Artigos e Opinião

OPINIÃO

Carlos Alberto Holdefer: "Filhos em férias. E agora?"

Professor especialista nos cursos de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física

Notícia sem imagem

Ao findar um ano desgastante de uma rotina nem um pouco fácil, enfim chegam as tão esperadas férias escolares. O que para as crianças é um sonho de consumo, para os pais pode ser um tormento: o que fazer com tanta energia dentro de casa?

Na teoria, os pais planejam várias atividades em família: idas ao shopping, piqueniques no parque, brincadeiras no parquinho do condomínio, jogos de futebol juntos, contação de histórias e outros programas que parecem ser suficientes para satisfazer a necessidade de gasto de energia. Na prática, o planejamento e preparação dos pais não supre nem as primeiras semanas. A falta de uma rotina e, muitas vezes, de limites, acaba frustrando os pequenos foliões e gerando um conflito familiar.

A rotina anual dos pais, que não é nada fácil, somada à necessidade de se trabalhar enquanto os filhos estão de férias sem ter com quem deixar os pequenos tem se tornado um problema recorrente nas famílias brasileiras.

Calma! Há uma luz no fim do túnel: as colônias de férias.

Entre dezembro e janeiro, grande parte das escolas particulares, clubes, secretarias de esporte e lazer dos municípios, associações e empresas do Sistema “S” (Sesc, Sesi, entre outros) oferecem atividades recreativas para garantir que as crianças tenham onde descarregar as energias acumuladas e que os pais possam trabalhar despreocupados. Quem pensa que colônia de férias é só brincadeira, pode se surpreender com o que esta atividade oferece aos pequenos de todas as idades. Para além da pura diversão, estes momentos promovem a socialização, o aprendizado, a aquisição de habilidades motoras e cognitivas e o cultivo de novas amizades.

As colônias de férias também incrementam o mercado de trabalho temporário, oportunizando aos profissionais e acadêmicos de Educação Física e áreas afins (Hotelaria, Pedagogia, Letras, Artes) uma fonte de renda ou até mesmo o início de uma nova carreira. O campo de trabalho para monitores de recreação aumenta exponencialmente neste período, sobretudo se considerarmos o grande número de hotéis e resorts que oferecem este serviço aos seus hóspedes.

Para as famílias que não têm condições de arcar com esta despesa extra, o jeito é se desdobrar para que as férias de seus filhos não sejam monótonas. A tentação de deixar as crianças na casa dos avós é grande, mas é necessário um pouco de criatividade e muito jogo de cintura para não sobrecarregar os “bons velhinhos”. Ao invés de enxergar as férias escolares como um fardo pesado, os pais podem ver neste período uma oportunidade de compartilhar momentos de qualidade com seus filhos, fortalecendo vínculos e criando uma coleção de memórias afetivas.

Criança é sinônimo de alegria! Aproveite para mostrar que esta festa é mais completa quando tem a participação de todos.
Boas férias!

Artigos

Entre a estabilidade e o crescimento: o dilema dos juros no Brasil

O diagnóstico merece debate, mas reduzir a Selic por decreto ou a submeter a um conselho político não elimina os riscos de inflação, fuga de capitais e desvalorização cambial

05/11/2026 07h35

Artigo Correio do Estado

Artigo Correio do Estado

Continue Lendo...

Editorial

Chega de caixa-preta nos cofres estaduais

A estagnação no faturamento estadual ocorreu em um período em que as autoridades locais se vangloriavam do crescimento em ritmo chinês do Produto Interno Bruto (PIB) local

05/11/2026 07h20

Artigo Correio do Estado

Artigo Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).