Ano novo, vida nova. Para a maioria da população, esse sempre foi o jargão para tocar a vida, do jeito que a vida dá. Entretanto, para uma determinada categoria de cidadãos, o novo ano representa uma dose extra de preocupações: trata-se dos excelentíssimos senhores vereadores detentores do atual mandato. Lembrando que, na última eleição em 2016 a Câmara Municipal obteve uma renovação de 57% em sua composição.
Vários parlamentares já contabilizam mais de um mandato, porém, muitos ainda estão no primeiro mandato, e tentarão se manter no cargo, para isso, necessariamente têm que contar com o aval de suas excelências, os respeitáveis eleitores, verdadeiros e serenos juízes a quem compete julgar os feitos dos representantes do povo em relação aos interesses da coleti-vidade.
A experiência nos permite afirmar que no Brasil, tudo começa após o carnaval, porém, neste caso, a eleição para vereadores em nossa capital, as ações de atitudes daqueles que conhecem os membros da política, têm se preocupado com as turbulências políticas ocorridas em 2019 e que causaram intensas batalhas interpartidárias na busca por espaços, onde até mesmo a legislação eleitoral sofreu sensíveis mudanças que poderão interferir nos resultados do pleito deste ano.
Para muitos dos postulantes, a preocupação é real, até porque, novas candidaturas, novos nomes, novas lideranças deverão fazer parte de um novo cenário, aumentando ainda mais, a lista dos postulantes ao cobiçado e importante cargo de vereador da capital. É bom lembrar que, na última eleição, concorreram mais de quatrocentos candidatos, sendo que, as vagas em disputa são de vinte e nove vagas. O momento é para reflexão, e, como é tempo de recesso parlamentar, certamente estarão preocupados com a estratégia que adotarão.
Quando falamos em reflexão, é justamente para que façam um balanço de suas realizações, de suas atitudes, mas, principalmente de suas atenções para com os seus eleitores, porque serão eles que determinarão quem deve continuar e quem deve sair. Trata-se de uma decisão irrecorrível, é só em primeira instância mesmo. As redes sociais ajudam, mas não é o suficiente. Conheci um candidato na eleição passada, que afirmava possuir mais de 5.000 seguidores no facebook; qual foi sua decepção ao constatar que obteve menos de 200 votos.
A hora é de decisão, lembrando que, as demandas são crescentes, e que nem sempre podem ser atendidas, mas, a atenção é fundamental na hora da onça beber água, onde muitos eleitores poderão ditar suas sentenças com uma simples frase: só aparece aqui para pedir votos. É uma verdade incontestável, pois, temos dezenas de ex-vereadores bem votados em pri-meiro mandato, mas que foram deletados pelo voto secreto.