Nos textos anteriores escrevi que faria uma análise sobre as propostas dos candidatos a presidência em relação a mudanças e situações que impactam nosso dia a dia.
Hoje vou analisar a alternativa que alguns candidatos vêm discursando sobre revogar a reforma trabalhista e o teto de gastos.
Em momentos de eleição, parece tentador realizar discursos que no primeiro momento parecem muito positivo para a população, mas, no segundo momento, com análise mais criteriosa acabariam prejudicando todos.
A reforma trabalhista foi realizada com pequenas mudanças no regime de trabalho e sem retirar direitos, com objetivo de incentivar contratação e atualizar os procedimentos trabalhista, foi uma minirreforma que tem seus efeitos no longo prazo.
Com a pandemia tivemos muitas mudanças nos regimes de trabalho, o que apresentou alternativas para manutenção de empregos e aumento de demanda em setores específicos que atendiam por “Home-Office”.
Essas mudanças na legislação trabalhista com a reforma e com as ações durante a pandemia, mostraram que é fundamental melhorar nossa legislação, principalmente para atender novas oportunidades que surgiram com a transformação digital.
Setores como o de serviços, tiveram impacto muito negativo com a pandemia, porém, alguns serviços como de T.I. estão com oferta de trabalho sobrando.
Revogar uma legislação vigente, forjada pelo congresso e aprovada por sistema democrático é realmente uma péssima ideia, e, ainda mais, essa revogação só seria aceita se passar pela câmara dos deputados e senado, então, mais uma vez é uma falácia.
No caso do teto dos gastos, os dados mostram que, antes de criar o teto, o executivo aumentava seus gastos em dez vezes mais que nos anos normais sem eleição, inflacionando o processo, corroendo o planejamento e elaborando propostas populistas.
O teto conseguiu barrar isso, tivemos a criação de uma pec dos precatórios que burlou o teto, mas, olhando os dados passados, esse gasto foi muito menor que dos últimos 10 anos.
Uma casa sem limite de gastos, não há como sobreviver. Quem paga a conta é o mais pobre e no final a medida, ou, as medidas populistas são revestidas em aumento de impostos e desincentivo para criação de novos empregos, que diga-se de passagem, seria a melhor maneira de melhorar nosso país, criar mais emprego e renda.