse de proteger seu capital empregado na Venezuela, em torno de seis bilhões de dólares, como informam fontes econômicas fidedignas.
Num ligeiro olhar sobre o panorama histórico mundial constata-se que a Rússia não é nenhum bicho-papão. Veja: os russos foram impiedosamente massacrados pelos japoneses na Guerra Russo-Japonesa, entre 1904 e 1905, ficando célebre os episódios humilhantes da total destruição da esquadra russa pelos japoneses em Port Arthur. Na 2ª Guerra Mundial os alemães somente não destruíram a Rússia (União Soviética) graças à potencial ajuda dos Estados Unidos, então aliados dos russos. Também nessa guerra, os japoneses massacraram os chineses, sendo estes socorridos pelos ingleses e americanos. Episódio que encheu de vergonha a cara dos russos foi o célebre bloqueio de Cuba pelos Estados Unidos durante a ocupação desse país pelos russos. Os americanos, sob a presidência de John Kennedy, reagiram fortemente com rigoroso ultimato à União Soviética (Rússia), para a imediata retirada de Cuba de todo o aparato militar-nuclear que estava sendo montado na ilha de Fidel Castro. Como os russos acintosamente não obedeciam, os americanos bloquearam Cuba, proibindo navio ou avião de qualquer bandeira entrar ou sair pela zona de bloqueio. Os americanos não pouparam a Marinha de Guerra, nem a Força Aérea, para rodear diariamente o país do ditador Fidel com navios e aviões de grande porte, além de centenas de milhares de homens armados até os dentes. Kennedy intimou os russos a saírem da ilha em quarenta e oito horas, caso contrário bombardearia Cuba implacavelmente. Sem outra alternativa, os russos abaixaram a crista e foram embora, abandonando Fidel Castro à própria sorte, numa humilhante retirada aos olhos do mundo, filmada por todos os canais de televisão da época – eu vi!
Da mesma forma a China, que sofreu humilhações sob as botas dos japoneses. Exatamente foram os americanos que tiraram os chineses do sufoco, jogando duas bombas atômicas no Japão. O mundo inteiro conhece a tragédia de Hiroshima e Nagasaki. Portanto, alerto Maduro a respeitar seus hercúleos inimigos e ter muito cuidado, pois russos e chineses não são nada confiáveis, como prova a história do mundo.