Cidades

FIGURAS ILUSTRES

Estado homenageia Beatriz Dobashi e Irmã Silvia Vecellio pelo serviço prestado à saúde pública de MS

Médica tem mais de quatro décadas de carreira e atuou nas secretarias municipal e estadual de Saúde; Irmã é presidente de honra do Hospital São Julião

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Na manhã desta terça-feira (31) a Secretaria de Estado de Saúde (SES) homenageou duas mulheres de prestígio e que fizeram diferença a frente da Saúde Pública de Mato Grosso do Sul, a médica Beatriz Figueiredo Dobashi, que foi secretária estadual de Saúde, e a Irmã Silvia Vecellio Sai, atualmente presidente de honra do Hospital São Julião,

O evento público foi realizado no estacionamento do prédio da SES, localizado no Parque dos Poderes, em Campo Grande.

Autoridades estiveram presentes no evento, como o atual secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões; secretária-adjuta, Crhistinne Maymone, entre outros.

Na ocasião, Simões relembrou o trabalho feito por Dobashi no Hospital São Julião.

“Justo reconhecimento das pessoas que se dedicam a saúde pública de maneira ímpar. Apesar do trabalho realizado no hospital desenvolvido pela Irmã Silva, pela Beatriz e por tantos profissionais, eu agradeço a presença e nós ainda temos muito trabalho”, disse.

A médica se emocionou e agradeceu pelas homenagens. “É um reconhecimento pelo trabalho que levou quarenta e seis de anos da minha vida. Então muito obrigada, muito obrigada a todos que estão aqui que nos estão e tenho certeza que o senhor é uma homenagem muito gratificante”, disse.

Irmã Silvia Vecellio Sai, presidente de honra do Hospital São Julião. Foto: Governo do Estado.

Tímida, Irmã Silvia Vecellio Sai apenas agradeceu pela homenagem recebida. No entanto, a ex-secretária de Saúde, Dobaschi, lembrou de uma passagem com a Irmã Silvia e aproveitou para relatar sua ligação com o Hospital São Julião.

"A Irmã Silvia me conheceu ainda criança, por muitas vezes me colocou no colo quando chorava por alguma coisa. Ela sempre me consolava. Em 1970, fiz um show de calouros e cobramos ingressos. Com o dinheiro, compramos cobertas e alimentos. Quando fomos entregar no São Julião, eu fiquei chocada com o que eu encontrei lá, ainda estava no Ensino Médio, mas prometi que voltaria ali como médica", contou.

Além disso, relembrou épocas de quando foi voluntária no Hospital São Julião.

“Eu me orgulho muito de ter trabalhado lá no São Julião. Eu prometi a mim mesma que assim que me formasse eu ia ser médica. Em 1975 eu me formei e 1976 já encontrei a Gabriela e lá ficamos vinte e cinco anos como médica voluntária”, contou.

Em 14 de julho de 2022, a médica também foi homenageada no 36ª Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

A consagração foi feita em nome do Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande, por meio de um certificado de reconhecimento pela atuação da ex-secretária como conselheira de saúde da Capital.

Imortalizadas

A coordenadora de Ações em Saúde da SES, Karine Cavalcante, destacou que além das placas recebidas durante o evento, as homenageadas também terão os seus nomes gravados em salas importantes da Secretaria de Estado de Saúde.

"Nós temos duas salas que são de extrema importância para nós, colaboradores da saúde. Nelas são discutidas importantes politicas públicas, como também é o local onde acontecem as pactuações junto aos municípios. Então, são importantes tomadas de decisões que visam melhorar a vida de toda a população", frisa.

Karine completa ainda que "a partir desta data, a nossa Sala de Situação vai se chamar Beatriz Figueiredo Dobashi. Já a Sala da OPAS vai ter o nome de Sala Irmã Silvia Vecellio Sai. Sempre que passarmos por elas, vamos lembrar de toda a história de vida e que elas fizeram a diferença para a saúde pública, e que isto fique de legado e referência para todos nós", finaliza.

Carreira

Dobashi se formou em Medicina pela Universidade Estadual de Mato Grosso (atual Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS), no ano de 1975.

Seu primeiro emprego foi como médica da atenção básica, na unidade de saúde do bairro Santa Fé.

Foi secretária municipal de Saúde de Campo Grande, na gestão do ex-prefeito André Puccinelli, entre 1998 e 2004.

Atuou como assessora do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) por dois anos. Foi secretária de Estado de Saúde até 2013, também na gestão do ex-governador Puccinelli.

Foi professora universitária na FUCMT (atual Universidade Católica Dom Bosco – UCDB) por 10 anos, de 1978 a 1988. Também atuou como médica voluntária no Hospital São Julião, referência no tratamento de Hanseníase.

Em 7 de junho de 2014, lançou o livro ''Os caminhos da gestão em saúde no Mato Grosso do Sul: da reforma sanitária ao COAP''.

No livro, Beatriz Dobashi descreve as ações, desafios e sucessos reanimadores em 37 anos de atuação na área de saúde pública.

Tratamento

Defesa pede assistência médica e revogação de prisão preventiva de Bernal

Ex-prefeito de Campo Grande está preso há 9 dias no Presídio Estadual Militar

01/04/2026 15h45

Foto: Montagem / Correio do Estado

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Preso desde o último dia 24 por assassinar o fiscal tributário da Secretaria Estadual de Fazenda, Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, o ex-prefeito de Campo Grande solicitou, por meio de sua defesa, acompanhamento médico, uma vez que é "cardiopata, diabético, hipertenso e alguém que faz uso de medicação controlada". 

As alegações da defesa tem como base o relatório psicossocial realizado pelo ex-lider do Executivo logo após audiência de custódia, feita no dia posterior ao crime. Ao Correio do Estado, um dos advogados de Bernal, Oswaldo Meza disse que além do acompanhamento médico, haverá pedido de revogação da prisão preventiva, que detém Bernal no presídio estadual militar. 

"Ele é cardiopata, tem quatro stents no coração, está com tremor nas pernas, por isso estamos solicitando acompanhamento médico. Além disso vamos entrar com revogação da prisão preventiva", disse Meza. 

Investigações

Em conversa com o Correio do Estado, o delegado Danilo Mansur disse que o depoimento do funcionário da empresa de monitoramento revela que Bernal efetuou o segundo disparo, que teria atravessado a região da costela da vítima, de 5 a 7 segundos depois do primeiro, que atingiu o quadril.

O delegado também disse que, até o momento, a investigação não acredita que Bernal tenha premeditado o crime ou que o ex-prefeito teria agido sob violenta emoção, estado de intensa perturbação afetiva e impulsividade que, caso tenha ocorrido logo após injusta provocação da vítima, pode reduzir a pena do agente, neste caso, Bernal.

Na tarde desta sexta-feira (27), Mansur aproveitou para ouvir novamente o chaveiro. Segundo o delegado, Maurílio confirmou que o primeiro disparo foi flagrado pelas câmeras e manteve a versão inicial de que não viu ou ouviu o segundo tiro. 

Diante disso, caso se confirme que o segundo tiro foi dado entre a saída do chaveiro e o reaparecimento de Bernal nas imagens, há um vácuo de 13 segundos em que o “tiro de misericórdia” pode ter sido efetuado, o que dificultaria ainda mais o argumento da defesa do ex-prefeito de que ele agiu em legítima defesa.

Contudo, o delegado diz que a história contada por Maurílio não pode ser levada tão “ao pé da letra”, já que o chaveiro estava tomado por medo e desespero no momento do assassinato e que só pensava em fugir do local. 

Mesmo sem outro ângulo para confirmar em vídeo o segundo ato do crime, Mansur disse que os próximos passos da investigação devem provar o momento exato do disparo.

Vale destacar que, até o momento, a defesa de Bernal ainda não apresentou à polícia o suposto registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e muito menos o documento da arma calibre 38 que foi usada no assassinato.

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Aposta

Com bênção de Riedel e Tereza, primeira-dama mais rica do MS mira cadeira na Assembleia Legislativa

Michelle Schlatter, esposa do prefeito de Chapadão do Sul é a aposta da base governista

01/04/2026 15h30

Foto: Divulgação

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A primeira-dama de Chapadão do Sul, Michelle Schlatter, assinou sua ficha de filiação ao Partido Progressistas (PP) na noite de terça-feira (31) mirando a candidatura a deputada estadual.

Ela é casada com Walter Schlatter, prefeito mais rico de MS e o quinto mais rico do Brasil, com patrimônio declarado de R$ 125 milhões. 

O convite partiu diretamente dos maiores caciques da sigla e do Estado: o governador Eduardo Riedel e a senadora Tereza Cristina. A chapa do PP já é considerada a “chapa da morte” dentre os partidos, a mais difícil para se eleger tamanha cabeças coroadas.

O objetivo do PP é garantir um palanque forte e um nome competitivo para representar Chapadão do Sul e a região do Bolsão sul-mato-grossense. Não deve ser difícil, já que a região é dominada pelos fazendeiros de soja e algodão, palco natural dos agro-empresários Tereza e Riedel.

Michelle disse que irá converter sua atuação em ações sociais e voluntariado em capital eleitoral. 

Chapadão do Sul tem 22 mil votantes, segundo dados do TRE-MS.

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