Na política brasileira, uma verdade costuma ser esquecida: “você ganha a eleição, mas não o poder”. A conquista das urnas é apenas o primeiro passo. O verdadeiro poder só se consolida quando há articulação política, projeto consistente e equilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário. Sem isso, o governo se enfraquece e a democracia perde força.
A história recente do País mostra como a falta de base sólida pode inviabilizar mandatos. Fernando Collor, em 1992, perdeu o cargo em meio às denúncias e ao isolamento político. Dilma Rousseff, em 2016, mesmo reeleita, enfrentou dificuldades em compor maioria no Congresso, o que abriu caminho para o impeachment. Ambos os casos evidenciam que o voto legitima, mas não garante governabilidade.
Em contrapartida, governadores e prefeitos que conseguem formar maioria legislativa têm obtido estabilidade e aprovação. Ronaldo Caiado, em Goiás, e Ratinho Júnior, no Paraná, são exemplos de líderes que articulam bem suas bases, garantindo avanços em áreas como infraestrutura e programas sociais. Essa prática demonstra que a governabilidade nasce de composições pragmáticas, mas orientadas por projetos claros.
O Brasil já viveu momentos em que a política foi guiada por agendas transformadoras. O exemplo mais marcante e do qual eu participei de perto no governo foi o Plano Real, em 1994. Fernando Henrique Cardoso, ao assumir a Presidência, não apenas venceu a eleição, mas consolidou uma base parlamentar reformista. Seu governo mostrou que, quando existe um projeto programático sólido, é possível reunir diferentes forças em torno de objetivos comuns, garantindo avanços duradouros.
Hoje, no entanto, a política muitas vezes se reduz a disputas por cargos e espaços de poder. Esse modelo enfraquece a confiança popular e alimenta ressentimentos. Pequenas discussões partidárias se transformam em polarizações nocivas, distanciando o cidadão do verdadeiro propósito da política: melhorar a vida da população com verdadeiro equilíbrio financeiro.
Nesse cenário, destacam-se figuras que buscam resgatar a essência da boa política. O governador Eduardo Riedel (PP), em Mato Grosso do Sul, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) representam uma linha de atuação que não se prende ao fisiologismo.
Ambos têm se empenhado em projetos de desenvolvimento sustentável e de fortalecimento do agronegócio iniciados da gestão de Reinaldo Azambuja. As políticas sociais e o agronegócio são áreas vitais para o crescimento do Estado e do País. Sua prática política se ancora em resultados e na ideia de que a função pública deve servir ao coletivo, e não a interesses pessoais.
O Brasil atravessa um período em que as tensões entre poderes se intensificam. Crises entre Executivo e Legislativo, além de confrontos com o Judiciário, fragilizam a governabilidade e desgastam a imagem da democracia. Reequilibrar essa relação é o grande desafio. Isso só será possível com boa política: negociações legítimas, transparência e programas de governo consistentes.
Ganhar eleições é apenas a largada. O exercício do poder exige diálogo, articulação e clareza de projeto. Quando a política se resume a cargos, o Estado se torna refém de interesses imediatos. Mas quando é guiada por ideias e compromissos coletivos, ela cumpre sua missão maior: ser instrumento de transformação social e de fortalecimento da democracia brasileira.