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PROSSEGUIR

Campo Grande e mais 42 municípios entram na bandeira cinza, de grau extremo da Covid-19

Toque de recolher deve começar às 20h e apenas atividades essenciais podem funcionar na maioria dos munícpios

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Campo Grande, Corumbá, Dourados e mais 40 municípios estão na bandeira cinza do mapa de Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir), o que indica grau de risco extremo para Covid-19.

Com isso, a recomendação é que o toque de recolher seja às 20h e que apenas atividades extremamente essenciais funcionem. As medidas restritivas valem a partir desta sexta-feira (11) e vão até 24 de junho.

O mapa do Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir) atualizado nesta quinta-feira (10) traz a pior classificação de risco desde o início da pandemia em Mato Grosso do Sul.

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São 29 municípios na bandeira vermelha, o que representa grau de risco alto para Covid-19 e sete na laranja, o que indica grau de risco médio. 

Nessa faixa, o toque de recolher deve ser às 21h e 22h, respectivamente. Não há nenhum município na bandeira verde ou amarela. 

Falta de leitos; transferência de pacientes para outros Estados; recorde de casos confirmados em 24 horas; alta de internações, óbitos, taxa de contágio, média móvel de mortes e de casos favorecem o cenário caótico em Mato Grosso do Sul.

O governo do estado de Mato Grosso do Sul publicou o Decreto nº 15.693, de 9 de junho de 2021, que regulamenta que os 79 municípios de Mato Grosso do Sul adotem as recomendações do Prosseguir.

MAPA PROSSEGUIR

O mapa de risco considera a disponibilidade de leitos UTI, busca por contatos de casos confirmados, redução da mortalidade por Covid-19 e quantidade de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s).

Redução de novos casos, necessidade de expansão de leitos, disponibilidade de testes, incidência na população indígena, redução de casos entre profissionais da saúde e situação de fronteira com país ou divisa com Estado que tenha aumento de casos também entram na lista de indicadores. 

A bandeira verde representa grau baixo; a amarela, tolerável; a laranja, grau médio; a vermelha, grau alto e a cinza, grau extremo.

Bandeira verde

Representa municípios que estão no grau de risco baixo para Covid-19. Nenhum município se encontra nessa faixa. 

Bandeira amarela

Representa municípios que estão no grau de risco tolerável para Covid-19. 

Esta faixa permite a volta às aulas mediante protocolos rígidos de biossegurança, aconselha o fechamento de parques públicos, recomenda o distanciamento social e uso de máscara em locais públicos.

Também sugere quarentena para casos suspeitos e propõe velório de pessoas NÃO Covid de até 4 horas, com limite máximo de 10 pessoas. 

Nenhum município se encontra nesta faixa. 

Bandeira laranja

Representa municípios que estão no grau de risco médio para Covid-19. 

Esta faixa suspende aulas presenciais, fecha parques públicos, recomenda o distanciamento social e uso de máscara em locais públicos.

Também recomenda toque de recolher das 22h às 5h; propõe velório de pessoas NÃO Covid de até 2 horas, com limite máximo de 10 pessoas; sugere a ampliação de leitos UTI em hospitais e maior quantidade de remédios em unidades de saúde.

Os municípios que estão nessa faixa são:

  • Glória de Dourados
  • Jateí
  • Paraíso das Águas
  • Rio Negro
  • Taquarussu

Bandeira vermelha

Representa municípios que estão no grau de risco alto para Covid-19. 

Esta faixa suspende aulas presenciais, fecha parques públicos, obriga o distanciamento social e uso de máscara em locais públicos.

Também recomenda toque de recolher das 21h às 5h e propõe velório de pessoas NÃO Covid de até 1 hora, com limite máximo de 10 pessoas. Pessoas que morreram de Covid-19 não devem ter velório e seu enterro deve ser imediato. 

Também sugere a ampliação de leitos UTI em hospitais, contratação de leitos extras em hospitais particulares e ampliação da quantidade de remédios em unidades de saúde.

As cidades que estão nessa faixa são:

  • Anaurilândia
  • Angélica
  • Aquidauana
  • Aral Moreira
  • Bandeirantes
  • Cassilândia
  • Corguinho
  • Coxim
  • Dois Irmãos do Buriti
  • Douradina
  • Eldorado
  • Figueirão
  • Guia Lopes da Laguna
  • Inocência
  • Jaraguari
  • Ladário
  • Laguna Carapã
  • Mundo Novo
  • Nioaque
  • Nova Andradina
  • Paranaíba
  • Pedro Gomes
  • Ribas do Rio Pardo
  • Rio Verde de Mato Grosso
  • Rochedo
  • Santa Rita do Pardo
  • Sonora
  • Tacuru
  • Vicentina

Bandeira cinza

Representa municípios que estão no grau de risco extremo para Covid-19. 

Esta faixa suspende aulas presenciais; fecha parques públicos; obriga o distanciamento social e uso de máscara em locais públicos.

Também recomenda toque de recolher das 20h às 5h. Pessoas que morreram de Covid-19 ou de outra causa não devem ter velório e seu enterro deve ser imediato. 

Também sugere a ampliação de leitos UTI em hospitais, contratação de leitos extras em hospitais particulares e ampliação da quantidade de remédios em unidades de saúde.

Os municípios que estão nessa faixa são:

  • Água Clara
  • Alcinópolis
  • Amambaí
  • Antônio João
  • Aparecida do Taboado
  • Bataguassu
  • Bela Vista
  • Bodoquena
  • Bonito
  • Brasilândia
  • Caarapó
  • Camapuã
  • Campo Grande
  • Chapadão do Sul
  • Coronel Sapucaia
  • Corumbá
  • Costa Rica
  • Deodápolis
  • Dourados
  • Iguatemi
  • Itaporã
  • Itaporã
  • Itaquiraí
  • Ivinhema
  • Japorã
  • Jaraguari
  • Jardim
  • Juti
  • Maracaju
  • Miranda
  • Naviraí
  • Nova Alvorada do Sul
  • Novo Horizonte do Sul
  • Ponta Porã
  • Porto Murtinho
  • Rio Brilhante
  • São Gabriel do Oeste
  • Selvíria
  • Sete Quedas
  • Sidrolândia
  • Terenos
  • Três Lagoas

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Nova Vítima

Chikungunya avança em Mato Grosso do Sul e registra 22ª morte em 2026

Idoso de 78 anos morreu após complicações da doença; caso ainda não consta no boletim estadual mais recente

05/06/2026 18h00

Reprodução/SES/Bruno Rezende

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Dourados confirmou nesta sexta-feira (5) mais uma morte causada pela chikungunya. A vítima foi um idoso de 78 anos, elevando o número de óbitos registrados pela doença em Mato Grosso do Sul.

Com o novo registro, o município chega a 14 óbitos confirmados e o Estado soma 22 mortes associadas à chikungunya em 2026. O caso foi divulgado no Relatório Epidemiológico Diário de Monitoramento da Febre Chikungunya de Dourados.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente apresentou os primeiros sintomas em 14 de maio e foi internado no dia seguinte no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). Ele morreu na quarta-feira (3).

Morador da área urbana de Dourados, o idoso possuía doença respiratória crônica e diabetes, condições consideradas fatores de risco para o agravamento do quadro clínico da chikungunya.

Apesar da confirmação do novo óbito, a morte ainda não consta no boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado na segunda-feira (1º) e referente à 21ª semana epidemiológica.

Na ocasião, Mato Grosso do Sul contabilizava 21 mortes confirmadas pela doença e outros dois óbitos em investigação.

Perfil das vítimas

Dos 14 óbitos registrados em Dourados desde o início da epidemia, dez ocorreram entre indígenas e quatro entre moradores da área urbana do município.

Os dados mostram que boa parte das vítimas estava na faixa etária entre 69 e 82 anos. Também foram registradas mortes de bebês de um e três meses, uma criança de 12 anos e adultos com idades entre 29 e 55 anos.

A Secretaria Municipal de Saúde informou ainda que subiu para quatro o número de mortes sob investigação por suspeita de chikungunya.

Na área urbana, os casos analisados envolvem:

  • Uma mulher de 74 anos, com doença renal crônica e hipertensão arterial;
  • Um homem de 71 anos, com diabetes;
  • Um homem de 43 anos, sem comorbidades relatadas.

Já na Reserva Indígena, aguarda-se o resultado dos exames de um jovem de 19 anos que apresentou os primeiros sintomas em 14 de março e morreu em 29 de maio no Hospital da Missão.

A confirmação dos casos é realizada pelo Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen), em Campo Grande, responsável pela análise das amostras encaminhadas pelos municípios.

Itaporã também registrou morte

Na semana passada, Itaporã confirmou o primeiro óbito por chikungunya registrado no município em 2026. A vítima foi um homem de 50 anos que apresentou coinfecção por influenza e chikungunya, situação em que o paciente é infectado simultaneamente pelos dois vírus.

Segundo as autoridades de saúde, ele também possuía comorbidades, entre elas doença cardiovascular crônica, imunodeficiência ou imunossupressão e histórico de tabagismo.

Mais de 12 mil casos prováveis no Estado

Conforme o último boletim epidemiológico da SES, divulgado na segunda-feira (1º), Mato Grosso do Sul acumula 12.811 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desse total, 6.360 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

As mortes confirmadas até o boletim anterior ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã. Entre as vítimas fatais, 12 apresentavam algum tipo de comorbidade, fator que pode contribuir para a evolução mais grave da doença.

O avanço dos casos mantém o alerta das autoridades sanitárias, especialmente nos municípios que registram elevada circulação do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Dourados concentra quase metade dos casos

Dourados segue como o principal epicentro da chikungunya em Mato Grosso do Sul. O município soma 3.112 casos confirmados, o equivalente a praticamente metade de todos os registros do Estado.

Os municípios com maior número de casos confirmados são:

  • Dourados: 3.112;
  • Fátima do Sul: 588;
  • Jardim: 345;
  • Sete Quedas: 278;
  • Corumbá: 222;
  • Batayporã: 197;
  • Bonito: 183;
  • Aquidauana: 163;
  • Paraíso das Águas: 156;
  • Amambai: 155.

Ranking de incidência preocupa

Quando analisada a proporção de casos em relação ao tamanho da população, alguns municípios apresentam situação ainda mais preocupante que Dourados.

O ranking estadual de incidência de casos prováveis por 100 mil habitantes é liderado por Douradina:

  • Douradina: 4.464 casos por 100 mil habitantes;
  • Paraíso das Águas: 3.103,4;
  • Fátima do Sul: 3.047,2;
  • Batayporã: 2.875,3;
  • Sete Quedas: 2.737,9;
  • Dourados: 2.379,1.

Os índices são considerados elevados pelas autoridades de saúde e refletem a intensidade da transmissão da doença em diversas regiões de Mato Grosso do Sul.

Saúde

Teste do Pezinho: dia nacional reforça importância do exame em recém-nascidos

O exame ampliado consegue identificar até 50 patologias em bebês

05/06/2026 17h45

Dia Nacional do Teste do Pezinho é comemorado no dia 6 de junho

Dia Nacional do Teste do Pezinho é comemorado no dia 6 de junho Divulgação

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Celebrado em todo o Brasil neste sábado, 6 de junho, o Dia Nacional do Teste do Pezinho é um lembrete para a importância do exame em recém-nascidos para identificar precocemente doentas genéticas, metabólicas, congênitas e infecciosas. 

O exame é feito a partir da coleta de gotinhas de sangue extraídos do calcanhar do bebê em um papel filtro, e encaminhado para análise laboratorial. 

O ideal é que a coleta seja feita entre o terceiro e quinto dia de vida dos recém-nascidos, já que a fase apresenta uma eficácia maior na detecção de possíveis alterações. 

O teste é realizado de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é obrigatório, já que pode evitar sequelas graves por identificar diagnósticos precoces. 

Para a técnica de enfermagem do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), Camila Santos Galvão Benitez, o exame permite localizar doenças antes mesmo do aparecimento de sintomas, possibilitando um início rápido do tratamento. 

“Por meio do teste do pezinho é possível detectar precocemente doenças como anemia falciforme, fibrose cística e hipotireoidismo congênito, entre outras. Quando identificadas logo no início da vida, conseguimos iniciar o tratamento adequado precocemente, aumentando significativamente as chances de desenvolvimento saudável da criança”, explicou. 

Ela ressalta que o teste é garantido por lei a todos os recém-nascidos e é realizado de forma gratuita pelo SUS, além de ser "simples, rápido e extremamente importante para evitar complicações futuras e até salvar vidas". 

Quando o teste começou a ser realizado pelo SUS, ele identificava apenas seis doenças:  fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doenças falciformes e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase.

Com a ampliação do teste, o exame passou a rastrear e identificar até 50 doenças raras e condições genéticas. 

Especialistas explicam que muitas doenças identificadas pelo teste não apresentam sintomas no período neonatal mas podem resultar em complicações futuras caso não sejam diagnosticadas precocemente, como o comprometimento no desenvolvimento físico e intelectual da criança. 

"A campanha do Dia Nacional do Teste do Pezinho busca conscientizar pais e responsáveis sobre a necessidade de realizar o exame dentro do prazo recomendado e reforçar a importância do acompanhamento médico após a coleta, especialmente nos casos em que há necessidade de confirmação diagnóstica e início do tratamento", afirmou o HU em nota. 

Teste do pezinho ampliado

O teste do pezinho ampliado passou a ser ofertado pelo SUS em Mato Grosso do Sul em janeiro de 2026, após uma parceria entre o  Governo do Estado com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, através do Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos da APAE de Campo Grande (IPED/APAE), instituição responsável pela realização dos exames laboratoriais de triagem neonatal, habilitada pelo Ministério da Saúde. 

O teste do pezinho surgiu na década de 1960 para investigar a fenilcetonúria, uma doença capaz de causar deficiência intelectual. 

Normalmente, o teste costuma ser feito no terceiro dia de vida do bebê. Com as tecnologias mais modernas, o teste do pezinho ampliado já pode ser coletado com 24 horas de vida. 

A diferença entre o teste do pezinho e o teste do pezinho ampliado é a quantidade de doenças contempladas por cada um. 

O exame é feito a partir de uma pequena quantidade de sangue do recém-nascido. A coleta é feita pelo calcanhar ou por meio de outras veias periféricas, como da mão ou da dobra do cotovelo. 

A amostra não é armazenada em tubo, como ocorre em adultos, mas sim, em um papel filtro. Depois, em laboratório, são dosadas substâncias que todo bebê deve ter em seu sangue, como hormônios, aminoácidos e enzimas. 

Caso seja observada alguma anomalia, o recém-nascido deve ser submetido a outros exames para que haja uma investigação mais detalhada até um diagnóstico. 

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