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Investigação

Entreposto de cocaína, Campo Grande tem a maior apreensão da droga no ano

Policiais do Garras encontraram quase uma tonelada do entorpecente escondido em uma casa na região norte da Capital

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A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) realizou a maior apreensão de cocaína do ano em Mato Grosso do Sul e na Capital, após encontrar quase uma tonelada da droga escondida em uma imóvel que servia de entreposto na região norte de Campo Grande.

Muitos policiais civis estiveram envolvidos numa ação, ontem, que teve início com a denúncia anônima de uma negociação suspeita em uma oficina da Capital, e resultou na prisão de cinco indivíduos, além da apreensão de 975 quilos de cocaína – ao todo, foram contabilizados 614 volumes de substância análoga à droga, entre tabletes e volumes embalados. 

Conforme informação apurada pelo Correio do Estado, a apreensão gerou cerca de R$ 30 milhões de prejuízo ao crime, além de ser a maior do ano de cocaína em Mato Grosso do Sul, superando uma ação realizada pela Polícia Federal (PF) há cerca de três semanas, também em Campo Grande.

Na ocasião, os agentes federais constataram que um ônibus transportava cerca de 30 bolivianos sem a documentação regular de entrada no País. Segundo a polícia, o motorista e os passageiros apresentaram versões contraditórias, o que levou a uma vistoria detalhada na carroceria.

No bagageiro, os policiais encontraram um compartimento adaptado com parte da droga. Em seguida, localizaram outro esconderijo na parte traseira do ônibus, onde estavam os demais tabletes.

Ao todo, a pesagem confirmou aproximadamente 745 quilos de cocaína, que tinha sido até ontem, a maior apreensão do ano. Dois brasileiros foram presos em flagrante por tráfico transnacional de drogas naquela ação e os imigrantes em situação irregular foram encaminhados para os procedimentos migratórios cabíveis.

Vale destacar que, segundo o portal de estatísticas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS), as forças policiais estaduais haviam apreendido 549,6 quilos de cocaína neste ano (dados até o dia 14 de fevereiro).
Ou seja, apenas nesta apreensão foi registrado quase o dobro do que havia sido flagrado em dois meses.

A assessoria da PC também veiculou a apreensão como uma das maiores da história da instituição. Segundo levantamento realizado pelo Correio do Estado, há grandes chances de ser a maior nos quarenta anos do órgão policial em Mato Grosso do Sul, considerando somente as ações contra a cocaína em Campo Grande.

DILIGÊNCIA

A apreensão recorde deste ano começou depois que um suposto informante indicou que em uma oficina mecânica localizada na Avenida Senhor do Bonfim, na região norte de Campo Grande, estaria prestes a ocorrer uma negociação envolvendo grande quantidade de entorpecentes. 

Com esta informação, equipes do Garras passaram a monitorar o local. Durante as diligências, na manhã de ontem os policiais visualizaram um homem, identificado apenas com com as iniciais de A.P.S., de 42 anos, deixando a oficina em um Celta.

Ao mesmo tempo, uma caminhonete S-10, conduzida por outro homem, de 39 anos, também deixou o local. Os dois veículos foram seguidos até o estacionamento de um supermercado atacadista na saída para Cuiabá. 

No local, o condutor do Celta passou a circular pelo estacionamento de maneira suspeita, aparentando aguardar contato para realização da negociação ilícita. Por conta disso, foi abordado pelos agentes, que encontraram no interior do carro pequena quantidade de cocaína, de aproximadamente 0,6 gramas. A suspeita é de que a droga seria utilizada como amostra para negociação.

Paralelamente, outra equipe abordou um Toyota Etios, conduzido por um homem de 38 anos, tendo como passageiro um rapaz de 25 anos. Durante as buscas no automóvel foram localizados três tabletes de pasta base de cocaína, totalizando aproximadamente 3,2 quilos.

Diante da situação de flagrante, todos foram levados à delegacia. Lá, segundo a polícia, um dos presos manifestou interesse em colaborar com as investigações, informando que havia grande quantidade de entorpecentes armazenada em sua residência.

Munido dessa informação, equipes deslocaram-se até o imóvel indicado, onde foi localizada grande quantidade de entorpecentes – 614 volumes entre tabletes e volumes cilíndricos. Após pesagem preliminar, totalizaram aproximadamente 975 quilos.

Na operação também foram apreendidos, ao menos, quatro veículos utilizados na logística do tráfico, incluindo uma caminhonete Nissan Frontier, que possuía registro de furto/roubo, sendo utilizada para o transporte do entorpecente.

Parte da cocaína estava embalada em 136 balões impermeáveis e com resíduos de óleo diesel. Por conta disso, os investigadores suspeitam que a droga tenha deixado a região de fronteira com o Paraguai em tanques de combustíveis de caminhonetes e caminhões.

E, ao contrário do que normalmente ocorre, quando a cocaína é armazenada em esconderijos, desta vez ela estava espalhada em diferentes cômodos do imóvel, inclusive no banheiro.

O próximo passo dos policiais é tentar chegar aos proprietários do carregamento, já que os detidos indicam ser somente intermediários e serviçais dos verdadeiros proprietários. 

A suspeita dos investigadores é de que a casa onde estavam os entorpecentes era utilizada somente como depósito provisório e que todo o carregamento seria despachado para grandes centros consumidores ou até mesmo para a Europa.

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Despedida

Corinthians, Palmeiras, Flamengo, amigos e mundo esportivo se despedem de Oscar Schmidt

O ex-atleta morreu na tarde desta sexta-feira (17) após ser internado pela manhã

17/04/2026 19h00

Divulgação/Getty

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A sexta-feira ficou mais triste para os amantes do esporte brasileiro com a confirmação da morte de Oscar Schmidt, lenda do basquete verde e amarelo, aos 68 anos. Assim que a família confirmou a notícia, clubes pelos quais o ex-jogador atuou, rivais, amigos pessoais, entidades e personalidades se despediram do astro.

"O Comitê Olímpico do Brasil (COB) lamenta profundamente o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete e uma lenda do Movimento Olímpico do Brasil. Conhecido como 'Mão Santa', Oscar foi recordista brasileiro em participações olímpicas no basquete, disputou cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos e se tornou o único atleta a ultrapassar a marca de 1.000 pontos na história da competição. Oscar deixa a esposa Maria Cristina Victorino, com quem é casado desde 1981, e dois filhos Felipe e Stephanie", prestou homenagem o COB.

"O esporte brasileiro, infelizmente, se despede de um grande nome, mas tenho certeza que sua história jamais será esquecida. Mais do que resultados e medalhas, Oscar representou valores que definem o espírito olímpico: dedicação, superação, respeito ao adversário. Em cada competição levou consigo não apenas o talento, mas também a inspiração para todos que acreditam no poder transformador do esporte e a bandeira brasileira no coração. Seu legado permanece vivo nas quadras e corações que tocou ao longo de sua trajetória. Que sua memória siga motivando novas gerações a sonhar alto e competir com honra. Sua história, eternizada no Hall da Fama do COB, seguirá presente em nossos corações. Descanse em paz, Mão Santa. Seu legado jamais será esquecido. O Olimpismo agradece", lamentou Marco Antonio La Porta, presidente do COB.

O Nosso Basquete Brasil (NBB) lamentou a triste notícia: "Hoje o basquete brasileiro se despede de uma lenda. Oscar Schmidt, o Mão Santa, marcou gerações e escreveu seu nome para sempre na história do esporte. Segundo maior pontuador da história, membro de múltiplos Halls da Fama e dono de feitos eternos com a camisa do Brasil e por onde passou. Ao longo de sua carreira, somou impressionantes 49.973 pontos e também se tornou o maior cestinha da história das Olimpíadas, com 1.093 pontos. Pela Seleção Brasileira, conquistou o ouro no Pan-Americano de 1987 e foi três vezes campeão sul-americano, em 1977, 1983 e 1985", prestou homenagem.

"Por clubes, construiu uma trajetória igualmente vitoriosa, com três títulos brasileiros, um título sul-americano de clubes campeões, um título mundial, seis conquistas do Campeonato Paulista e dois títulos do Campeonato Carioca. Obrigado por tudo, Mão Santa", completou a NBB.

"Quando recebi a notícia, foi como se fosse uma bomba na minha cabeça. A gente acha que todo ídolo é eterno e não é. Um momento difícil para quem viveu o basquete na mesma geração, que viu a construção, o legado que Oscar foi deixando, o patriotismo que esse homem tinha na sua cara e coração...", lamentou a Rainha Hortência, em entrevista à Band.

"Como ele demonstrava garra e força de vontade quando entrava em quadra. Quando parou, continuou sendo admirável e passando valores. Ele deixou credibilidade. Quando falava, paravam para escutar. Oscar era isso, tinha uma família maravilhosa e esse é o legado que ele deixa e vai deixar: muita lembrança sem jamais sair dos nossos pensamentos e nossas vidas. Ele foi eternizado por todos os Halls da Fama do mundo inteiro", ressaltou a maior jogadora do basquete nacional e admiradora de Oscar.

"Meu amigo Oscar, que Deus o receba no céu, meus sentimentos a toda família, especialmente a você Maria Cristina, que foi, é e será sempre a parceira deste gigante, aos amigos e fãs minhas condolências e descanse em paz Oscar Schmidt!!", postou o ex-velocista Robson Caetano.

Além da brilhar na seleção brasileira, Oscar defendeu as cores de Palmeiras, Sírio, América-RJ, Corinthians, Bandeirantes, Mackenzie e Flamengo no País, os italianos Juvecaserta e Pavia, além do espanhol Forum Valladolid. Os clubes prestaram uma última homenagem.

"O Sport Club Corinthians Paulista lamenta o falecimento de Oscar Schmidt. Um dos maiores atletas da história da modalidade no Brasil, Oscar marcou o seu nome também na história do Sport Club Corinthians Paulista. Maior pontuador da história do esporte até 2024, Oscar liderou o Corinthians ao seu último título nacional, conquistado em junho de 1996. Este feito o fez estar imortalizado na Calçada da Fama do Memorial Corinthians e Poliesportivo", escreveu o clube paulista.

"Antes de se tornar um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma referência eterna da Seleção Brasileira de Basquete, Oscar Schmidt - que morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos - deu seus primeiros passos como atleta profissional vestindo a camisa alviverde. Foi na Sociedade Esportiva Palmeiras que o jovem talento iniciou uma trajetória que, anos depois, o levaria ao reconhecimento internacional", destacou o Palmeiras.

"O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente o falecimento de um dos maiores ídolos da história do nosso basquete e do esporte mundial: Oscar Schmidt. O eterno Mão Santa honrou o Manto Sagrado com sua genialidade, paixão e arremessos inesquecíveis, marcando época na Gávea e enchendo de orgulho a Nação Rubro-Negra. Seu legado absoluto transcende as quadras e inspirará gerações eternamente. Nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos os fãs neste momento de imensa dor. Descanse em paz, lenda", homenageou o Flamengo.

Mesmo clubes nos quais o astro não atuou, fizeram questão de um último adeus, como São Paulo, Grêmio, Vasco e Athletico-PR. A CBF também. "Hoje é um dia triste para o esporte brasileiro. O Athletico Paranaense expressa profundo pesar pelo falecimento de Oscar Schmidt, lenda do basquete. O clube presta solidariedade à família, aos amigos e a todos os fãs do Mão Santa. Descanse em paz."

"Recebo com profundo pesar a notícia da morte de Oscar Schmidt, um dos maiores atletas que o Brasil já teve. Oscar, nosso Mão Santa, foi sinônimo de patriotismo, garra e talento. Foi um competidor incansável que honrou a camisa do Brasil como poucos. Sua dedicação ao basquete e ao país inspirou gerações e ajudou a construir a história do nosso orgulho nacional. Hoje, o Brasil se despede de um gigante, mas seu legado permanece vivo e seus exemplos seguirão conosco para sempre", disse Samir Xaud, presidente da CBF.

rochedinho

Tradicional Festa do Queijo chega a 9ª edição com novidades para este ano

Festa do Queijo faz parte do calendário oficial de eventos e terá duração de dois dias, no distrito de Rochedinho

17/04/2026 17h31

Festa do Queijo faz parte do calendário de eventos da cidade e será nos dias 8 e 9 de maio

Festa do Queijo faz parte do calendário de eventos da cidade e será nos dias 8 e 9 de maio Foto: Divulgação / Prefeitura de Campo Grande

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A Tradicional Festa do Queijo do Distrito de Rochedinho chega a 9ª edição e, como novidade para este ano, o evento passa a ser realizado em dois dias, e não apenas em um como ocorria até no ano passado. O lançamento ocorreu na última quarta-feira (15) na Expogrande e a festa será nos dias 8 e 9 de maio, no distrito de Rochedinho, a cerca de 30 km de Campo Grande.

A Festa do Queijo faz parte do calendário oficial de eventos da Capital, realizada anualmente no mês de maio, antecedendo o Dia das Mães. 

Segundo a administração municipal, o evento tem um importante papel no fortalecimento da economia local, na valorização da produção artesanal e no incentivo ao turismo rural.

“A Festa do Queijo já faz parte da identidade de Rochedinho. É um evento que movimenta a economia, valoriza quem produz e mantém viva a nossa cultura”, afirmou a prefeita Adriane Lopes (PP).

“Ampliar o evento é uma forma de gerar mais oportunidades e atrair ainda mais visitantes”, acrescentou.

Além dos tradicionais queijos artesanais, produtos como doces, doce de leite e até gelato estão entre os itens que estarão expostos e à venda em dezenas de quiosques com expositores da economia criativa e de produtos da gastronomia regional.

O secretário-executivo de Cultura, Valdir Gomes, ressaltou a importância cultural e turística do evento e destacou a valorização de produtos regionais, como o gelato de bocaiuva e pequi, que, segundo ele, evidenciam a criatividade e o potencial da produção local.

Produtores e expositores também reforçaram o papel da festa como vitrine para ampliar oportunidades e manter tradições.

O produtor de queijo Alceu Cabral, que atua há anos em Jaraguari e está em processo de mudança para Rochedinho, é criador do queijo de tereré e ressaltou o potencial de inovação dentro da produção artesanal.

“A Festa do Queijo é uma grande vitrine para quem produz. Ajuda a divulgar nosso trabalho e valoriza a produção artesanal”, afirmou.

A jovem Rebeca Rodrigues, neta de produtores de doce de leite, também destacou o valor afetivo e econômico da festa. “Eu cresci vendo minha família produzir doce de leite, então a festa tem um significado muito especial pra gente. É uma forma de manter essa tradição viva”, disse.

Além dos itens à venda, a Festa do Queino deve contar uma praça de alimentação e food trucks com itens como cachorro-quente, churrasco de chão, drinks, entre outros. Para as crianças, tradicionalmente há espaço com brinquedos infláveis e pula-pula.

A programação oficial, que conta também com shows musicais, ainda não foi divulgada.

A Festa do Queijo do Distrito de Rochedinho é organizada pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) e pela Subprefeitura de Rochedinho.

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