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Confira o editorial desta terça-feira: "Repensando a cidade"

Confira o editorial desta terça-feira: "Repensando a cidade"

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Encontrar uma solução para a antiga rodoviária, buscar um destino para os usuários de droga e combater o tráfico na região são obrigações das autoridades.

O ano de 2019 poderá ser marcado em épocas futuras, como o período em que os moradores de Campo Grande voltaram a discutir o uso do espaço onde vivem. Na história recente da Capital, nunca o urbanismo teve tanta vez nas discussões, e são vários os fatos que levam o tema a despertar o interesse não só dos especialistas e das autoridades, mas também de uma parcela significativa dos cidadãos.

São pelo menos três os fatores que levaram a cidade a ser repensada neste ano: um deles, natural pelo calendário: a revisão do Plano Diretor; um outro, de conotação positiva, o programa Reviva Centro, que começa a produzir efeitos no cotidiano das pessoas; e um terceiro, que se trata de um problema a ser solucionado: a revitalização da antiga estação rodoviária e retirada dos usuários de crack do seu entorno.

Por mais óbvio que a afirmação possa parecer, é na cidade que a vida acontece, e é nela e dela que se devem sair as soluções para seus problemas. É nesse contexto que o Plano Diretor, que começou a ter vigência neste ano, vai orientar a ocupação do uso do solo. No centro de Campo Grande, que passa por grandes transformações, ele volta a liberar atividades que foram proibidas em outras ocasiões, como a presença de universidades e de diversão noturna em bares e restaurantes, por exemplo. A revisão também permitiu um maior adensamento na região central, flexibilizando algumas regras para novas edificações.

E o debate sobre uma melhor ocupação da região central de Campo Grande teve início à medida que o programa Reviva Centro foi mostrando a que veio, com a conclusão da revitalização da Rua 14 de Julho, sua primeira etapa. Parte da população, de fato, está percebendo que a região poderá ter uma nova história de agora em diante. O resgate do prazer em estar no coração da cidade passa por este trabalho de revitalização.

Mas ainda há muito a ser feito. A região central tem muito mais que uma ferida aberta, tem uma fratura exposta. Trata-se da antiga estação rodoviária, que hoje transformou-se na cracolândia de Campo Grande.

Nesta edição, trazemos algumas das medidas que o poder público planeja para o local. É importante tornar o centro – e toda a cidade – muito mais seguro. Encontrar uma solução para a antiga rodoviária, buscar um destino para os usuários de drogas e combater o tráfico na região são obrigações das autoridades.

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