O tombamento de monumentos históricos no Brasil, foi algo de muito importante para a nossa cultura, pois, engrandece o conhecimento e a memória de um povo que jamais pode deixar de preservar aquilo que consideramos como nossas raízes, que nos levam à uma viagem ao pas-sado, ao mesmo tempo em que vivenciamos o presente para sonhar com o futuro, esse tem sido o comportamento do ser humano, desde os tem-pos primordiais, a procura de sua evolução.
O Estado de Mato Grosso do Sul é muito rico em termos de patrimônios naturais, porém, existem os patrimônios materiais, como as antigas cons-truções residenciais e comerciais, como também, industriais; além de ou-tras edificações, como colégios, e ainda os patrimônios públicos como as Estações Ferroviárias, as Instalações Militares, as antigas agências dos cor-reios e telégrafos com seus acervos, que constituem a história passada do país, dos estados, e, principalmente, das cidades.
O nosso país, ainda sob a condição de “em desenvolvimento” detentor de uma dimensão continental, e, com uma população em crescimento , onde a demanda para as necessidades básicas exigem cada vez, mais recursos e mais geração de empregos, pouco sobrando para investimentos em suas infraestruturas , suas logísticas em transportes, que certamente poderiam atrair investidores internacionais no setor da produção, e que aumentaria nossa competividade na exportação de nossos produtos.
Contudo, o foco principal deste texto é o patrimônio histórico e cultural de nosso estado, de nossas cidades, muitos dos quais já tombados pela legis-lação competente, como é o caso de Corumbá, com seus antigos casarios; ressaltei acima, a escassez de recursos no Orçamento Federal para as mais variadas fontes de demandas, e, para ilustrar, recentemente o país sofreu uma perda irreparável em sua cultura, em sua memória, motivado por um incêndio que poderia ser evitado com uma manutenção e preservação, porém, ficou evidenciada nesse evento, a falta de recursos para tal.
Quem conhece Corumbá ou aqueles que nasceram na Cidade Branca pelo menos há sessenta anos, pode comprovar com toda certeza, que a cidade entrou num processo de obsolescência, de aspecto sombrio e de difícil re-cuperação, cujo motivo principal, é a lei do tombamento, pois, as estruturas não podem ser retocadas. Várias gerações se passaram, e as antigas edificações em pedras, continuam a desafiar o tempo. Pode-se notar em muitas delas, a existência de figueiras nascidas nos altos das residências. Olhando das janelas dos hotéis, dá tristeza o estado de total abandono.
Entretanto, as raízes dos corumbaenses permanecem cada vez mais vivas, quando o assunto é o nosso Carnaval. Cada vez mais organizado e profis-sionalizado, mas que necessita de uma visão mais arrojada para recapear com asfalto, suas ruas calçadas pelas pedras em paralelepípedos, que têm dificultado e muito, a evolução dos cordões e blocos carnavalescos, mas, e principalmente, a evolução das Escolas de Samba, com suas magníficas estruturas com milhares de foliões. Modernizar é preciso!