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Chefão do CV

Marcinho VP pode ser solto em setembro e autoridades se mobilizam para mantê-lo na cadeia

Chefão do Comando Vermelho completa 30 anos de prisão em setembro, que era o tempo máximo de cumprimento de pena quando foi condenado, e pode deixar a Penitenciária de Campo Grande pela porta da frente

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Prester a completar 30 anos preso, o traficante Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP, um dos chefões da facção criminosa Comando Vermelho, pode ser colocado em liberdade a partir de setembro. Para evitar que ele deixe a cadeia, autoridades se mobilizam para manter o traficante longe das ruas. Atualmente, Marcinho VP cumpre pena na Penitenciária Federal de Campo Grande.

Conforme o jornal O Globo, Marcinho VP, preso desde 1996, completa os 30 anos de prisão em setembro e, em tese, poderia ser colocado em liberdade. 

Para tentar impedir a soltura iminente, delegados e promotores buscam diversas alternativas, enquanto a defesa do traficante tenta derrubar mandados em vigor e evitar novas condenações.

A mobilização contra a liberdade se baseia no fato de que mesmo preso há quase três décadas, o cárcere não impediu que Marcinho VP continuasse a cometer crimes, se tornando um dos principais nomes do Comando Vermelho mesmo atrás das grades, sendo considerado um dos detentos de maior periculosidade, segundo as autoridades.

Marcinho VP possui cinco cartas de execução de sentença por homicídio, associação criminosa, corrupção ativa, desacato, associação para o tráfico (duas vezes) e tráfico de drogas. Acumuladas, as penas superam 55 anos, mas a legislação em vigor na época das condenações estipulava os 30 anos como tempo máximo de cumprimento.

Desde 2019, quando entrou em vigor o Pacote Anticrime, o limite aumentou para 40 anos, mas a nova regra só se aplica a processos iniciados após esse ano.

Thiago Bottino, professor da FGV Direito Rio e especialista em Direito Penal, disse ao O Globo que, caso seja condenado por crimes posteriores a 2019, a conta da pena seria reiniciada, podendo haver o cumprimento de mais 40 anos.

Caso haja algum novo mandado de prisão provisória, a saída iminente do traficante do presídio pode ser frustrada. É nesta seara que têm havido batalhas judiciais entre acusação e defesa.

Em um dos casos, em setembro de 2025, a Justiça aceitou denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva de 20 integrantes do Comando Vermelho, incluindo Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar, que também está no sistema prisional, após investigação apontar que a quadrilha montou, com anuência dos chefões, um esquema de roubo de veículos na Zona Norte do Rio, com carros clonados para revenda e peças repassadas a lojas e ferros-velhos.

O juiz Renan de Freitas Ongaratto afirma que a acusação demonstrou que Marcinho VP e outros réus compõem a mais alta cúpula da facção e que eles mandam ordens para os demais escalões da facção. O magistrado, em outubro do ano passado, rejeitou pedido de revogação da prisão preventiva, mas os advogados, desde então, vêm impetrando diversos recursos.

Em outra frente, promotores buscam medida cautelar para impedir que Marcinho saia pela porta da frente da penitenciária.

Ainda em novembro do ano passado, o Ministério Público pediu a decretação de nova prisão preventiva, alegando que a defesa do traficante e de outros dois réus tentaram deliberadamente atrasar o andamento do processo sobre um homicídio que tramita há 23 anos.

A defesa disse, no entanto, que não houve pedido de adiamento por sua parte e ressaltou a ausência de contemporaneidade da medida.

Em 3 de dezembro, a juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis negou o pedido de prisão preventiva do trio, pontuando que, no sistema processual penal do país, a liberdade é a regra e fica vedada qualquer execução antecipada de pena.

Outra representação pela prisão preventiva foi feita por delegados em março de 2025, mas o próprio Ministério Público se manifestou contra por falta de provas.

Procurado pelo o Globo, o MP informou que Marcinho VP tem uma prisão preventiva em vigor e, embora complete os 30 anos de prisão em setembro, é prematuro falar na iminência da soltura, já que há possibilidade de uma condenação ou modificação no processo de execução penal.

Marcinho VP 

Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, é apontado com nome proeminente da criminalidade do Rio de Janeiro há quase três décadas, sendo um dos principais chefes do Comando Vermelho, ao lado de Fernandinho Beira Mar.

Preso desde 1996 , ele está em penitenciárias federais desde 2010, atualmente em Campo Grande.

No entanto, o encarceramento não impediu que Marcinho VP continuasse no mundo no crime. Mesmo de dentro do presídio, ele ordenou uma série de crimes que foram cometidos por outros faccionados. Nos últimos 14 anos, ele cumpre pena em unidades federais.

Em novembro de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da Vara de Execuções Penais, autorizou a renovação, por mais três anos, da permanência de Marcinho VP no sistema penitenciário federal.

Na decisão, o juiz afirmou que a manutenção de Marcinho VP no sistema federal segue necessária para dificultar articulações criminosas no Rio de Janeiro.

A decisão cita a megaoperação deflagrada em 28 de outubro de 2024 nos complexos do Alemão e da Penha, áreas consideradas reduto de Marcinho VP, para alertar sobre o "risco do retorno do apenado ao sistema penal do estado".

O histórico de transgressões do líder do Comando Vermelho também foi apontado como motivo pela sua permanência. 

A Justiça considerou que a lei permite a renovação do prazo de permanência por um novo período, caso permaneçam os motivos da transferência. No caso de Marcinho VP, o interesse coletivo de segurança pública.

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Agropecuária prevê desmatamento de 6 mil hectares de fazenda no Pantanal

Fazenda com área superior a 16 mil hectares terá audiência pública em novembro para concessão de licença ambiental para supressão de vegetação nativa

06/10/2026 12h10

Arquivo

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O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL) divulgou a audiência pública que aprovará ou não o desmatamento autorizado em uma área de mais de 1 mil hectares de uma fazenda localizada em Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense.

A área rural é na Fazenda Anacã do Corixão II, pertencente ao empreendimento privado Agropecuária Cerro Alegre LTDA.

Por se tratar da retirada de vegetação nativa em área superior a 1 mil hectares, o IMASUL determina que a concessão da licença para tal atividade seja decidida em audiência pública, conforme Resolução CONAMA nº 001/1986.

Conforme o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), realizado pela empresa KW Soluções em Engenharia e Meio Ambiente LTDA, a Fazenda possui uma extensão superior a 16 mil hectares, e a previsão de desmatamento é de 6 mil hectares desse total.

Para compor o documento é realizado um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que atesta o diagnóstico completo da área que será afetada, incluindo toda identificação e existência de fauna e flora local, bem como os impactos a elas, com informações e avaliação técnicas, além da descrição detalhada da atividade, com proposição das medidas preventivas e de redução de danos.

Segundo o RIMA, as áreas selecionadas foram definidas com base em:

  • menor relevância ambiental;
  • baixa conectividade ecológica;
  • e no predomínio de formações campestres e arbustivas, que estão expostas a ações humanas;
Foto: Reprodução RIMA

Para realizar o levantamento total para o relatório, foram feitas visitas de campo, análises laboratoriais, avaliações especializadas, consultas a bancos de dados oficiais e referência bibliográficas. Incluindo particularidades ambientais da região de Corumbá, inserida no contexto do Bioma Pantanal.

No relatório a empresa atesta que a atividade que motiva o desmatamento é a agropecuária, a qual já ocorre na região, assim como em praticamente todo o município, que integra um dos maiores polos de produção pecuária do país.

O empreendimento busca a supressão da área para "implantação de pastagens tecnificadas, com melhoria dos índices produtivos e otimização do uso da terra", conforme descrito em documento, para que assim sua capacidade operacional seja ampliada e para fortalecimento da atividade pecuária existente, com garantia de maior estabilidade econômica para a empresa rural.

Ainda foram destacadas a baixa densidade populacional na região, bem como ausência de comunidades tradicionais, sítios arqueológicos ou elementos de patrimônio cultural que possam ser afetados pela atividade.

Para que a população esteja a par dos impactos ambientais, a audiência pública acontecerá no dia 12 de novembro, de forma remota e presencial, a partir das 19h.

A transmissão acontecerá ao vivo pelo canal o IMASUL no YouTube, e presencialmente na Rua Delamare, 1088, no Auditório da Associação Comercial e Empresarial de Corumbá.

Acesse o Relatório de Impacto Ambiental completo aqui.

diário oficial

Após vitória de Riedel, Estado renomeia chefes da campanha política

Secretários, assessores, jornalistas, fotógrafos estão de volta ao Governo de MS após meses afastados

06/10/2026 11h45

Frederico Felini assume a secretária de Comunicação do Governo de MS

Frederico Felini assume a secretária de Comunicação do Governo de MS ARQUIVO/CORREIO DO ESTADO

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Servidores estaduais comissionados, que deixaram seus cargos para participar da campanha política do governador Eduardo Riedel, estão de volta aos trabalhos no Governo de Mato Grosso do Sul.

Secretários, assessores, jornalistas, fotógrafos, entre outros profissionais, foram renomeados aos seus respectivos cargos nesta terça-feira (6). Eles permaneceram afastados por cerca de três meses, de julho a outubro, para se dedicarem exclusivamente à campanha de Riedel.

A relação de nomes foi publicada nesta terça-feira (6) no Diário Oficial Eletrônico (DOE-MS). Conforme apurado pela reportagem, cerca de 25 pessoas que haviam sido exoneradas retornaram ao governo.

Entre eles, está coordenador da campanha política de Riedel, Frederico Felini, que agora ocupa o cargo de secretário-executivo de Comunicação, no alto escalão do governo. Ele substitui o ex-chefe da comunicação, Frederico Fukagawa Hozano de Souza, que foi exonerado a pedido nesta terça-feira (6).

Os cargos abrangem

  • Direção Gerencial Superior e Assessoramento
  • Direção Especial e Assessoramento
  • Direção Gerencial Superior e Assessoramento
  • Administração Superior e Assessoramento

As funções incluem

  • Assessor Especial VI
  • Assessor I
  • Assessor III
  • Assessor Especial V
  • Assessor I
  • Assessor Especial I

Os cargos e funções fazem parte da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (SEGOV).

Confira os trechos redigidos em Diário Oficial:

Frederico Felini assume a secretária de Comunicação do Governo de MS

Os salários brutos variam de R$ 8.179,32 (CCA-10) a R$ 34.398,40 (CCA-01).

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