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O futuro de Campo Grande e o centro

Por: Ângelo Arruda - Arquiteto e urbanista

O IBGE informa que a população de Campo Grande MS, este ano, é de 962.883 habitantes. Em 15 anos, a capital de MS assumiu a posição 17 como cidade mais populosa do Brasil. Em 15 anos, ela cresceu 22,4% e ganhou 176 mil habitantes, ou seja, a população de Três Lagoas e Terenos, juntas. É muita coisa.
Crescendo, segundo o IBGE, 1,2% ao ano, em termos médios, se essa estimativa ocorrer, a cidade terá 1 milhão de habitantes no início de 2027.

Merece, então, que se coloque um painel eletrônico para o povo acompanhar dia a dia esse crescimento.
Com 1 milhão de habitantes, nossa Capital fará parte de um pequeno grupo de 20 cidades com 1 milhão ou mais.

Um novo momento se avizinha. Capital brasileira da Rota Biomecânica e vizinha do Vale da Celulose, uma nova leva de imigrantes deve acontecer, inevitavelmente. Novas exigências urbanas devem acontecer. 
Serviços especializados devem ser criados. Novas frentes empresariais, novos trabalhos e serviços e trabalhadores.

Preparar a cidade para esse momento exige do gestor público muito afinco e equilíbrio. Mesma coisa será exigida para os empresários e trabalhadores.

Uma riqueza urbana virá e será dividida com os lugares e habitantes daqui. Nesse momento, o centro tem de viver e absorver parte dessa riqueza que virá.

O centro é o berço da cidade. E esse lugar especial precisa de todos nós. Não dá para imaginar esse sucesso do futuro sem que o principal lugar da cidade não seja contemplado e não participe da festa.

Outros bairros e lugares da cidade também precisam ser preparados. Para ajudar a criar uma imagem acolhedora positiva, o planejamento é essencial. Sem planejamento, não há obras nem serviços exemplares.

E toda a sociedade precisa remar na mesma direção. O esvaziamento populacional do centro, uma tendência mundial, tem saídas e depende da sociedade, pois os investimentos privados podem chegar com incentivo e criatividade. 

Acredito em Campo Grande como cidade viável. Acredito no planejamento urbano e acredito no debate. Termos 1 milhão de habitantes, o centro vazio e morto não interessa a ninguém dessa linda cidade.

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