Cidades

INVESTIGAÇÃO

Avó materna de Sophia não acredita na inocência da própria filha, diz delegada

Conforme apurado pela perícia, a menina estava morta desde às 10h, mas foi levada ao pronto atendimento apenas às 17h

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Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (6), na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), para atualizações do caso Sophia, polícia revela que avó materna acredita na culpa de sua própria filha em relação às agressões contra a menina. 

As informações foram repassadas pela delegada Anne Karine Trevisan e pelo delegado Roberto Gurgel. 

Conforme os delegados, o inquérito policial do homicídio de Sophia foi concluído nesta sexta-feira (3), 10 dias após a menina ter sido encaminhada ao UPA, após sua morte, no dia 26 de janeiro. 

A partir da investigação, que incluiu o depoimento de 9 pessoas, entre médicos e familiares, 
foi possível considerar o homicídio como qualificado por motivo fútil em flagrante, pela condição da vítima ser do sexo feminino e por ela ser menor de quatorze anos. 

Além disso, o padrasto e a genitora também foram autuados em flagrante por estupro de vulnerável, após ser verificada que a vítima tinha algumas lesões em seus órgãos genitais. 
 
“Na delegacia, o padrasto ficou em silêncio, não quis se manifestar. A mãe disse que a criança tinha passado mal, que ela estava com a barriga inchada, que ela já vinha desde noite anterior passando mal porque ela teria comido muito a maionese”, contou a delegada. 

Ao falar sobre as agressões, na ocasião, a mãe afirmou que ocorreram para ações corretivas. 

Entretanto, as desculpas não foram convincentes. Sobretudo, conforme apurado pela perícia, a menina estava morta desde as 10h, mas foi levada ao atendimento apenas às 17h, ou seja, 7 horas após já ter falecido. 

Mais detalhes

Após perícia dos aparelhos celulares do padrasto e da genitora, foi confirmado que os dois planejavam desculpas para negar o crime.

“Olhando aparelho celular da mãe da Sofia, nós constatamos haver uma conversa com o padrasto em que eles combinavam o que falariam para a polícia”, disse a delegada. 

A genitora levou a menina ao UPA utilizando transporte de aplicativo. O motorista foi ouvido pela polícia e conta que ele não escutou a criança chorando ou conversando. 

Além disso, ele afirmou que, ao pegar a mãe e a criança, pôde ver o padrasto da vítima na casa. 
Com relação a uma possível participação de outras pessoas no crime, ainda não se pode concluir algo. 

“O que conseguimos verificar é que é um núcleo familiar muito reservado, pela própria conduta do Cristian, que não deixava com que a genitora, a Stefany, tivesse convívio com a família dela. Então assim, pouquíssimas pessoas entravam e saía da residência deles”, explicou a delegada. 

Já avó materna, indicada com uma das testemunhas da genitora de Sophia, não acredita na inocência de Stefany ou que ela não soubesse o que acontecia.  

Anteriormente  

A menina já tinha 30 registros médicos em decorrência de possíveis agressões e lesões, mas os mesmos nunca foram encaminhados para a delegacia. 

Além disso, o pai da menina, já havia buscado pela guarda da filha por desconfiar dos maus-tratos, tendo feito Boletim de Ocorrência há um ano e apresentado ao Conselho Tutelar.

Segundo o Conselho Tutelar, na busca pela guarda da filha, o pai da criança tentou ficar responsável por ela. Ele foi encaminhado à Defensoria Pública e ao Conselho Tutelar, que realizou visita técnica, mas, na ocasião, a criança não tinha nenhum indício de maus-tratos. 

Nesta visita, foi constatada que a criança não tinha marcas e nem hematomas e, por ser muito pequena, não falava.

“Naquela situação que ele vivenciava, ele não tinha elementos tão concretos para realmente afirmar que a criança estava passando por violência. Então ele não solicitou medidas protetivas por não parecer necessário”, disse a delegada. 

Saiba mais

Após o encerramento do inquérito, a polícia ainda aguarda o resultado de alguns laudos da perícia em relação a material genético encontrado na menina, bem como de aparelhos eletrônicos apreendidos. 

 

três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

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