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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "À espera da recuperação"

Confira o editorial desta sexta-feira: "À espera da recuperação"

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A retomada do programa Minha Casa Minha Vida é essencial para a tão desejada recuperação do setor da construção civil em todo o País.

Embora tenha apresentado sinais de recuperação, o setor da construção ainda está longe de atingir o nível de aquecimento necessário não apenas para curar as feridas deixadas pela recessão como para possibilitar que o Brasil torne a olhar para frente. Em Mato Grosso do Sul, o segmento voltou a gerar empregos, mas mesmo esse resultado tem sido comemorado com cautela. A desconfiança tem motivos. Um dos principais programas habitacionais do País, que já vinha capengando nos anos de crise, vive uma paralisia completa há dois meses. 

O impacto não poderia ser maior. Não só novos projetos do Minha Casa Minha Vida não estão saindo, como os que estão em andamento não têm recebido. No ano passado, a Caixa havia anunciado a suspensão de uma das faixas de financiamento para as parcelas mais baixas por falta de recursos. Agora, são os pagamentos aos poucos projetos que conseguiram sair do papel nesses tempos difíceis que correm o risco de parar. Essa situação, como mostra reportagem de hoje do Correio do Estado, coloca em risco nada menos que dez mil empregos somente em Mato Grosso do Sul. No Brasil, são milhares de pessoas que podem perder seus trabalhos se nenhuma medida for tomada. Só destacando que ainda temos 12 milhões de desempregados.

A construção civil é um dos principais termômetros da economia. Se ela está bem, mostra que o País está pronto para retomar o ritmo de crescimento e correr atrás do prejuízo. Hoje, porém, a postura ainda é defensiva, de olho nos próximos passos do governo federal e, principalmente, da equipe econômica de Bolsonaro. É preciso andar mais rápido. Depois de longos anos em crise econômica, o Brasil anseia pela bonança. Enquanto ainda luta para conseguir emplacar a reforma da Previdência, o governo federal anunciou que pretende liberar R$ 700 milhões para a retomada do Minha Casa Minha Vida e a Caixa garante que o programa não terá fim.

O Minha Casa Minha Vida continuará sendo financiado pela instituição, ao mesmo tempo em que o banco tentará ampliar o financiamento pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE). Espera-se que esta promessa seja cumprida e que o governo continue dando o subsídio necessário e reveja o congestionamento de recursos deste início do ano. Estamos falando do maior e um dos mais importantes programas de financiamento do País, que continua sendo a principal forma de realizar o sonho da casa própria para famílias mais pobres. Quando se passa por anos de recessão, tudo é importante. Tão castigado, o brasileiro tem pressa.

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