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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta segunda-feira: "Em busca do equilíbrio"

Confira o editorial desta segunda-feira: "Em busca do equilíbrio"

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É preciso ajustar a produção de proteína para o mercado externo – que tem sua própria demanda – e para público interno. Desta forma, todos ganharão.

Entre muitos papéis que um governo exerce nos estados democráticos de direito, regime no qual a população escolhe seus representantes por meio do voto e estes devem exercer seus mandatos para garantir o bem-estar da população, um dos principais é o da busca pelo equilíbrio das relações entre os vários grupos de representados. Assim como na maioria das situações a que as pessoas são submetidas na vida cotidiana, o equilíbrio é essencial para que se trilhe um caminho com segurança; em uma democracia, ele é fundamental para que ela se mantenha e que os atos do poder público consigam gerar benefícios para um volume abrangente de pessoas.

Também é possível afirmar que o equilíbrio é uma busca constante, porque tudo que é humano e natural é demasiadamente incerto. Esta incerteza, que gera a busca de previsibilidade e, consequentemente, de equilíbrio, é que proporcionou que a humanidadae experimentasse grande evolução nos últimos séculos.

Voltando ao estado, à democracia e à representação dos indivíduos, é importante frisar que o poder público também é passível de desiquilíbrios, cujas origens e consequências estão nas pessoas que os constituem. O Brasil, por exemplo, vem de um grande desequilíbrio que se acentuou nos últimos quatro anos. A economia global, sofreu um grande desequilíbrio em 2008 e desde então, por mais que isso seja aparente para alguns, não se recuperou completamente.

No momento, o mercado de proteína animal passa por uma correção acentuada de desequilíbrio. Há alguns anos, por exemplo, as carnes bovina, suína e de aves não tinham seus preços reajustados como ocorre neste fim de ano. A entressafra, as condições climáticas deste ano e o aumento da demanda externa contribuíram para que os preços disparassem. É importante ressaltar que a disparada do dólar também emulou este aumento de preços para o consumidor final.

A má notícia é que o custo de vida aumentou repentinamente, e isso certamente não é bom para ninguém. A boa, porém, é que esta situação deverá ser equilibrada em breve. E é aí que entram os governantes. Eles são fundamentais para garantir o equilíbrio, para que o brasileiro continue tendo acesso a bons produtos e a uma boa alimentação e, ao mesmo tempo, garantir o mercado externo para fortalecer a economia.

É o poder público que tem o dever de moderar as situações. É preciso ajustar a produção de proteína animal para o mercado externo – que tem sua própria demanda, como o leitor poderá perceber nesta edição – e a demanda interna. É importante que não haja desequilíbrios, pois estes geram tensões que, por sua vez, acarretam reações proporcionais aos danos sofridos.

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