Nossa perseverança insiste em dizer que o pior já passou. E, de fato, pelos últimos indicadores, parece que pouco a pouco está passando. No início do ano de 2015, A Fiems lançou o slogan “Indústria Resistente” e, claramente, a escolha desse mote foi acertada porque demonstrou que o empresário industrial de Mato Grosso do Sul, apesar de todas as adversidades econômicas daquele momento, manteve-se resistente. Mesmo assim, alguns estabelecimentos industriais sucumbiram à crise, que, naquele momento, apontava PIB negativo, juros na casa dos dois dígitos e absoluta instabilidade política depois de uma eleição truncada de 2014.
Para se ter ideia, iniciamos 2015 com mais de 6.400 indústrias com até um empregado no Estado; já no ano seguinte, 2016, éramos menos de 6.100; e em 2017, chegamos a 5.900 estabelecimentos industriais. Obviamente, era a confirmação de que a crise econômica tinha afetado em cheio a indústria de Mato Grosso do Sul. Quando avaliamos a série histórica de emprego formal na indústria e os números de exportação, fica ainda mais claro como a indústria daqui foi obrigada a se reinventar em um curto espaço de tempo.
Em que pese os altos investimentos de multinacionais, sobretudo da área de celulose, a série aponta que entre 2013 e 2017 passamos de 141 mil empregados para 120 mil, ou seja, em quatro anos mais de 20 mil empregos na indústria foram perdidos. A exportação teve queda ainda mais impressionante, perdendo quase US$ 1 bilhão (R$ 4 bilhões) de 2014 a 2016. Porém, a “Indústria Resistente” de nosso Estado se manteve perseverante e com foco na retomada. A famosa frase “nada resiste ao trabalho” mostrou sua cara por aqui e hoje os números são outros. Mostram a retomada da indústria. Se em 2016 tínhamos a certeza de que a crise cruzou a divisa de Mato Grosso do Sul, hoje sabemos que a retomada é real, consistente e promissora.
Na geração de empregos, em 2017, tínhamos 120 mil empregados. Hoje, esse número já subiu para 123 mil e a projeção é entrar 2020 com mais de 125 mil trabalhadores nas indústrias. O número de empresas também mostra recuperação. Se em 2017 baixamos a casa de 5.900 indústrias, a projeção para o ano que vem é ultrapassar os 6.200 estabelecimentos, ou seja, aproximando-se do patamar do início de 2015. Nas exportações, encontramos nossa maior recuperação. A perda de US$ 1 bilhão entre 2014 e 2016 foi plenamente recuperada e ultrapassada. Este ano, devemos fechar em US$ 3,74 bilhões, um crescimento de 6,55% em relação ao ano passado. É o maior valor alcançado em exportações de produtos industriais da história de Mato Grosso do Sul.
Depois da tempestade, sempre vem a bonança, e dessa forma seguimos determinados em transformar a indústria de Mato Grosso do Sul como peça fundamental no desenvolvimento econômico e social do nosso Estado. As nossas perspectivas são sempre as melhores possíveis, afinal de contas, temos de acreditar em nós mesmos. Os números mostram isso.