Cidades

Douradina

Assassinato de médico foi motivado por vingança após aborto, diz autor à polícia

Em depoimento à polícia, o autor do crime alegou ter esfaqueado o médico em vingança por um mau atendimento à sua ex-companheira, em 2022, quando ela estava grávida e, logo após, perdeu o bebê

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Gabriel Nogueira da Silva Mattos, de 27 anos, confessou ter assassinado o médico Edivandro Gil Braz na manhã desta segunda-feira (18), dentro de um posto de saúde em Douradina, a 191 quilômetros de Campo Grande, por vingança, em razão de um suposto mau atendimento prestado à sua ex-companheira há dois anos.

De acordo com informações do jornalista Sidney Bronka, do site Ligados na Notícia, que conversou com o delegado Dermeval Inácio da Cruz Neto, o jovem ainda não foi interrogado oficialmente, mas afirmou que o crime foi motivado por vingança, devido a um suposto mau atendimento recebido por sua ex-namorada, que estava grávida na época e foi atendida pelo médico Edivandro Gil Braz.

Durante o atendimento, a mulher relatou ao médico que estava com dores. Edivandro realizou a consulta e prescreveu um analgésico para a ex-companheira de Gabriel. No entanto, horas após a consulta, a mulher sofreu um aborto e perdeu o bebê.

Em busca de informações sobre o crime, a Polícia Civil ouviu a irmã do autor, que relatou que Gabriel, na tarde de ontem (17), afirmou repetidamente que mataria um médico, sem explicar os motivos em detalhes.

A irmã do autor declarou à polícia que não levou as ameaças a sério, pois Gabriel é usuário de drogas e dependente químico. Na manhã de hoje (18), o jovem saiu cedo de casa, com uma faca em direção ao posto de saúde. 

Na unidade de saúde, Gabriel Nogueira preencheu a ficha de atendimento e guardou a oportunidade de entrar no consultório médico.

Ainda conforme o delegado Dermeval Inácio da Cruz Neto, o médico atendeu dois pacientes e a terceira seria uma idosa de 70 anos. Nesse momento, Gabriel Nogueira, que aguardava na sala, invadiu o consultório e se apresentou ao médico, conseguindo esfaqueá-lo sete vezes.

Nesse momento, houve gritos de socorro, e os pacientes que aguardavam atendimento entraram correndo na sala para ajudar o médico, agredindo o autor das facadas, mas sem sucesso. Após esfaquear o profissional de saúde, o jovem fugiu para uma mata fechada, onde tentou se esconder, mas foi detido em flagrante pela Polícia Militar.

Durante toda a ação, o médico perdeu muito sangue, deixando um rastro no chão do consultório dentro do posto de saúde.

O socorro foi prestado por uma ambulância da unidade até a BR-163, de onde o médico foi encaminhado para o Hospital do Coração em Dourados pela equipe de resgate da missão CCR MSVia. Edivandro Gil Braz teve a morte confirmada às 10h.

Medico Edivandro Gil Braz/ Redes Sociais


Investigação

O autor do crime, Gabriel Nogueira da Silva Mattos, permanece preso na delegacia da Polícia Civil de Douradina e deve ser transferido para Dourados nas próximas horas.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, as investigações serão intensificadas na busca pelo prontuário médico da época, a fim de verificar se a história contada por Gabriel é verídica. A Polícia Civil de Douradina realizará uma coletiva de imprensa ainda na tarde de hoje para esclarecer o caso e informar sobre as próximas etapas da investigação.

Crime 

O médico Edivandro Gil Braz foi morto na manhã desta segunda-feira (18), após ser esfaqueado diversas vezes dentro do consultório onde atendia, em um posto de saúde no município de Douradina, localizado a 191 quilômetros de Campo Grande.

A vítima recebeu atendimento inicial em uma ambulância no município. Devido à gravidade dos ferimentos e à falta de um veículo de socorro mais especializado em Douradina, foi necessário acionar equipes de resgate da expedição CCR MSVia, na BR-163. O médico foi então encaminhado ao Hospital do Coração, em Dourados, a 40 quilômetros do local do crime.

De acordo com testemunhas que presenciaram o crime, o médico foi atingido por sete facadas. O autor, um homem de 27 anos, foi preso pela Polícia Militar, que chegou rapidamente ao local.

 

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Boletim Epidemiológico

MS registra mais de 10 mil casos confirmados de chikungunya e 30 mortes

Dourados, Bonito, Jardim e outras cidades estão entre os municípios com óbitos registrados pela doença

20/08/2026 11h30

Chikungunya e dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti (acima)

Chikungunya e dengue é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti (acima) Foto: Pixabay

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A Secretaria de Estado de Saúde (SED) publicou os dados do Boletim Epidemiológico, referente à 32ª semana epidemiológica. O levantamento atualizado mostra que Mato Grosso do Sul já registrou 12.663 possíveis casos de chikungunya, sendo 10.041 já confirmados. 

Dentre todos os casos já confirmados, foram registradas também 30 mortes em decorrência da chikungunya. As cidades do estado que registraram óbitos foram, Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá. 

Dos 30 óbitos, um ainda permanece em investigação. O boletim também registra 114 casos confirmados da doença em gestantes.

Além dos casos de chikungunya, o Estado também acumula cerca de 4.667 possíveis casos, sendo 1.978 confirmados. Dentre os casos registrados, foi confirmado uma morte pela doença, no município de Bonito. 

Nos últimos 14 dias Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul, Bataguassu, Bonito, Coxim, Três Lagoas e Dourados registraram baixa incidência de casos confirmados de dengue.

Visando o combate a dengue, Mato Grosso do Sul recebeu cerca de 241.030 doses da vacina contra a dengue e já registra mais de 220 mil doses aplicadas.

A vacinação é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

anfer

Após disputa mínima, empreiteira vence licitação de R$ 57,5 milhões

Deságio para implantação de avenida que servirá como novo acesso às Moreninhas, em Campo Grande, ficou abaixo de 1%

20/08/2026 11h30

Primeira etapa da obra do chamado novo acesso às Moreninhas está concluída faz cerca de dois anos, mas acaba numa pastagem

Primeira etapa da obra do chamado novo acesso às Moreninhas está concluída faz cerca de dois anos, mas acaba numa pastagem

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Responsável pela execução da primeira etapa, a empreiteira Anfer tende a ser declarada vencedora, nesta sexta-feira (21), da segunda parte da obra do chamado novo acesso às Moreninhas, um projeto que vai consumir mais de R$ 57 milhões dos cofres estaduais.

Publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quinta-feira (20) informa que na sexta-feira será reaberta a sessão da licitação que já definiu a Anfer como a empreiteira como aquela que apresentou a melhor oferta financeira, oferecendo desconto de apenas 0,8% sobre o valor máximo que havia sido estipulado pela Agesul.

Para implantação da nova avenida, onde será construída também uma ponte, a Agesul estava disposta a pagar R$ 57,980 milhões. Após nove minutos e seis lances, a disputa entre as quatro empreiteiras acabou e a melhor proposta reduziu o valor da obra para R$ 57,513 milhões.

Para efeito de comparação, a disputa de preços em uma licitação da prefeitura de Campo Grande para contratação de empresa para fazer limpeza em postos de saúde se estendeu ao longo de nove horas e teve mais de 800 lances em março deste ano. Ao final do certame, o deságio chegou a quase 21%.

No caso do pregão para escolha da Anfer, porém, a disputa praticamente inexistiu. Das quatro empreiteiras que chegaram a apresentar proposta financeira, uma nem mesmo ofereceu desconto sobre o valor máximo. Uma ofereceu deságio de R$ 58 mil e a outra, de R$ 409 mil. A vencedora reduziu a pedida em R$ 467 mil, representando menos de 1% sobre o valor máximo.

PRIMEIRA FASE

Iniciadas em dezembro de 2022 e concluídas há quase dois anos, as obras de pavimentação, drenagem, recapeamento de asfalto, construção de ponte e ciclovias da primeira etapa consumiram em torno de R$ 54 milhões.

Além disso, quase R$ 16 milhões foram destinados à desapropriação de imóveis ao longo do percurso onde esta segunda etapa será instalada. 

Em 2023, quando chegou a ser lançado um edital para esta fase cuja disputa deve ser encerrada nesta sexta-feira, o valor foi estimado em R$ 32 milhões.

Esta segunda etapa começa a partir do final da Avenida Rita Vieira (na Avenida Guaicurus), percorre em torno de dez quadras a Rua Salomão Abdala, na região do Bairro Itamaracá, e depois mais de dois quilômetros em meio a uma região desabitada até chegar à Avenida Alto da Serra, nas Moreninhas. 

Para implantação desta avenida foi necessário desapropriar total ou parcialmente 52 imóveis na região. As indenizações foram bancadas pelo Governo do Estado e alguns dos proprietários ainda contestam os valores das indenizações na Justiça. 

Com a nova avenida, proprietários de glebas existentes na região serão beneficiados pela valorização dos terrenos. Entre eles estão donos da própria Construtora Anfer, que aparecem como donos de imóveis nas imediações da nova avenida. 

O objetivo deste novo acesso às Moreninhas, segundo o Governo do Estado, é criar uma alternativa de ligação entre aquela região da cidade com a parte central, desafogando o tráfego em avenidas como a Guaicurus, Costa e Silva, Gury Marques e Eduardo Elias Zahran.

Inicialmente, a primeira etapa foi licitada por R$ 41,33 milhões. Mas, com os aditivos e inclusão de recapeamento de novas ruas, o valor chegou a quase R$ 54 milhões. 

Nesta segunda etapa, um dos maiores valores será destinado à construção de uma ponte sobre o Córrego Lageado, de 23,5 metros. Na primeira etapa já foi construída outra ponte, mas sobre o Córrego Poção, que logo depois desemboca no Lageado. 

Primeira etapa da obra do chamado novo acesso às Moreninhas está concluída faz cerca de dois anos, mas acaba numa pastagemTraçado destacado em azul servirá como via do chamado novo acesso à região das Moreninhas, sul de Campo Grande

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