Artigos e Opinião

ARTIGO

Gilson Cavalcanti Ricci: "A bela morena de 120 primaveras"

Advogado

Notícia sem imagem

Mais uma rosa desabrocha na lendária existência de Campo Grande. É dia de festa! 26 de Agosto marca o nascimento da nossa bela e gostosa Cidade Morena, onde vive uma população ativa, ordeira e amante do trabalho e das artes.

O campo-grandense amolda no rosto o semblante bonito da descendência dos imigrantes estrangeiros, como sírios, libaneses, japoneses, italianos, paraguaios, judeus, palestinos, armênios e vários outros oriundos de terras distantes, e dos migrantes brasileiros como paulistas, mineiros, gaúchos e nordestinos. Pessoas que aportaram aqui em busca de vida digna e encontraram – com a graça de Deus. Todos os anos, no mês de fevereiro, levas de recrutas paulistas chegavam a Campo Grande pela Noroeste do Brasil, “sorteados” para o Serviço Militar. O Bairro Amambaí fervilhava com o desembarque de milhares de “recos” na Parada Calógeras, diante dos quarteis. Muitos deles decidiram ficar em Campo Grande depois de cumprido o compromisso com a Pátria, casaram com moças da cidade e constituíram famílias numerosas.

Ando pelas ruas absorto em minhas lembranças. Aguço a mente ao trabalho genésico do tempo. A cidade agigantou-se em todos os seus quadrantes, premiando seus moradores com boa qualidade de vida. O bom poder aquisitivo dos moradores de Campo Grande demonstra o excelente padrão das residências situadas nos bairros nobres, e a grande quantidade de veículos modernos a transitar por ruas e avenidas pitorescamente movimentadas, como também milhares de pessoas bem trajadas a transitarem descontraídas nos elegantes e sofisticados shopping centers da cidade. A silhueta sóbria dos edifícios soberbos destaca-se nos horizontes, indicando Campo Grande como uma metrópole nascente contrastante com o casario bizarro de pouco tempo atrás, com suas casas rústicas de madeira sob as fruteiras de quintais cercados por arame farpado, do que pouco ou nada sobrou daquela cidadezinha pacata e romântica da minha juventude. O tempo é rude, não para em sua trajetória infinita, e o homem é seu vassalo indefeso: nasce, vive e morre sob o estigma do tempo.

Nessa espiral fantástica, Campo Grande deve a seus antepassados toda a pujança dos dias atuais, pois cresceu graças à sagacidade das pessoas que vieram de longe, atraídas pelo fascínio da Terra Morena, as quais deixaram para as gerações futuras o exemplo férreo de cidadania e amor pelo trabalho. A memória da cidade é rica em exemplos humanos, que legaram à posteridade a grandeza de suas indeléveis realizações. Nomes tradicionais marcaram a gêneses do progresso, como o sírio Naim Dibo, que aqui chegou muito pobre, sem dinheiro para manter-se, mas firmou-se em seus negócios, tornando-se no seu tempo o homem mais rico da cidade. Após sua morte, deixou um verdadeiro império para os herdeiros.

Outro imigrante que se destacou na gêneses abençoada da Cidade Morena foi o japonês Oshiro Takemori, que chegou também pobre e, em pouco tempo, conseguiu ganhar muito dinheiro em várias atividades, notadamente na cafeicultura, moagem e torrefação de café, e assim amealhou grande fortuna, a tal ponto que o imperador do Japão outorgou-lhe a Comenda Zui Hosho – Ordem do Sagrado Tesouro em Raios Dourados e Prateados –, uma honraria que atinge não somente o laureado, mas também toda população de Campo Grande. O migrante nordestino Nelson Borges de Barros merece destaque na grandeza econômica de Campo Grande. Chegando aqui descalço, conseguiu fazer fortuna no ramo de eletrodomésticos, criando uma próspera rede de lojas espalhadas pela acidade e pelo Estado, gerando tributos para os cofres públicos e emprego a grande número de pessoas. Foi ele um dos principais fundadores da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, que deu alvissareiro impulso ao comércio e à indústria no sul do antigo Mato Grosso. 
Na comemoração dos cento e vinte anos de Campo Grande, junto meus aplausos num vibrante brado sapucaí: FELIZ ANIVERSÁRIO, AMADA CIDADE MORENA!

Artigo

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Segundo o proprietário, algumas tinham aproximadamente 500 anos, acompanhando gerações, mudanças de governo e sucessivas estações

03/11/2026 07h35

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Continue Lendo...

Editorial

Segurança pública exige inteligência

O crime organizado não respeita limites estaduais, calendários eleitorais ou diferenças partidárias, por isso, seu enfrentamento não pode ficar limitado a iniciativas isoladas

03/11/2026 07h25

Segurança pública exige inteligência

Segurança pública exige inteligência

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).