Diante da realidade violenta mostrada pelo seguro DPVAT, cabe às autoridades escolher o rumo que a cidade deve tomar. O melhor caminho é o de um trânsito rigoroso e organizado.
A edição desta segunda-feira traz em números, uma constatação que muitos dos que vivem o trânsito de Campo Grande, já imaginavam. A capital de Mato Grosso do Sul é nada menos que a terceira mais violenta do país, quando se trata de pagamentos de seguro obrigatório. Os números são da Seguradora Líder, que administra o seguro DPVAT , e poderão ser checados de maneira mais específica adiante.
Uma das constatações da administradora do seguro obrigatório é que, em Campo Grande, uma parte considerável das indenizações são direcionadas a motociclistas e passageiros das motocicletas envolvidas em acidentes. Cabe lembrar que o problema não somente com as motocicletas e seus condutores, mas no que diz respeito à punição e fiscalização do devido cumprimento das leis de trânsito. Importante lembrar que, quanto maior for o rigor nas ruas, menor será o índice de acidentes e o número de vítimas das ocorrências. Consequentemente, ao se trabalhar para a redução da quantidade de acidentes com vítimas, certamente se gastará menos em saúde pública.
Cabe lembrar que a violência no trânsito, apesar de um número expressivo de motocicletas envolvidas em acidentes, é um problema muito mais amplo. Além do rigor necessário já citado, também é importante a implantação de outras políticas.
É importante, por exemplo, que a qualidade do transporte coletivo em Campo Grande melhore. Em cidades em que a mobilidade urbana é satisfatória, muitos optam por não ter um meio de lomocoção próprio, e vários dos que têm estes veículos, não pensam duas vezes em deixar o carro ou motocicleta na garagem para usar o sistema de transporte. Infelizmente, a capital de Mato Grosso do Sul está muito longe de ter uma realidade como a descrita.
Diante da realidade apresentada pelas indenizações pagas pelo seguro DPVAT, cabe às autoridades escolher o rumo que a cidade deve tomar. A opção que a maioria deseja é a de um ambiente com o trânsito organizado, vias bem sinalizadas e pavimentadas, e com muito rigor na fiscalização sobre os que não cumpre a lei. De fato é um caminho saudável, que poupa vidas, e ainda preserva cidadãos economicamente ativos, que produzem para o crescimento da economia. A outra opção é pelo caos: pela fiscalização deficiente, por vias com sinalização insuficiente, que criam um ambiente propício para o aumento de acidentes, de brigas de trânsito, e que, quando não tira a vida de muitos, forma um exército de pessoas inválidas que poderiam estar contribuindo com a economia. Que as autoridades façam a melhor escolha.