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Caminhos da vida

"Corajosamente, o pai necessitará de paciência no acompanhamento dos filhos"

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Nossos pais, heróis do amor à vida e da fidelidade ao juramento professado por uma vida de esperança em concretizar sentimentos e sonhos de uma união feliz.

Com alegria e gratidão, queremos homenagear esses pais. Cada qual com seu nome, com sua personalidade e com sua bagagem de fé e de sabedoria a seu modo, de acordo com sua capacidade, percorrendo os diversos caminhos da vida.

Ser pai é uma honra e uma vocação sagrada. Para alguns, poderá se apresentar como sendo uma cruz difícil de carregar. Mas, com fé em Deus, sempre será possível encontrar a maneira própria e prosseguir pelo caminho escolhido, mesmo com dificuldades.

Corajosamente, o pai necessitará de paciência no acompanhamento dos filhos. Nem sempre a maneira de pensar do filho será igual ao pensar do pai. Necessitará de prudência ao querer orientá-lo ou aconselhá-lo.

Necessitará de um grande e sincero amor ao educá-lo. Necessitará de desprendimento ao criá-lo, não para hoje, mas para o futuro, que será bem diferente de nós.

Outo desafio a enfrentar consistirá em contribuir na geração de uma personalidade e de um ideal nobre e bem-sucedido. Talvez isso seja o mais desgastante, pois vai exigir uma grande sabedoria, muito equilíbrio emocional e profunda humildade.

Saber ter serenidade diante dos conflitos entre gerações e dos diferentes modos de interpretar acontecimentos. Manter a calma nas tempestades de divergentes opiniões. Aceitar essas divergências de posicionamentos nos campos filosóficos e religiosos. Respeitar a liberdade de pensar e de interpretar.

Na Bíblia Sagrada, encontramos algo muito enriquecedor. O apóstolo Paulo, por uma inspiração privilegiada, adverte tanto os pais quanto os filhos para uma convivência saudável, dizendo: “Filhos, obedeçam seus pais no Senhor, pois isto é justo. Honrem seu pai e sua mãe, que é o primeiro mandamento e vem acompanhado de uma promessa, para que vocês sejam felizes e tenham vida longa sobre a Terra”.

Continua o apóstolo: “Pais, não deem aos filhos motivos de revolta contra vocês. Criem os filhos educando-os e corrigindo-os como quer o Senhor” (Efésios 6:1-4). O respeito e a sabedoria não fazem mal a ninguém. A palavra de Deus é uma palavra que fecunda a mente e o coração. Contém ensinamentos feitos para orientar e salvar.

Estamos em tempos difíceis. Muitos são os casais questionando essa geração e, consequentemente, a educação dos inocentes, que vêm a esse mundo conturbado e repleto de inseguranças. Uns chegam a mudar o que lhes parece sensato mudar. Em lugar de filhos, preferem algum animalzinho.

Essas e outras escolhas, essas e outras maneiras de satisfazer os sentimentos, a necessidade de alguém ou de algo, que preencha os vazios da alma e de maneira a expressar seus sentimentos e sua ansiedade em encontrar o melhor caminho para a felicidade.

Talvez esteja faltando algo no íntimo de muitos corações. Falta talvez dar mais tempo ao sobrenatural. Muitas são as pessoas mergulhadas na angústia. Outras tantas, na solidão. Se procurarem Deus, talvez muita coisa poderá mudar. Faça uma experiência.

 

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O Judiciário brasileiro para além de suas crises

Não cabe minimizar suspeitas de corrupção, muito menos defender qualquer espécie de proteção corporativa

21/09/2026 07h30

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A afirmação do ministro Flávio Dino de que vivemos “o momento mais corrupto da história do Poder Judiciário” é grave e merece reflexão.

Pronunciada por um integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma sessão marcada por discussões intensas e acusações relacionadas a fatos igualmente graves, a declaração naturalmente alcançou grande repercussão.

Não cabe minimizar suspeitas de corrupção, muito menos defender qualquer espécie de proteção corporativa. Se existem indícios de ilícitos praticados por magistrados, servidores, advogados ou quaisquer outros agentes do sistema de Justiça, tais indícios demandam investigação independente, transparente e rigorosa.

Comprovadas as irregularidades, seus responsáveis devem ser punidos nos termos da lei, independentemente do cargo que ocupem.

As instituições não se fortalecem pela ocultação de seus problemas, mas pela capacidade de enfrentá-los. Também por isso, a crítica formulada pelo ministro Flávio Dino não pode ser simplesmente ignorada.

É preciso, entretanto, fazer uma distinção indispensável. O Poder Judiciário brasileiro não se resume aos episódios atualmente discutidos em Brasília, tampouco às condutas atribuídas a algumas pessoas.

Ele é formado por milhares de magistradas e magistrados, além de servidoras e servidores, que trabalham diariamente em todas as regiões do País.

São profissionais que realizam inúmeras audiências, proferem milhares de atos processuais e enfrentam o maior acervo processual do mundo. Na imensa maioria dos casos, desempenham esse trabalho com honestidade, dedicação, independência e profundo senso de responsabilidade.

Esse cotidiano raramente ocupa as manchetes. A atividade regular e silenciosa de quem cumpre corretamente o seu dever não costuma produzir notícia.

Casos de desvio, ao contrário, despertam atenção imediata, o que não necessariamente nos incomoda, porque todo ato de corrupção praticado no sistema de Justiça é especialmente grave. Quem tem a missão de aplicar a lei deve estar submetido a elevados padrões éticos.

O perigo surge quando fatos individualizados, ainda que graves, passam a alimentar uma suspeita indiscriminada sobre toda uma instituição. A generalização não contribui para o aperfeiçoamento do Judiciário.

Além de ser injusta com milhares de profissionais honestos, ela pode enfraquecer a confiança da sociedade justamente na instituição à qual os cidadãos recorrem quando seus direitos são violados.

A confiança pública não se preserva por meio do silêncio ou da complacência. Preserva-se com investigação responsável, devido processo legal, transparência e responsabilização individual.

É necessário identificar com clareza os fatos e seus possíveis autores, evitando que acusações genéricas lancem uma sombra sobre todos aqueles que integram o sistema de Justiça.

Reconhecer a existência de problemas não significa condenar toda a instituição. Da mesma forma, defender o Judiciário não significa proteger eventuais desvios.

A verdadeira defesa institucional consiste precisamente em separar as condutas individuais da atuação da imensa maioria, enfrentar os erros com coragem e preservar aquilo que continua funcionando com seriedade.

O Judiciário brasileiro certamente tem falhas e enfrenta uma crise de confiança que não pode ser desprezada. Mas continua sendo composto, em sua grande maioria, por pessoas honestas e trabalhadoras, comprometidas com a Constituição da República e com a realização da Justiça. Essa realidade também precisa ser dita.

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Porque carreira não é sorte; é estratégia

Dominar tecnologia, entender inteligência artificial (IA) e estar disposto a se requalificar deixaram de ser diferencial

21/09/2026 07h20

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Há alguns anos, quando fui a primeira mulher a assumir a gestão da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), muita gente perguntou como eu tinha chegado lá. A resposta que dou hoje é diferente da que eu mesma teria dado no começo da minha trajetória.

Eu não venho de uma família de advogados. Estudei em escola pública e trabalhei para pagar minha faculdade. Não tinha uma rede pronta me esperando. Por muito tempo, acreditei que bastava trabalhar duro.

Foi só quando percebi que trabalho duro sem direção não constrói caminho, mas apenas cansaço, que as coisas começaram a mudar. O que mudou minha trajetória não foi um golpe de sorte. Foi estratégia.

Compartilho isso porque sei que não sou a única a se perguntar, em algum momento: quero uma carreira de sucesso, mas não sei por onde começar. Quero viver da advocacia, mas ainda estou longe de fechar um bom contrato.

Quero passar num concurso, mas não sei como organizar meus estudos. Se essa é a sua pergunta, este texto é para você.

O ponto de partida é você. Carreira é uma sucessão de escolhas.

Costumamos achar que tudo vai se decidir num grande evento: o concurso, o cliente importante, a oportunidade única.

Mas quando esse momento chega, esquecemos que, na verdade, a carreira já estava sendo construída há muito tempo: no estágio escolhido, no evento em que se fez presente, no trabalho bem-feito quando ninguém estava olhando.

E tudo isso acontece hoje em meio a uma disrupção tecnológica que já atravessa a advocacia e muitas outras áreas. Dominar tecnologia, entender inteligência artificial (IA) e estar disposto a se requalificar deixaram de ser diferencial. Isso é base.

Por isso, defendo que toda carreira deveria ser tratada como se fosse uma empresa: com objetivos claros, planejamento, metas, acompanhamento de resultado e correção de rota.

Mas como planejar? O processo, na minha experiência, não precisa ser complicado. Primeiro, um diagnóstico honesto do ponto de partida – pergunte a si mesmo: quem sou eu hoje? Qual é o meu objetivo? O que estou fazendo me levará até ele? Depois, metas claras que devem ser executadas com compromisso e rotina.

Em seguida, pergunte-se: quantas horas vou dedicar a melhorar as competências (conhecimento, habilidade e atitude) que preciso desenvolver?

Por fim, execute e monitore. Funcionou? Continue. Não funcionou? Ajuste. Seu plano é um guia, não uma camisa de força.

Carreira não é o que acontece com você. Carreira é o que você constrói. Estratégia não é adivinhar o futuro. É dar o próximo passo com consciência. E, se existe um bom momento para começar a traçar o seu caminho, esse momento é agora.

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