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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta terça-feira: "Prevenir é muito melhor"

Confira o editorial desta terça-feira: "Prevenir é muito melhor"

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Muito se gasta com manutenção e recapeamento de estradas. Pouco se fiscaliza. Quase não há controle de peso dos caminhões.

A sabedoria dos nossos ancestrais quase nunca falha, e um dos motivos que torna esta constatação ainda mais forte, é que ela se origina da somatória dos erros cometidos ou testemunhados, da transformação do mundo acompanhada de perto por eles e, claro, o efeito prático:  munidos desta experiência, eles têm o conhecimento para saber qual a melhor e mais eficaz decisão a se tomar. Neste universo de história e informação trazidos por nossos antepassados, uma das máximas que dificilmente é refutada, é de que prevenir é melhor do que remediar. Quem já não ouviu isso um dia? E quem já duvidou?

Acreditem. Há quem duvide desta frase, mas não usando argumentos sólidos, cientificamente comprovados. Muitos dos que duvidam, o fazem por teimosia ou incompetência mesmo. Depende do caso concreto. Nesta edição, por exemplo, trazemos uma constatação: o de que metade das rodovias de Mato Grosso do Sul está em péssimas condições, conforme aponta levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Basta apenas esta informação para indagar se prevenir seria melhor do que remediar.
Muito se gasta com manutenção de estradas, recapeamento de muitos outros trechos. Pouco se fiscaliza. O índice de manutenção das rodovias administradas pelo poder público é baixíssimo. Testemunhar um trabalho de conservação nas estradas estaduais e federais é algo raríssimo. Se este trabalho fosse mais frequente, o gasto poderia ser até menor, e qualidade maior.

Mas não basta cobrar apenas a manutenção regular das rodovias. Também é preciso cobrar fiscalização no cumprimento dos contratos e também punição daqueles que desobedecem as leis de trânsito. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, se há balanças nas rodovias estaduais e federais, elas não funcionam. Não precisa ser engenheiro para saber que o excesso de peso é um dos fatores que ajuda a acelerar o desgaste dos pavimentos. 

A própria Confederação Nacional do Transporte, autora do estudo, também deve ter uma leitura mais reflexiva sobre os dados que apresenta. Afinal, muitos dos caminhões que extrapolam os limites de peso pertencem às transportadoras que mantêm a entidade.

É um consenso que o investimento em infraestrutura só traz benefícios, tanto a quem consome, quanto a quem produz. Mas uma rigorosa fiscalização da estrutura já existente, e a conscientização dos que utilizam as estradas, melhoraria ainda mais este cenário.

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