Artigos e Opinião

Editorial

Crime brutal exige rigor na apuração, celeridade e penas severas

Diante de um crime brutal, a sociedade cobra resposta firme: investigação rigorosa e punição exemplar para restaurar a confiança nas leis

A sociedade sul-mato-grossense foi novamente abalada por um crime de extrema violência. Um ato brutal que atinge não somente a vítima direta, uma criança de 1 ano e 9 meses, mas toda a coletividade, ao reforçar a sensação de insegurança e impunidade.

Crimes dessa natureza não podem ser tratados como estatísticas. São feridas abertas que clamam por justiça e responsabilização até mesmo do Conselho Tutelar, se for o caso.

Diante de tamanha crueldade, é imperativo que as autoridades ajam com celeridade e rigor. A apuração precisa ser técnica, imparcial e completa, sem espaço para dúvidas ou brechas que comprometam o resultado final do processo. Investigar bem é o primeiro passo para punir corretamente.

Não se trata de vingança, mas de justiça. A impunidade é combustível para novos crimes. Quando a resposta do Estado é fraca, o recado transmitido à sociedade é de permissividade. Por isso, é fundamental que os autores de crimes bárbaros enfrentem o devido processo legal, com direito à defesa, mas também com penas compatíveis com a gravidade dos atos cometidos.

A legislação brasileira prevê punições severas para crimes hediondos, mas a sua efetividade depende de investigações bem conduzidas, denúncias robustas e julgamentos que não se arrastem por anos a fio. A morosidade da Justiça, aliada à sensação de que tudo acaba em nada, enfraquece a confiança da população nas instituições.

Neste momento, é necessário firmeza por parte do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, eficiência da Polícia Civil nas ações e responsabilidade do Judiciário, para que o caso não fique impune. A dor da família da vítima e o clamor social não podem ser ignorados.

Mais do que resolver um caso, trata-se de reafirmar um pacto civilizatório: o de que a violência jamais será banalizada e de que a vida tem valor inegociável. É esse o compromisso que se espera de um Estado democrático. Quando um crime brutal acontece, toda a estrutura pública deve se mover para responder à altura, com rigor, respeito às leis e punição exemplar.

A Justiça não trará a vítima de volta, mas pode – e deve – impedir que novos crimes semelhantes se repitam. Esse é o mínimo que a sociedade exige. E é o que o Estado tem o dever de garantir.

Assine o Correio do Estado

Artigos

Entre a estabilidade e o crescimento: o dilema dos juros no Brasil

O diagnóstico merece debate, mas reduzir a Selic por decreto ou a submeter a um conselho político não elimina os riscos de inflação, fuga de capitais e desvalorização cambial

05/11/2026 07h35

Artigo Correio do Estado

Artigo Correio do Estado

Continue Lendo...

Editorial

Chega de caixa-preta nos cofres estaduais

A estagnação no faturamento estadual ocorreu em um período em que as autoridades locais se vangloriavam do crescimento em ritmo chinês do Produto Interno Bruto (PIB) local

05/11/2026 07h20

Artigo Correio do Estado

Artigo Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).