A experiência, a longevidade e a sabedoria são qualidades que deveriam caminhar lado a lado com a sociedade, sobretudo dentro da política, espaço em que decisões moldam o presente e o futuro de milhões de pessoas.
Entretanto, encontrar verdadeiros decanos que preservem tais virtudes tornou-se quase como procurar uma agulha no palheiro. São homens e mulheres raros, que mantêm raízes profundas de humildade sem perder a firmeza de sua personalidade.
Em tempos marcados pela superficialidade e pela velocidade das opiniões, torna-se cada vez mais difícil encontrar líderes capazes de compreender que o poder não deve servir ao ego, mas ao povo.
O ex-presidente Barack Obama certa vez afirmou que “o verdadeiro teste do caráter não é o modo como chegamos ao poder, mas como o exercemos quando o conquistamos”.
E talvez seja justamente nesse ponto que muitos se percam: esquecem que cargos são passageiros, mas os valores permanecem.
Os decanos da política não recebem esse título por nomeação. Em uma democracia, eles são escolhidos pelo voto de homens, mulheres e jovens que depositam esperança em suas palavras e atitudes. Por isso, a responsabilidade não pertence apenas aos líderes, mas também à sociedade que os escolhe e os acompanha.
Assim, em meio às transformações do mundo moderno, resta a reflexão: estamos valorizando a experiência e a sabedoria ou apenas a popularidade momentânea? Afinal, como canta o compositor Lulu Santos, “assim caminha a humanidade”.