Cidades

16 ANOS DE PRISÃO

Assassino de vigia não aparece no julgamento, mas é condenado

Assassino de vigia não aparece no julgamento, mas é condenado

DA REDAÇÃO

12/07/2013 - 18h00
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Foi condenado por homicídio triplamente qualificado a 16 anos de prisão em regime fechado , Airton Colognesi, de 36 anos, pelo assassinato do vigia Adelson Eloi Nestor de Almeida, crime ocorrido no dia 07 de julho de 2011, em Campo Grande.

O acusado não compareceu ao julgamento e foi condenado à revelia.

De acordo com informações do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), os jurados reconheceram ‘‘ a materialidade e letalidade do crime’’, bem como ‘‘afastaram a tese defensiva de desclassificação do crime para lesão corporal seguida de morte”, além de não “ reconhecerem a tese de embriaguez”. Além disso, “reconheceram que o acusado agiu por motivo fútil, empregou meio cruel e usou de recurso que dificultou a defesa da vítima’’.

O júri foi presidido pelo juiz Eduardo Eugênio Siravegna Júnior que fixou a pena base em 14 anos de reclusão.

Segundo ainda as informações, a pena foi aumentada em um ano, pois conforme o magistrado “o acusado empregou meio cruel, já que a vitima foi brutalmente agredida com vários golpes, tanto que teve fraturado o nariz, inúmeras escoriações (...) impondo-lhe sofrimento atroz e desnecessário, fatos que impõem o reconhecimento da agravante (...)”

O juiz decidiu em sua sentença que “o acusado usou de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, pois ela estava trabalhando, quando apenas disse ao acusado para deixar as dependências do posto que já estava fechado, momento em que este reagiu de forma hostil, o que não era esperado por ela, assim como o réu detinha forma física excessivamente superior, caracterizando a agravante (...)”.

Diante disso, a pena foi aumentada em mais um ano, estabelecendo, por fim, a pena definitiva em 16 anos de reclusão em regime fechado, pois se trata de crime hediondo. 

Combate ao crime

Em nova operação, MPMS prende três por desvio em hospital

Os mandados foram cumpridos ontem em Sidrolândia, onde foi preso o diretor de hospital da cidade por suspeita de desviar cerca de R$ 18 milhões da Saúde

08/10/2026 08h20

Em novembro do ano passado, o Ministério Público já havia identificado suposto desvio de R$ 5,4 milhões no hospital

Em novembro do ano passado, o Ministério Público já havia identificado suposto desvio de R$ 5,4 milhões no hospital Foto: Divulgação

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Operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), levou à prisão o diretor-presidente do Hospital Elmíria Silvério Barbosa, de Sidrolândia, Jacob Meeuvis Breure, suspeito de participar de esquema que teria desviado cerca de R$ 18 milhões da unidade.

A prisão ocorreu na segunda fase da Operação Dirty Pix; além dele foram presos a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o assessor político Júlio César Alves da Silva.

Outros 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria.

Esta é a segunda vez, em menos de um mês, que um diretor de hospital é preso por investigação do Ministério Público. Em setembro, a então presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, foi presa por participar de suposto esquema de corrupção na unidade. Somados dois supostos esquemas, o rombo seria de R$ 23 milhões à saúde pública.

No caso de Sidrolândia, a investigação teve início a partir da identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, oriundos de convênio firmado entre o governo do Estado e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.

“Com o aprofundamento das apurações, especialmente após a deflagração da primeira fase da Operação Dirty Pix, em novembro de 2025, foram identificados elementos que indicaram desvios de recursos provenientes de outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução de um modus operandi estruturado e reiterado”, diz o MPMS, em nota.

Segundo o Ministério Público, o esquema atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassam R$ 18 milhões.
Em 2025, o mesmo diretor já havia sido preso na primeira fase da investigação por supostamente participar de um esquema que teria desviado R$ 5,4 milhões do hospital.

Na época da primeira fase, foram presos, além de Jacob, a ex-vice-prefeita da cidade Cristina Fiuza, o então secretário de Desenvolvimento Rural Cleyton Martins Teixeira, o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Enelvo Felini Júnior, e os vereadores e ex-vereadores Adavilton Brandão, Izaqueu de Souza Diniz, Cledinaldo Marcelino Costócio, Ademir Gabardo e Eliel da Silva Vaz.

SANTA CASA

No mês passado, a cúpula da Santa Casa de Campo Grande acabou na cadeia após investigação do Ministério Público descobrir suposto esquema de desvio de recursos públicos para empresas de empresário ligado à então presidente da unidade. 

Em pelo menos dois casos, foram apurados supostos desvios. O primeiro foi na prestação de serviços de digitalização de prontuários, em que ocorreram pagamentos de valores elevados sem a devida contraprestação de serviços. A estimativa do MPMS é que, no primeiro ano de vigência do contrato, tenha sido desviado R$ 1,4 milhão.

O contrato previa pagamento de R$ 1,8 milhão por ano e tinha vigência de três anos, totalizando R$ 5,4 milhões. 

Os outros contratos supostamente fraudulentos foram celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico. 

Desses acordos, o MPMS afirma que, somente em 2025, a operadora pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas, e gerou um prejuízo de R$ 3,5 milhões à entidade.

Por causa dessa primeira operação foram presos: a então presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima; Rinaldo Hakme Romano, que era diretor administrativo-financeiro; Alessandro Dias Junqueira, então diretor administrativo; Paulo Guilherme Gutierrez Mariosa, diretor de finanças adjunto e conselheiro na época; Monique Gregório de Oliveira, que era supervisora do serviço de arquivo médico e estatística; além do empresário Maurício Aparecido Benites.

Após a Operação Antidotum, deflagrada no dia 11 de setembro, a diretoria foi destituída por determinação judicial, assim como os conselheiros foram retirados do hospital.

* Saiba 

No ano passado, o Jornal Boca do Povo registrou boletim de ocorrência porque, segundo o relato, jornais de uma edição que denunciava o suposto esquema de desvios envolvendo o diretor do hospital teriam sido roubados das bancas em Sidrolândia.

tecnologia

Qual era a sua comunidade no Orkut? Rede marca anúncio para esta quinta

Site da rede social que marcou os anos 2000 anunciou uma "grande mudança" para esta quinta-feira. Criador fala em "reconstruir a internet", mas ainda não confirma o retorno da plataforma

08/10/2026 08h02

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O Orkut, rede social que reuniu milhões de brasileiros nos anos 2000, marcou um "reencontro" com os antigos usuários para esta quinta-feira (8), às 10h, horário de Brasília (9h em Mato Grosso do Sul). O anúncio apareceu no site orkut.com, sem explicar qual será a novidade.

A mensagem é curta. Ela diz apenas que uma grande mudança está sendo preparada e convida o público a voltar ao endereço na hora marcada. Não há capturas de tela, lista de recursos ou confirmação de que uma nova rede social será lançada.

Carta do criador

Na véspera, o engenheiro turco Orkut Büyükkökten, que criou a rede em 2004, divulgou uma carta em que defende uma internet com mais conexão entre pessoas e menos dependência de algoritmos. No texto, ele pede que os leitores entrem no site e registrem seus nomes.

A carta, porém, não confirma que o Orkut volta a funcionar como rede social. Até a manhã desta quinta, o site não oferecia perfis, comunidades ou qualquer recurso de interação.

O que se sabe e o que ainda não se sabe

O que está confirmado:

  • O site orkut.com está ativo e anunciou uma mudança para esta quinta, às 10h.
  • O criador da rede fala publicamente em um novo projeto focado em comunidades.
  • O Brasil é citado há anos por Büyükkökten como mercado prioritário.

O que ainda não está confirmado:

  • Se haverá uma nova rede social, um aplicativo ou apenas um cadastro de interessados.
  • Se o nome "Orkut" será mantido em um eventual produto.
  • Se perfis, fotos ou comunidades antigas poderão ser recuperados. Esse conteúdo foi apagado pelo Google após o fim da plataforma.

Do auge ao fim

Lançado em janeiro de 2004, o Orkut se tornou um fenômeno no Brasil, com scraps, depoimentos e comunidades sobre praticamente qualquer assunto. Em 2011, o Facebook ultrapassou a rede em número de usuários no país. Três anos depois, em 30 de setembro de 2014, o Google encerrou a plataforma.

Desde 2022, o endereço orkut.com exibe mensagens do criador sobre "algo novo" em construção. Nenhuma delas, até agora, resultou em lançamento.

Cuidado com golpes

A expectativa pela volta da rede costuma ser aproveitada por golpistas. Desconfie de links que prometem "recuperar seu Orkut antigo", de aplicativos fora das lojas oficiais e de páginas que pedem senha, CPF ou dados bancários. O único endereço oficial citado pelo criador é orkut.com.

Esta reportagem será atualizada após o anúncio das 10h.

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