O juiz Aluízio Pereira dos Santos, titular da 2ª Vara do Tribunal do Júri em Campo Grande, determinou o desarquivamento do Processo nº 0013422.25.2006, cuja vítima é o advogado Willian Maksoud Filho, e contatou com o Consulado do Paraguai em razão da prisão de R.C.M. no 2º Juzgado Penal de Ejucación, em Assunção, capital do Paraguay.
Aluízio também oficiou o Ministério da Justiça e o Itamaraty com a documentação necessária para dar cumprimento à Ordem de Captura Internacional com a extradição de R.C.M. para Campo Grande, onde deve ser julgado pelo homicídio do advogado.
Segundo os autos, a vítima estava trabalhando em seu escritório de advocacia situado na Rua José Antônio Pereira, 973, região central da Capital, conversando com outro advogado, quando R.C.M. invadiu a recepção, adentrou a sala trabalho e efetuou vários tiros de revólver na vítima, fugindo a seguir na garupa de uma motocicleta pilotada pelo coacusado E.F., que o aguardava do lado de fora do escritório.
A Promotoria de Justiça denunciou 12 pessoas como participantes do crime, todavia foram pronunciados apenas cinco - todos julgados e condenados, com exceção de R.C.M. que foragiu para o Paraguai.
Willian Maksoud Filho era advogado na Capital, principalmente no Tribunal do Júri, e muito conhecido. O crime causou grande comoção social pela forma violenta com que foi executado. Na época do crime, a OAB/MS se mobilizou cobrando das autoridades policiais e judiciais a rápida identificação e prisão dos envolvidos.
De acordo com a denúncia, o crime foi motivado pelo fato de a vítima ter sido paga para transferir um detento, integrante do PCC, para Campo Grande, e não conseguiu fazê-lo, razão pela qual teria que devolver os honorários. Como o advogado reembolsou somente parte do dinheiro, a facção criminosa determinou o seu assassinato, escolhendo R.C.M., conhecido como “RATO” como executor.


