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Baixa vacinação contra gripe em MS reforça recomendação de especialistas em Brasília

Evento na Capital Federal debateu importância da vacinação, explicou o funcionamento do sistema imunológico e destacou os avanços da ciência

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Cobertura vacinal contra Influenza está baixa em Mato Grosso do Sul.

Dados divulgados pelo Boletim Epidemiológico, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), apontam que 49,37% sul-mato-grossenses estão vacinados contra gripe, o que representa praticamente metade da população do Estado.

A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 90%. Com isso, é necessário reforçar as campanhas de imunização contra o vírus, tendo em vista que 5.341 casos foram notificados e 98 pessoas morreram vítimas da doença em MS.

O tema foi abordado durante o evento "Uma Aventura Imunológica – Nosso Corpo, Nosso Mundo", na última terça-feira (4), em Brasília (DF), onde especialistas reforçaram a importância da vacinação, esclareceram dúvidas sobre imunizantes e destacaram os avanços da ciência no desenvolvimento de novas vacinas e tratamentos.

A reportagem do Correio do Estado foi até a Capital Federal participar da roda de conversa e acompanhar o debate sobre o papel das vacinas e como o sistema imunológico atua na proteção do organismo.

VACINAÇÃO

Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação estimula o sistema imunológico a produzir uma resposta de defesa contra um determinado microrganismo, como vírus ou bactérias.

Assim, quando um ser humano entra em contato com o agente causador da doença, o organismo já está preparado para combatê-lo, reduzindo o risco de adoecer ou de desenvolver formas graves da doença.

A vacina é uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças, salvar vidas, reduzir mortes, proteger a saúde individual e coletiva, controlar o espalhamento de doenças e diminuir gastos com tratamentos e hospitalizações.

De acordo com a head de imunologia da Biofarmacêutica Sanofi, Daniela Carlini, a vacina serve para proteger a si mesmo e aos outros.

“[Precisa tomar a vacina] porque eu não sei quem é a pessoa que vai desenvolver a reação grave. Eu não sei quem é o ser humano que não vai combater aquele vírus e vai desenvolver um quadro grave e vai levar à morte. Por isso que a gente precisa fazer uma vacinação e fazer com que as pessoas todas sejam vacinadas. A vacina não é individual. A vacina também é para evitar a transmissão. [Se eu me vacinar], eu não transmito para o meu filho, eu não transmito para o meu avô, eu não transmito para nenhum daqui”, explicou.

Diretora médica de vacinas da Sanofi, Sheila Homsani, ressaltou a importância da vacinação, lembrando como o imunizante contra Covid-19 salvou a humanidade.

“A gente viu com a Covid o quanto a vacina foi importante. As pessoas choravam quando a vacina chegou. A gente estaria aqui se não tivesse tido a vacina de Covid? Eu acho que contra fatos não há argumentos, que é o fato. Depois da pandemia de Covid e de gripe, a gente está aqui hoje por causa das vacinas, não tenha dúvida”, opinou.

Ela ainda compartilhou que uma vacina contra acne está sendo desenvolvida.

“Ninguém vai morrer de acne, mas isso pode afetar o resto da vida desse indivíduo que ficou ouvindo bullying. Quantas crianças não sofreram bullying porque tinham acne? Então a gente está desenvolvendo uma vacina para acne. Isso para mim, assim, era uma coisa que eu nunca nem pensei que a gente conseguiria. E a gente tá na fase 2 desse projeto. Vacina leva tempo, medicamento leva tempo, é uma pesquisa ainda. Pode dar muito certo, pode dar muito errado. Mas a gente está tentando”, explicou.

Confira quais vacinas o ser humano deve tomar ao longo da vida:

RECÉM-NASCIDOS

  • BCG
  • Hepatite B

CRIANÇAS

  • Pentavalente
  • Poliomielite
  • Rotavírus
  • Pneumocócica
  • Meningocócica
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
  • Varicela (catapora)
  • Hepatite A
  • Febre amarela (em áreas ou situações recomendadas)

ADOLESCENTES

  • HPV
  • Meningocócica ACWY
  • Reforços de difteria e tétano (dT)
  • Atualização das vacinas do calendário infantil, se necessário

ADULTOS

  • Reforço contra difteria e tétano a cada 10 anos
  • Hepatite B (para quem não foi vacinado)
  • Tríplice viral, conforme idade e histórico vacinal
  • Febre amarela, quando indicada
  • Influenza (gripe), especialmente para grupos prioritários e, em muitas campanhas, para toda a população elegível
  • COVID-19, conforme as recomendações vigentes

IDOSOS

  • Influenza (anualmente)
  • COVID-19, conforme as recomendações
  • Pneumocócica, quando indicada
  • Reforços de difteria e tétano
  • Herpes-zóster, conforme disponibilidade e indicação

GESTANTES

  • dTpa (proteção contra difteria, tétano e coqueluche)
  • Influenza
  • Hepatite B (se necessário)
  • COVID-19, conforme recomendação

Manter a carteira de vacinação atualizada em todas as fases da vida é essencial para garantir uma proteção contínua e ajudar no controle de doenças evitáveis.

VACINAÇÃO EM MATO GROSSO DO SUL

Dados divulgados pela SES-MS apontam que a cobertura vacinal em Mato Grosso do Sul é de:

  • HPV: meninas 84,57% e meninos 79,07% - dados atualizados em 31 de julho de 2026
  • FEBRE AMARELA: 102,86% de 6 meses a 59 anos - dados atualizados em 31 de julho de 2026
  • COVID-19 MONOVALENTE: 84,75% para duas doses - dados atualizados em 24 de abril de 2026
  • INFLUENZA: 49,37% - dados atualizados em agosto de 2026

SISTEMA IMUNOLÓGICO

De acordo com o Ministério da Saúde, o Sistema Imunológico é o conjunto de órgãos, células e moléculas responsáveis por defender o organismo contra doenças (vírus, bactérias, fungos, parasitas e outros agentes invasores).

Ele combate e elimina esses microrganismos e cria memória contra infecções enfrentadas anteriormente.

Após o primeiro contato com um microrganismo, o organismo produz células de memória. Se o mesmo agente invadir novamente, a resposta será mais rápida e eficiente.

A inflamação, que é uma resposta do sistema imunológico, que, em condições normais, atua na defesa do organismo contra parasitas e agentes externos. Mas, em situações anormais, a resposta se torna crônica ou desregulada.

Doenças inflamatórias do tipo II são condições crônicas causadas por uma reação exagerada do sistema imune, como asma, dermatite atópica e esofagite eosinofílica.

“O desenvolvimento de novos medicamentos que atuam no sistema imunológico cresce a cada dia. Hoje, entendemos que a inflamação é uma resposta imunológica importante, mas o problema é quando ela fica descontrolada ou crônica. Isso mudou completamente a forma como pensamos em tratamentos”, explicou a head de estudos clínicos da Sanofi, Viviane Rezende.

Como o Sistema Imunológico protege o organismo:

  • Barreiras físicas e químicas: pele, mucosas, lágrimas, saliva e o ácido do estômago dificultam a entrada de microrganismos
  • Resposta imunológica inata: atua rapidamente por meio de células como os fagócitos, que englobam e destroem os invasores
  • Resposta imunológica adaptativa: envolve os linfócitos B (produzem anticorpos que reconhecem e neutralizam vírus e bactérias) e linfócitos T (destroem células infectadas e coordenam outras células de defesa)

Como manter o Sistema Imunológico saudável:

  • Alimentação equilibrada
  • Prática regular de atividade física
  • Sono de boa qualidade
  • Controlar o estresse
  • Boa higiene
  • Vacinação em dia
  • Evitar tabagismo e consumo excessivo de álcool
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Fronteira Internacional

Paraguai e Bolívia, vizinhos de MS, aderem a pacto dos EUA contra PCC e CV

Brasil ficou fora da coalizão liderada por Washington, que prevê ações coordenadas contra organizações criminosas e amplia o cerco internacional às facções brasileiras.

22/09/2026 19h49

Fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai; país vizinho aderiu à coalizão liderada pelos Estados Unidos contra organizações criminosas transnacionais.

Fronteira entre Ponta Porã (MS) e Pedro Juan Caballero, no Paraguai; país vizinho aderiu à coalizão liderada pelos Estados Unidos contra organizações criminosas transnacionais. Foto: Divulgação.

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A presença do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) nas rotas internacionais do tráfico ganhou uma nova dimensão nesta terça-feira (22), com a adesão de Paraguai e Bolívia a uma articulação liderada pelos Estados Unidos para ampliar o combate ao crime organizado nas Américas.

Os dois países compartilham fronteiras diretamente ligadas a Mato Grosso do Sul e integram o chamado Escudo das Américas (Shield of the Americas), iniciativa criada pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump para coordenar medidas contra organizações envolvidas principalmente com narcotráfico e crimes transnacionais.

O Brasil, por outro lado, ficou fora da articulação. A decisão ocorre em meio a uma divergência entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva sobre o enquadramento das facções brasileiras.

Enquanto os Estados Unidos classificaram PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, Lula rejeita essa definição e defende que o enfrentamento ao crime organizado ocorra dentro da legislação brasileira e com respeito à soberania do País.

PCC e Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas identificadas pela coalizão.

A relação divulgada pelos integrantes também inclui grupos que atuam em diferentes pontos do continente, como o Tren de Aragua, da Venezuela; Mara Salvatrucha (MS-13); Cartel de Sinaloa e Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), do México; Clã do Golfo, da Colômbia; além de organizações ligadas às dissidências das Farc e ao Sendero Luminoso, do Peru.

A movimentação interessa diretamente a Mato Grosso do Sul porque Paraguai e Bolívia fazem fronteira com o Estado e estão inseridos em corredores utilizados pelo tráfico internacional de drogas.

A extensa faixa fronteiriça sul-mato-grossense também coloca o Estado em posição estratégica nas ações brasileiras de repressão ao narcotráfico e ao contrabando.

Brasil fica fora da coalizão

O encontro desta terça-feira ocorreu em Nova York, durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, e reuniu chefes de Estado, ministros e representantes dos países participantes da iniciativa.

O Brasil não integra o Escudo das Américas. O México, outro país diretamente afetado pela atuação de grandes cartéis, também está fora da articulação liderada por Washington.

Participam da iniciativa Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Trinidad e Tobago.

A participação chilena foi confirmada nesta terça-feira. Segundo o governo do Chile, a adesão permite acesso a informações sobre o crime organizado, sistemas de análise de dados, treinamento das forças de segurança e maior coordenação entre países fronteiriços. Cada governo, no entanto, continua sujeito às próprias leis e às obrigações internacionais.

A coalizão havia sido lançada em março pelo governo Trump com a proposta de aumentar a troca de inteligência e coordenar iniciativas contra organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

A entrada do Peru, por exemplo, foi anunciada neste mês pela presidente Keiko Fujimori após encontro com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Na ocasião, o governo peruano informou que a participação deveria acelerar o intercâmbio de informações e ampliar ações conjuntas contra grupos criminosos transnacionais.

PCC e CV entram no foco regional

A inclusão das duas principais facções brasileiras entre os grupos identificados pela iniciativa amplia a pressão internacional sobre organizações que nasceram no Brasil, mas estabeleceram conexões além das fronteiras do país.

Em Mato Grosso do Sul, o impacto dessa movimentação ganha relevância principalmente pela posição geográfica do Estado, que faz fronteira tanto com o Paraguai quanto com a Bolívia, justamente os dois países vizinhos que aderiram à articulação liderada pelos Estados Unidos.

São aproximadamente 1,5 mil quilômetros de fronteira internacional. Do lado paraguaio, um dos principais pontos de ligação é formado por Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades separadas por uma fronteira seca e com intensa circulação diária de pessoas, veículos e mercadorias.

No oeste do Estado, Corumbá está ligada à região boliviana de Puerto Quijarro e Puerto Suárez.

Essa localização transforma Mato Grosso do Sul em um importante corredor de integração entre o Brasil e os países vizinhos, mas também impõe desafios às forças de segurança.

A proximidade com rotas internacionais de entorpecentes faz com que apreensões de cocaína e maconha, tráfico de armas, contrabando e investigações sobre organizações criminosas sejam recorrentes na faixa de fronteira e nas rodovias que cortam o Estado.

Nesse cenário, a adesão de Paraguai e Bolívia ao Escudo das Américas coloca Mato Grosso do Sul em uma situação particular: as duas fronteiras internacionais do Estado passam a estar ligadas a países integrantes da coalizão liderada pelos Estados Unidos, enquanto o Brasil permanece fora da iniciativa.

A ausência brasileira no grupo, no entanto, não significa o fim da cooperação com os países vizinhos.

Brasil, Paraguai e Bolívia mantêm mecanismos próprios de atuação conjunta e intercâmbio de informações para enfrentar o tráfico de drogas, contrabando e outros crimes transfronteiriços.

Trump endurece discurso contra cartéis

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla do governo Donald Trump para tratar grandes organizações ligadas ao narcotráfico como ameaças à segurança do continente.

Em discurso na Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira, Trump voltou a defender uma atuação mais dura contra os cartéis e comparou essas organizações ao Estado Islâmico, argumentando que grupos criminosos acumularam poder financeiro, armamentos e estruturas capazes de operar em diferentes países.

A ofensiva tem como um de seus principais articuladores o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, que participou de encontro com chefes de Estado e chanceleres do Escudo das Américas em Nova York.

A avaliação apresentada pelo governo norte-americano é de que parte das organizações criminosas deixou de operar apenas como grupos tradicionais de narcotráfico e passou a construir redes internacionais com grande capacidade financeira, logística e operacional.

Para Washington, essa característica exige maior integração entre os governos do continente, principalmente no compartilhamento de informações de inteligência e na coordenação de medidas contra estruturas financeiras e logísticas utilizadas pelo crime organizado.

Cerco financeiro e cooperação

Entre os instrumentos defendidos no âmbito da articulação estão medidas destinadas a atingir não apenas integrantes das organizações, mas também suas fontes de financiamento e redes de apoio.

A estratégia prevê mecanismos de cooperação para identificar patrimônio, movimentações financeiras e pessoas ligadas às organizações criminosas, além de restrições migratórias e responsabilização daqueles que prestarem apoio material ou financeiro aos grupos.

O objetivo é dificultar a circulação internacional de integrantes das organizações e reduzir a capacidade de movimentação de recursos entre diferentes países.

O Escudo das Américas também pretende aprofundar a troca de inteligência entre os governos participantes, justamente uma das áreas consideradas essenciais para acompanhar organizações que mantêm operações simultâneas em diferentes territórios.

A dimensão internacional do PCC é um dos fatores que colocam a organização brasileira no centro dessa discussão. Criada dentro do sistema penitenciário de São Paulo na década de 1990, a facção expandiu sua atuação e passou a manter conexões com redes criminosas de outros países sul-americanos.

O Comando Vermelho, surgido no Rio de Janeiro, também aparece entre as organizações brasileiras identificadas pela coalizão.

Com Paraguai e Bolívia dentro da iniciativa e o Brasil fora dela, Mato Grosso do Sul passa a ocupar uma posição particularmente sensível nesse novo desenho de cooperação regional: o Estado brasileiro que divide sua extensa faixa internacional justamente com dois dos países que aderiram à ofensiva articulada por Washington contra organizações criminosas brasileiras.

Brasil rejeita classificação

A ofensiva ocorre meses depois de o governo Donald Trump classificar formalmente o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras nos Estados Unidos. A designação foi anunciada pelo Departamento de Estado em 28 de maio e entrou em vigor em 5 de junho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se opõe à classificação e, na última sexta-feira (18), afirmou que o Brasil precisa derrotar o crime organizado, mas rejeitou enquadrar as facções como terroristas.

“Eu não aceito a ideia de que as facções são terroristas, como diz o Trump”, declarou.

O governo brasileiro defende que o enfrentamento ao crime organizado seja conduzido pelo próprio país, com cooperação internacional e respeito à soberania nacional.

QUEDA NOS TERMÔMETROS

Frio derruba temperaturas em até 5°C e Campo Grande entra em alerta

Capital pode amanhecer com 17°C nesta quarta-feira, enquanto termômetros ficam próximos dos 11°C no sul de Mato Grosso do Sul; Defesa Civil alerta para queda de até 5°C

22/09/2026 18h39

Queda nas temperaturas deve deixar Campo Grande mais fria nesta quarta-feira (23), com alerta da Defesa Civil para declínio de até 5°C.

Queda nas temperaturas deve deixar Campo Grande mais fria nesta quarta-feira (23), com alerta da Defesa Civil para declínio de até 5°C. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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O avanço do ar frio vai derrubar as temperaturas em Campo Grande e diferentes regiões de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (23). Na Capital, os termômetros devem variar entre 17°C e 24°C, enquanto municípios do sul do Estado podem registrar temperaturas próximas dos 11°C nas primeiras horas do dia.

Diante da mudança no tempo, a Defesa Civil de Campo Grande emitiu Alerta Amarelo para declínio de temperatura. O aviso começa às 8h desta quarta-feira e permanece válido até as 8h de quinta-feira (24), com previsão de redução entre 3°C e 5°C e leve risco à saúde.

A queda ocorre após a passagem da frente fria que mudou o tempo em Mato Grosso do Sul e abriu caminho para o avanço de uma massa de ar mais frio.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou nesta terça-feira (22) que o sistema frontal, nome dado à área de encontro entre massas de ar com características diferentes, responsável pela formação e pelo avanço da frente fria, continua se deslocando, enquanto as condições de instabilidade permanecem sobre áreas do Centro-Oeste.

Em Campo Grande, a previsão aponta mínima de 17°C e máxima de 24°C nesta quarta-feira. Na quinta-feira (24), a tendência é de elevação gradual das temperaturas, com valores em torno de 18°C a 29°C na Capital.

O frio será mais intenso no sul de Mato Grosso do Sul. As regiões Sul-Fronteira, Cone-Sul, Grande Dourados e Leste podem registrar mínimas entre 11°C e 15°C nesta quarta-feira. Ao longo da tarde, as máximas nessas áreas devem ficar próximas dos 25°C.

Entre as cidades com previsão de temperaturas mais baixas estão Ponta Porã, com mínima de 13°C e máxima de 22°C; Iguatemi, entre 13°C e 25°C; e Dourados, onde os termômetros devem variar entre 14°C e 24°C.

Em Porto Murtinho, a previsão aponta temperaturas entre 16°C e 25°C, enquanto Aquidauana deve registrar mínima de 17°C e máxima de 26°C. Em Corumbá, os termômetros ficam entre 18°C e 27°C.

O frio perde intensidade à medida que se avança para o norte e o leste do Estado. Três Lagoas tem previsão de 19°C a 26°C; Camapuã, de 20°C a 29°C; Coxim, de 21°C a 29°C; e Paranaíba, também de 21°C a 29°C nesta quarta-feira.

A mudança chama atenção pelo contraste com o calor registrado antes da passagem da frente fria. Em Campo Grande, por exemplo, a previsão indicava temperaturas de até 32°C na segunda-feira (21). Para quarta, a máxima prevista fica na casa dos 24°C, diferença de cerca de 10°C em relação ao começo da semana.

A queda dos termômetros coincide ainda com a chegada da primavera. A estação começa oficialmente às 21h05 desta terça-feira (22), pelo horário de Brasília, fazendo com que as primeiras horas da nova estação sejam marcadas por temperaturas mais baixas em Mato Grosso do Sul.

Alerta em Campo Grande

Na Capital, a Defesa Civil orienta a população a redobrar os cuidados durante o período de queda das temperaturas, especialmente com crianças, idosos e pessoas mais vulneráveis ao frio.

O Alerta Amarelo indica possibilidade de declínio entre 3°C e 5°C e leve risco à saúde. A recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais durante a vigência do aviso.

Em caso de necessidade, a população pode acionar o 156, para solicitação de serviços; o 193, em situações de emergência; e o 199, da Defesa Civil.

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