Passadas as eleições, é hora de largar os panfletos e focar o que realmente impacta o cotidiano de Mato Grosso do Sul. O pleito ficou para trás, os palanques se desfizeram e, agora, a cobrança sobre os parlamentares e os governantes eleitos precisa ganhar um endereço claro: a infraestrutura.
O Estado não pode mais tolerar anos e décadas de adiamentos, chegou o momento de discutir o que sustenta o nosso desenvolvimento e exigir que os projetos estratégicos de logística saiam de vez das promessas e entrem na fase de conclusão.
Mato Grosso do Sul vive um momento crucial de expansão econômica, movido pelo agronegócio pujante, o avanço da industrialização e o crescimento das exportações. No entanto, nenhum estado evolui de patamar se continuar preso a gargalos logísticos históricos.
Para crescer de maneira sustentável e competitiva, precisamos de saídas eficientes, rápidas e baratas para a nossa produção, é isso que a população espera de quem assumiu o compromisso de nos representar.
O exemplo mais emblemático dessa urgência é a Rota Bioceânica. Trata-se de um projeto revolucionário, que transformará Mato Grosso do Sul no grande hub logístico da América do Sul, encurtando distâncias com o mercado asiático e abrindo novos horizontes comerciais.
As bases estão encaminhadas e os acordos, firmados, mas o ritmo atual exige mais celeridade. Não podemos permitir que burocracias ou falta de articulação política desacelerem um empreendimento vital para o futuro do nosso estado.
Na mesma linha de prioridade está a arrastada situação da Malha Oeste. A ferrovia, que já foi sinônimo de progresso, hoje permanece travada em um impasse que arrasta prejuízos regionais. O setor produtivo e a população precisam de um encaminhamento definitivo para o trecho.
O que não dá mais para aceitar é a inércia: a logística sul-mato-grossense precisa de respostas concretas, ainda que a decisão final seja um “não” para a relicitação nos moldes atuais, permitindo que outros caminhos e alternativas sejam traçados sem perda de tempo.
A liderança política recém-eleita precisa compreender que o tempo da infraestrutura não aceita o compasso da morosidade institucional. Cada mês de atraso nas obras de escoamento se traduz em custo-frete mais alto para quem produz e em perda de atratividade para novos investimentos.
A bancada federal e os gestores estaduais têm em mãos a oportunidade – e o dever – de formar uma frente unida em Brasília, transformando os pleitos da nossa malha viária e ferroviária em pauta prioritária na ordem do dia nacional.
Avançar em logística significa gerar empregos, baratear o escoamento, atrair indústrias e fazer o dinheiro circular na economia local, afetando diretamente a vida de cada cidadão. O voto depositado nas urnas carrega a expectativa de resultados práticos.
Passado o período eleitoral, o compromisso dos nossos líderes deve ser com o desenvolvimento real de Mato Grosso do Sul, tirando os gargalos do caminho e garantindo o futuro que nosso estado merece.


