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ARTIGO

Venildo Trevisan: "O poder do amor"

Frei

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Aparentemente parece fácil e simples amar, já que vivemos cercados de pessoas que buscam amar e ser amadas. Facilmente nos empolgamos e passamos a difundir e celebrar entre todos esse poder afetivo. Mesmo porque sentimos uma necessidade constante de expandir nossos sentimentos e nossas tendências, pois ninguém sobrevive isolado.

Essa necessidade de amar e ser amado acompanha a humanidade desde sua origem. O próprio autor do livro de Gênesis, o primeiro da Bíblia Sagrada, relata que Deus, ao criar o homem, viu que não era bom o homem estar só. Tirou algo do homem e criou uma companheira.

E viveram felizes até o momento da tentação. Esqueceram que foram criados por um gesto de amor e que deveriam viver um para o outro. E para juntos gerarem filhos como frutos desse amor e dessa união. Mas a ganância de serem mais e de poderem mais os levou à infidelidade e se tornaram pecadores.

Mesmo assim, esse amor continuou buscando homens e mulheres que fizessem dele o caminho do reencontro e da partilha de sentimentos e de sonhos. E continuassem sendo um para o outro a razão de existir e conduzir a família pelo caminho da fé e a retomar as atitudes de comunhão entre si e com Deus.

Vemos agora o mundo caminhar mais unido e mais solidário. Surge no meio dessa humanidade alguém que livremente assumiu nossas dores e nossos pecados. E tudo se transformou. A água se tornou vinho. O pecado se transformou em graça. O ódio se transformou em perdão. A morte se tornou vida.

Tudo graças àquele que, obedecendo à disposição do Pai, fez-se humano e veio morar entre nós. E o profeta João, iluminado pelo Espírito Santo do Senhor, o proclama solenemente: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo” (Jo,1,35).

Esta foi a grande missão do profeta João Batista: apresentar e acompanhar o Mestre dos mestres em sua missão no mundo. Missão essa que lhe exigiu grandes renúncias e constantes sacrifícios, culminando com o martírio, pois essa é a recompensa reservada àqueles e àquelas que se propõem a amar sua missão e concretizar sua mensagem.

O amor é assim! Motiva tão fortemente seus adeptos que não medem as consequências de seus atos. Deixam-se perseguir, caluniar, aprisionar e morrer na cruz. É uma vida de sacrifícios e renúncias. São atitudes marcadas pela audácia e pelo heroísmo. Não pensam em si. Tudo fazem em favor de quem esteja necessitado desse amor.

Não pensemos que esses heróis e esses mártires sejam do passado. São muito atuais. Estão no meio de nós. E são pessoas muito humanas. São pais e mães de família que juram amor e fidelidade e são capazes de sacrificar seus direitos e colocar seus talentos na salvação de um filho que se perdera nas drogas ou em alguma outra situação.

São homens e mulheres que renunciam aos prazeres desse mundo e se consagram a serviço dos pobres, dos doentes e das pessoas com deficiências físicas ou espirituais. São seres humanos que alegremente assumem atitudes divinas, levando a mensagem libertadora do Evangelho a esse povo distante de Deus.

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